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ALIMENTOS

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Cobiçadas
desde a Antiguidade, as especiarias chegaram a custar mais caro do que jóias.
Sua interferência benéfica no sabor final da comida, principalmente numa
época em que o poder de
conservação dos alimentos era reduzidíssimo, fez com que homens de
espírito singrassem o mar desconhecido em busca das
preciosidades que existiam apenas no Oriente.
Ainda
que não apareçam nem brilhem como diamantes ou ouro, até hoje as
especiarias são adornos especiais que podem mudar completamente um prato.
Na maioria das vezes, são perceptíveis apenas ao paladar. Por isso mesmo,
precisam ser usadas com bom senso. Qualquer excesso pode resultar num
desequilíbrio desastroso para a receita executada.
Algumas
dicas ajudam a fazer uma utilização mais equilibrada das especiarias,
resultando em sabores mais harmoniosos. Conheça algumas das principais
especiarias disponíveis e suas características:
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Açafrão
- O autêntico custa caro. É preciso colher 100 mil flores para conseguir 5
kg de estigmas, que, quando secos, são empacotados inteiros ou em pó. É a
alma da bouillabesse (sopa de peixe francesa originária de Marselha), da
paella (espécie de risoto espanhol) e do 'risotto alla milanesa' (o risoto
de arroz italiano com açafrão).
Anis
- Semente adotada principalmente para fazer confeitaria (balas, doces e
bolos). Também aromatiza o pastis francês, o ouzo grego e o arak do
Oriente Médio, bebidas típicas, normalmente degustadas com água e gelo.
Baunilha
- Orquídea centro americana que é colhida verde e curada em ambiente
especial. Depois desse processo, fica com uma coloração marrom escura. A
maneira de usar é colocar a fava sobre uma superfície plana e dividi-la ao
meio num corte longitudinal, com uma faca bem afiada. De dentro dela saem
minúsculos grãos que podem ser ingeridos e vão dar o sabor perfumado,
doce e delicado da baunilha verdadeira. Tem uso freqüente em sorvetes e
doces à base de leite e creme, mas também em chocolate e frutas de sabor
suave (não muito azedas). Na culinária moderna, também funciona bem em
alguns pratos salgados, resultando em combinações de sabor inusitado.
Cuidado com as essências disponíveis no mercado de fabricação nacional -
são uma tentativa frustrada de reproduzir um aroma único.
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Canela
em casca - No Brasil, é usada para aromatizar doces, principalmente
compotas.
Canela
em pó - Os usos são semelhantes aos da canela em casca. As cascas
secas são reduzidas a pó, podendo, assim, ser ingeridas (polvilhada com açúcar
sobre um bolo, por exemplo), enquanto a canela em casca deve ser retirada do
prato antes de servir. Na culinária européia e do Oriente Médio, também
se adota como tempero para carnes e aves. Nesse caso é, em geral, misturada
com a pimenta da Jamaica e pimenta-do-reino, resultando então na
vulgarmente conhecida pimenta síria.
Carda
momo
- É uma das especiarias mais caras do mundo, depois do açafrão. No
Oriente Médio e na Índia dá gosto em marinadas e pratos com arroz; na
Europa, é especiaria de pães, bolos e doces.
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Curcuma
- Especiaria de cor amarelo-alaranjada, obtida a partir de rizomas de
uma planta de origem asiática. Usada principalmente no curry e no picles. Na
cozinha mineira, colore o frango ensopado.
Colorífico
- É obtido a partir de sementes de urucum em pó. Dá um tom alaranjado aos
mais variados pratos da culinária brasileira, em quase todo o país.
Acrescenta pouco ou quase nenhum sabor.
Cominho
- Em sementes ou em pó, é adotado no preparo de carnes, geralmente
associado à pimenta-do-reino. Encontrado também na culinária árabe,
marroquina, indiana e mexicana.
Cravo-da-índia
- Inteiro, perfuma doces em calda ou caldos de carne e ensopados; em pó, dá
aroma a bolos de especiarias.
Curry
- Mistura de especiarias feita na Índia, mas principalmente para o consumo
externo. Dentro do país, usa-se uma mistura específica para cada prato,
que varia de região para região e até de família para família. O curry,
como se encontra à venda, é uma combinação de coentro, cominho,
feno-grego, alho, gengibre, canela, cravo, curcuma, cardamomo,
pimenta-do-reino e pimenta vermelha.
ENDRO
- Especiaria com folhas de aroma e sabor delicado e fresco e com
sementes aromáticas fortes e picantes. Denominada "erva-de-deus" pelos
armênios, o endro tem origem asiática e foi introduzido na Europa durante a
Antigüidade. É uma das ervas mais antigas e mais conhecidas do Ocidente.
Simbolizava a vitalidade para os romanos e era utilizada pelos gregos como
erva medicinal, pois possui poderes digestivos e calmantes. Também conhecida
como Aneto ou Dill.
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Erva-doce
- As sementes servem para preparar pratos com carne de porco (lingüiças,
embutidos), além de aves e cordeiro. Num registro não convencional do
paladar, é deliciosa com peixes gordurosos (arenque, por exemplo), e para
aromatizar pães e bolos. Tem efeito digestivo em chás.
Gengibre
fresco - Rizoma de uma planta de origem asiática. Integra pratos
orientais, desde a Índia até o Japão, passando pela Tailândia e Indonésia.
Ameniza o sabor do alho quando usado em conjunto. Também é vendido na
forma de conserva doce ou azeda.
Gengibre
em pó - Esta raiz, que também é muito usada fresca ralada, combina
com bolos e pães doces, tais como bolos de frutas secas e biscoitos
natalinos, adotada principalmente na Inglaterra e nos países do norte
europeu. Ainda pode servir para aromatizar carnes ensopadas.
Kümmel/alcarÁvia
- Semente popular na culinária da Europa nórdica, que aromatiza queijos e
vários preparados salgados, como 'pretzels', por exemplo. Também é o
sabor dominante da Aquavit, aguardente escandinava. Também conhecido como
alcarávia.
MASTIC
- (ou miski) é uma resina vegetal aromática originária da árvore de nome "Pistacia
Lentiscus", encontrada na Ilha de Quio (Chios), na Grécia. É muito utilizada
no preparo de doces da culinária árabe e grega, como o muhallabia ou pão
doce grego Tsoureki, servido na Páscoa. De cor amarelo-clara, perfume e
sabor exótico, é vendida no mercado na forma de gotas ou lágrimas
arredondadas, com cerca de 5 mm de diâmetro. É bastante brilhante, ficando
mais opaca com o tempo. Pode ser quebradiça, mas amolece em baixas
temperaturas. É encontrada em casas de produtos árabes ou gregos.
Mostarda
em grão - De dupla utilização, são consumidas as sementes ou o
preparado em pó ou em pasta. As sementes aparecem com mais freqüncia na
cozinha indiana; os preparados são de uso mais comum em todas as outras
culinárias: molhos para carnes e saladas, ou, na forma de pasta, para comer
com frios, embutidos e sanduíches.
Noz-moscada
- Ideal para acompanhar pratos com queijo (tortas ou quiches), espinafre
(suflê) e batatas (ao forno, gratinadas com queijo e creme de leite). Deve
ser ralada na hora para conferir um sabor mais forte; previamente moída
tende a perder o aroma rapidamente.
Páprica
doce e picante - Condimento em pó feito a partir de pimentas
vermelhas de tamanho médio. A versão doce utiliza pimentas doces (na
realidade, não picantes) e a picante com uma variedade mais ardida. É a
alma da culinária húngara, aparecendo em ensopados como o goulash. Versátil,
dá para ser usada em muitos outros pratos; na versão picante, pode
substituir pimenta vermelha moída.
Pimenta
branca moída - É a mesma pimenta-do-reino, só que colhida num estágio
diferente. Não tem uso obrigatório, é mais uma questão de gosto - que
difere do gosto da pimenta-do-reino. Recomenda-se o uso em peixes mais pela
cor, para não ficar com pontinhos pretos como quando se usa a
pimenta-do-reino preta. Moída ela perde o sabor e o aroma bem rápido.
Pimenta
calabresa - Na Itália é conhecida como 'peperoncino' e tem uma
variedade infindável de usos - basta gostar de pimenta. Um prato conhecido
é espaguete ao alho, óleo e peperoncino. Pode ser vendida inteira seca ou
em flocos.
Pimenta-do-reino
verde - Também é outro estágio na colheita da pimenta. Esta é
vendida em conserva. Usada inteira, é macia e dá para ser ingerida em
pratos como steak de filé mignon com poivre vert (pimenta verde em francês).
Pimenta-do-reino
em pó e em grão - Faz parte do dia-a-dia da cozinha. Na versão em
pó, tem variedade infinita de usos. É uma opção mais leve para as
pimentas vermelhas, mais aromática, embora em pó perca o seu aroma e gosto
bem rápido, principalmente quando deixada destampada (uma boa dica é
conservar em geladeira). Em grão, pode ser mantida num pimenteiro, para ser
moída na hora - a melhor opção. Funciona bem inteira em ensopados e
caldos, e moída grosseiramente para steak au poivre.
Pimenta
síria - É uma mistura de pimenta da Jamaica, canela e
pimenta-do-reino. Faz parte da culinária árabe, em quibes, esfihas e
muitos outros pratos.
Pimenta
vermelha em flocos - Pimenta dedo-de-moça seca e flocada que, como a
calabresa e ao contrário das outras, dura mais quando desidratada. Para ser
usada em qualquer prato que requer pimenta (comida baiana, mexicana, etc.),
como substituta da fresca.
ZATTAR - Tempero árabe a base de tomilho e gergelim, muito usado na
culinária do Oriente Médio. Usado para aromatizar bebidas, temperar saladas
ou para colocar sobre queijos brancos. Também fica ótimo com carne.
Misturado com azeite, é perfeito pra se comer com pão.
Zimbro
- Fruta que é vendida seca. Empregada na aromatização do gim, preparados
de carne de porco e de caça, no brasatto al Barolo piemontês (carne cozida
em vinho tinto) e no Sauerkraut (chucrute).
Fonte:
Gazeta Mercantil |
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ESPECIARIAS
Tipo de condimentos vegetais representadas pelas sementes, flores, raizes, tubérculos, cascas e frutos de plantas herbáreas.
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