ALFACE
A mais conhecida das verduras
A mais conhecida e cultivada das hortaliças folhosas,
a alface é a folha comestível mais popular do planeta. Lisa,
crespa, verde, roxa, amarela, é presença obrigatória
nas
mesas do mundo todo.
A alface se caracteriza por suas folhas frágeis e de sabor suave
dispostas em rosácea. Apreciada e
cultivada desde a Antiguidade, foi presença obrigatória nas
saladas de
egípcios, persas, gregos e romanos,
que creditavam
poderes afrodisíacos à hortaliça.
Ao Brasil, chegou no século 16, trazida pelos portugueses.
Ao longo dos séculos, a alface teve suas folhas de tal forma
modificadas e aumentadas pela ação do homem, que,
hoje,
é difícil
enxergar nela a sua procedência silvestre, creditada à
uma planta asiática de ampla dispersão, a Lactuca serriola,
encontrada também na Europa.
Variedades
Planta herbácea anual da família das Asteraceae (ex Compositae),
a alface (Lactuca sativa) pertence à Tribo das Lactuceae e seu
Gênero, o Lactuca, compreende cerca de 100 tipos diferentes.
Embora a maneira de cultivar qualquer um dos tipos seja a mesma,
eles diferem bastante entre si quanto à sua adaptação às
condições ambientais, resultando um produto comercial
inteiramente distinto para cada tipo.
Em função de suas características morfológicas, as diversas
variedades de alface se agrupam em quatro grupos principais:
1- Lactuca sativa capitata: é a alface de cabeça (de
pomo) que se subdivide
em alface manteiga e
em alface
repolhuda, o tipo comercialmente mais importante.
A alface manteiga se caracteriza por uma folhagem lisa e pouco
recortada,
com folhas externas bastante macias e as internas
recobertas por uma substancia que lembra manteiga.
A alface repolhuda se caracteriza por uma folhagem quebradiça,
mais ou menos recortada, cuja cor varia do amarelo-verde das
alfaces chamadas “européias” ao verde muito escuro das alfaces
chamadas “americanas” de tipo iceberg.
2- Lactuca sativa longifolia: é a alface romana, de
cabeça fofa e bem alongada e folhas compridas, ovaladas,
consistentes e de variados tons de verde. Pode ser consumida
como salada ou cozida.
3- Lactuca sativa crispa: é a alface chamada “de corte”
ou crespa. As alfaces de corte são as que não crescem formando
cabeça, podendo, por isso, serem colhidas várias vezes (as
folhas vão sendo colhidas de fora pra dentro conforme vão
ficando maduras, sem que o pé tenha que ser arrancado como no
caso das alfaces de cabeça ou de haste.
4- Lactuca sativa angustana, asparagina ou cracoviensis:
é a alface conhecida por Celtuce, chamada, também, alface de
haste, alface aipo, alface espargo ou alface chinesa, pois é
especialmente popular no país, onde é chamada de wosun ou woju
(nome também usado para alfaces em geral).
Caracteriza-se
por seu caule carnudo e ausência absoluta de cabeça. Aliás, é o
caule, e não as folhas, o seu principal atrativo culinário.
Crocante, suculento e de sabor suave, é comido cru, cozido ou
frito. Geralmente, os caules são
colhidos com um comprimento de ao redor 15/20 cm e um diâmetro
de ao redor 3/4 cm.
Propriedades Nutricionais
Alimento
de baixa caloria e fácil digestão, a alface é
rica em vitaminas A, B, C, D e E e sais minerais (sílica,
potássio, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, manganês, zinco,
alumínio, ferro flúor, cobre e traços de selênio).
De agradável paladar, é indicada nas dietas de baixa caloria,
devido ao seu pequeno valor energético.
Pelo fato de ser consumida crua, conserva todas as suas
propriedades nutritivas. De agradável paladar, é aconselhada nas
dietas de baixas calorias, devido ao seu pequeno valor
energético.
Propriedades Medicinais
A alface possui
muitas
propriedades
medicinais: é
antiácida, eupéptica
(que facilita a digestão), anti-reumática,
levemente laxativa, diurética, depurativa,
rejuvenescedora
e calmante (o talo
da alface contém a lactucina, que desempenha papel de sedativo
natural do sistema nervoso central, e seu suco é usado na
medicina caseira contra a insônia, a taquicardia e outras
manifestações nervosas).
Estudos já demonstraram que alguns flavonóides presentes na
alface têm ação antioxidante, auxiliando o organismo no combate
ao excesso de radicais livres, que podem acarretar o surgimento
e/ou agravamento de várias doenças.
Como Usar
Sumo e chá das folhas, talos e raízes, tem efeito sonífero,
calmante do estômago e do sistema nervoso. O seu sumo pode
também ser usado no fabrico de loções e cremes para hidratar e
acalmar a pele e aliviar queimaduras do sol.
Cataplasma: ferver algumas folhas de alface em pouca água, por
cinco minutos. Deixar amornar e untar as folhas com azeite,
estendendo-as sobre uma gaze. Aplicar sobre a região atingida,
para evitar inflamações, contusões, inchaços, pele irritada e
avermelhada.
A infusão das folhas é tranqüilizante, boa para a tosse,
anti-reumática, sonífera, digestiva, laxativa suave.
COMO COMPRAR
As folhas da alface devem
apresentar aspecto de produto fresco, ou seja, devem ser
brilhantes, firmes, sem áreas escuras.
A alface, também, é vendida na forma minimamente processada, ou
seja, já higienizada e embalada, acompanhada ou não de outras
hortaliças folhosas. Verifique o prazo de validade, e não compre
se houver líquido amarelado no fundo da embalagem e se as folhas
estiverem sem brilho, com pontos escuros nas bordas, ou se o
produto não estiver refrigerado.
COMO CONSERVAR
A alface tem pequena durabilidade após a colheita, por isso
compre somente o necessário para consumo imediato. Em condição
ambiente, o produto pode ser mantido no máximo por um dia, desde
que colocado em local bem fresco, com a parte de baixo em uma
vasilha com água, ou .
Na geladeira, o produto deve ser acondicionado em saco de
plástico aberto ou vasilha tampada,
retirando-se
as folhas de acordo com a necessidade de consumo. Dessa forma,
pode ser mantido por até 4 dias. Se lavar
o produto antes de armazená-lo, escorra bem a água de lavagem
antes de embalá-lo.
A alface hidropônica deve ser conservada com as raízes; assim
durará por mais tempo.
A alface não tolera congelamento.
COMO PREPARAR
Deve-se lavar as folhas da alface uma por uma em água corrente
e, depois, deixá-las de molho em solução de água sanitária (1
colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água)
por 20 minutos. Em seguida, as folhas devem ser enxaguadas com
água. Este procedimento é
importante para eliminar as bactérias, os vermes e outros
organismos presentes nas folhas.