AÇÚCAR

 

Açúcar é um produto alimentar fabricado industrialmente, de sabor doce, solúvel na água, extraído, sobretudo, da cana-de-açúcar e da beterraba. Também é chamado sacarose.

 

A princípio, o açúcar era  empregado, quase que exclusivamente, na medicina. Mais tarde, comprovaram-se suas qualidades de alimento fundamental, que proporciona calor e energia e é ingrediente básico na formação da gordura.

 

Alimento energético perfeito e inteiramente digestível pelo organismo humano, é um composto químico de carbono (teor variável), hidrogênio e oxigênio, estes na relação constante de dois para um, como na água. O açúcar contribui para nutrir as plantas, que o elaboram com base no anidrido carbônico retirado do ar e da água. A planta o armazena em determinados tecidos para consumi-lo durante o crescimento e para formação de fibras, sementes etc.

 

Comercialmente, o açúcar recebe o nome da planta de onde provém, sendo os mais importantes os de cana e de beterraba, que, depois de refinados, tornam-se carboidratos puros.  Esses dois tipos de açúcar são bastante parecidos e o rendimento industrial é igual.

 

Em laboratórios químicos, também, se é possível obter outras formas de açúcares, os sintéticos. Do alcatrão, por exemplo, obtém-se a sacarina, 300 vezes mais doce que o açúcar de cana, porém sem nenhum valor nutritivo.

 

 

Propriedades Nutricionais

 

Em 100 gramas de açúcar encontramos:

  Refinado Mascavo e demerara Orgânico Frutose
Energia 387 kcal 376 kcal 399 kcal 400 kcal
Carboidratos 99,90g 97,30g 99,3g n/d
Vitamina B1 n/d 0,010mg n/d n/d
Vitamina B2 0,020mg 0,010mg n/d n/d
Vitamina B6 n/d 0,030mg n/d n/d
Cálcio 1,0mg 85mg n/d n/d
Magnésio n/d 29mg n/d n/d
Cobre 0,040mg 0,300mg n/d n/d
Fósforo 2mg 22mg n/d n/d
Potássio 2mg 346mg n/d n/d
Proteína n/d n/d 0,5% n/d

Fonte: Profª Dra. Sonia Tucunduva Philippi

 

 

Açúcar de cana

 

Tanto a cana-de-açúcar quanto seu produto eram conhecidos no subcontinente indiano desde 3000 a.C. O general grego Nearco, que acompanhou Alexandre à Índia, menciona um caniço que produzia "mel" sem a ajuda de abelhas. O vocábulo original sânscrito sarkara ou sakkara, "areia", "saibro", deu sukkar em árabe, sákharon em grego, zucchero em italiano, sugar em inglês, sucre em francês e açúcar em português.

 

Também os métodos de extração passaram da Índia à Indochina e ao resto do mundo e não mudaram muito, desde a Antiguidade. Quando a cana atinge o ponto de maior concentração de açúcar, é cortada e espremida nas moendas das usinas ou dos engenhos. Inicia-se, então, o processo de fabricação do açúcar, que continua nas fases de clareamento do suco por meio de calor e de precipitantes à base de cal. Depois, o suco é concentrado por fervuras em caldeiras a vácuo até o ponto de precipitar-se em cristais pardos pelo resfriamento. O suco concentrado, ou melaço, é separado do açúcar cristalizado por centrifugação. Embora possa ser consumido, o açúcar assim obtido, de cor escura, chamado mascavo, sumeno ou preto, ele é, na maioria das vezes, dissolvido e tratado por substâncias químicas (anidrido sulfuroso e ácido fosfórico), filtrado e mais uma vez cristalizado, com a forma do pó fino e alvo, como é geralmente conhecido.

 

Submetida ao simples processo de esmagamento, a cana fornece de 60 a 75% de suco doce e potável (garapa ou caldo de cana), rico em sais minerais e açúcares vegetais como glicose e sacarose. A evaporação da garapa fornece um melado ou xarope que, submetido a diferentes tratamentos, dá os diversos tipos de açúcar encontrados no comércio: refinado, cristal, mascavo, demerara, rapadura, etc.

 

O álcool, a cachaça e o rum são fabricados a partir do melaço que se desprende dos cristais de açúcar nos coadores centrífugos. O melaço é empregado, também, como fertilizante e como alimento para o gado bovino.

 

 

Açúcar de beterraba

 

Na fabricação do açúcar de beterraba, as raízes são cortadas em rodelas e submetidas a um processo de difusão, a fim de facilitar a saída do açúcar através de membranas do tecido vegetal, o que se consegue aquecendo as rodelas em recipientes adequados. Por compressão, extrai-se o sumo açucarado do resíduo. O caldo é clareado sob a ação sucessiva de uma massa de cal e de dióxido de carbono, em seguida é filtrado, descorado, evaporado e, por fim, cristalizado. Em algumas fábricas já se obtém o açúcar branco, mas em geral o produto é submetido ao processo de refinação.

 

A beterraba açucareira (Beta vulgaris, variedade Saccharifera Alefeld) só foi cultivada no Egito e no Sul da Europa, embora fosse encontrada, em estado selvagem, na Ásia. Era usada como legume e como alimento para o gado. Guilherme III, rei da Prússia, interessou-se por suas pesquisas e financiou a primeira fábrica de açúcar de beterraba do mundo: a de Cunern, que começou a funcionar em 1802.

 

 

Leia também:

 

   A Cana de Açúcar

   A Rapadura

 

 

 

Receitas DOCES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AÇÚCAR: Sacarose obtida de Saccharum Officinarium, por processos industriais adequados, livre de fermentação. Utilizado na alimentação como edulcorante natural.

 

O açúcar comum ou sacarose, de cana ou de beterraba, é um dissacarídeo de fórmula condensada C12H22011, isômero (quando existem dois ou mais compostos químicos com fórmulas e pesos moleculares idênticos mas com propriedades diferentes) da maltose e da lactose. Apresenta-se sob forma de pequenos cristais. É branco, inodoro, solúvel em água, insolúvel no álcool absoluto e no éter, a frio; apresenta densidade de 1,58 e ponto de fusão de 180o C; decompõe-se a 200o C, antes de entrar em ebulição. É hidrolisável (hidrólise - processo químico baseado na decomposição de uma substância pela ação da água), quando aquecido com ácidos diluídos, segundo a reação denominada inversão.

 

AÇÚCAR

do sânscrito çarkara, sarkara ou sakkara

 

Outros idiomas:

Francês - Sucre

Italiano - Zucchero

Espanhol - Azúcar

Inglês - Sugar

Alemão - Zucker

Árabe - Sukkar

Latim - Saccharum

Turco - Seker

Grego - Sákharon

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Fonte: Fundação Joaquim Nabuco

Enciclopédia Britânica

Cia União

Embrapa

Faculdade de Saúde Pública / USP

 

 

 

 

 

 

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Atualizado em: 01 maio, 2012.