|

|

|

|

|

|

|

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Procure o tema de seu interesse dentro do Correio Gourm@nd

Google  

                 

Conheça os melhores endereços da cidade de São Paulo e seus arredores, onde adquirir produtos gourmands de qualidade. Muitos deles, entregam em todo  o  Brasil.

 

 
 

 

 

 

 

 

 

     
         
 

   
     
 
 

Compare as plantains verde e madura no primeiro plano da foto, com as bananas atrás delas.

 

 

Musa balbisiana, com sementes

Bananal

Ensete ventricosum - falsa bananeira

Rebento da bananeira ao brotando ao lado da mãe.

 

BANANA

A Fruta Perfeita

Virgínia Brandão

 

Quarta cultura agrícola mais importante do planeta, depois do arroz, do trigo e do milho, a banana é uma das mais antigas frutas consumidas pelo homem. Também, é a mais popular de todas, presente na dieta alimentar dos povos do mundo inteiro.

 

Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. Contudo, existem variedades de polpa mais rija e casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, banana-pão ou plantains, que chegam a ter  de 30 a 40cm de comprimento, e são consumidas fritas, cozidas ou assadas, constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais, onde, muitas vezes, ocupam o lugar de pão às refeições -  daí o nome.

 

Das centenas de variedades cultivadas nos trópicos, os países produtores só exportam as que podem ser ingeridas em seu estado natural. Além dessas, há bananas de outros tipos, consumidas apenas nas regiões de plantio.

 

Fruta Perfeita

 

Por conta de suas muitas qualidades, é considerada, por muitos, a fruta perfeita:

 

- amadurece aos poucos, fora do pé, facilitando a colheita, o transporte e o aproveitamento;

- é fácil de mastigar, nem muito dura, nem muito mole;

- não dá trabalho para descascar;

- é fácil de comer e não suja as mãos com sucos e caldos;

- tem um gosto bom, nem doce demais, nem azeda;

- não é enjoativa ou indigesta;

- é altamente nutritiva, bastando umas poucas para matar a fome;

- é totalmente aproveitável e sem caroços;

- não tem espinhos, nem fiapos e nem bichos;

- nasce em todo tipo de solo

- pode ser encontrada durante o ano inteiro;

- é barata.

 

Características da Planta

 

Nome popular: bananeira
Nome científico: Musa X paradisiaca L
Família botânica: Musaceae

Gênero:  Musa
Subgênero (ou seção): Eumusa (falsa bananeira)

Espécies comestíveis:  Musa acuminata Colla e Musa balbisiana Colla
 

A bananeira é planta herbácea tropical vivaz, conhecida como Musa - um dos três gêneros da família Musaceae, que inclui as bananas e os plantains. Apesar do seu porte de 2 a 10m de altura, não é uma árvore - é uma "erva gigante".

 

Caracterizam-se por um caule suculento e subterrâneo (rizoma), cujo "falso" tronco - um pseudocaule - é constituído pela superposição das folhas, que nascem enroladas e se abrem paulatinamente Estas folhas são grandes (chegam a medir 60cm de largura e até 3m de comprimento), de coloração verde-clara, brilhantes e, em geral, de forma alongada ou elíptica.

 

Cada pseudocaule dá uma só inflorescência e, por conseguinte, um só cacho, para depois morrer ou ser cortado. Mas a produção de novos cachos fica assegurada pelo desenvolvimento de outros rebentos lançados pelo rizoma. A propagação da bananeira é feita por via vegetativa, com o plantio de partes do rizoma que sejam portadoras de brotos.

 

A inflorescência tem flores masculinas, femininas e por vezes hermafroditas. A banana é um fruto partenocárpico, tal como o abacaxi, pois pode formar-se sem fecundação prévia (não provem de polinização). É, por isso, que não possui sementes. As sementes das bananeiras primitivas, que eram férteis, teriam tido 2 cm. Atualmente, em geral são estéreis e se apresentam como pequenos pontos escuros localizados no eixo central da fruta. A espécie Musa balbisiana, vendida no mercado indonésio contém, excepcionalmente, sementes, e é considerada uma das espécies ancestrais das atuais variedades híbridas geralmente consumidas.


.As flores da bananeira são exóticas, pequenas, com um cheiro adocicado que atrai as abelhas e, quando jovens, são envoltas por uma bráctea arroxeada, conhecida como "coração da planta"

 

Seus frutos, que podem ser apanhados quando ainda completamente verdes, nascem em grandes cachos, de aspecto e forma característicos, por uma única e abundante vez.

 

Da planta - pseudocaule e folhas - retira-se fibras para confecção de sacos para cereais, chapéus, rendas, cortinas, tapetes. A localização das tiras na bainha (diferença de espessura) e a forma de manipulá-las é o que determina os diferentes tipos de palha possíveis: lateral, rústica e das camadas interna, intermediária (rendada) e externa. Em regiões pobres as folhas servem para cobrir casas. As cascas frescas do fruto maduro podem ser fornecidas, como alimento a animais bovinos.

 

As espécies do gênero Ensete, incluindo a bananeira-da-abissínia (Ensete ventricosum) são vulgarmente designadas como "falsas bananeiras".

 

Propagação e cultivo

 

Hoje, excetuando-se algumas espécies silvestres, a bananeira só pode se multiplicar por processos vegetativos, ou seja, através de rebentos nascidos de outras plantas ou mudas. Se o seu processo de propagação não for controlado e houver espaço, a bananeira pode dar a impressão de que caminha de um lado para outro, uma vez que seus rebentos vão se distanciando pouco a pouco da matriz.


Como planta tropical, a bananeira exige temperaturas em torno de 25o C e precipitações mensais de 100 a 150mm. Cultiva-se nos mais variados tipos de solo, mas não se adapta aos que são muito compactos e mal drenados. O cultivo intensivo é feito sob desbaste, com a eliminação dos rebentos fracos e a manutenção de outros, que darão continuidade à touceira.

 

No Brasil, pode ser plantada em todo o território durante a estação chuvosa, produzindo o ano todo.  Cresce em áreas com muito sol e não suporta solos encharcados. Cada cacho, que pode pesar até cinqüenta quilos, contém de cinco a 15 pencas.


As doenças mais comuns das bananeiras, combatidas em geral com pulverizações, são as causadas pelos fungos fusarium (mal-do-Panamá) e cercospora (mal-de-Sigatoka). Das pragas, a mais temível é a broca, larva de um coleóptero, Cosmopolites sordidus, que perfura os rizomas. A Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desenvolve pesquisas para controle dessas pragas através do mapeamento do genoma da banana, além de um moderníssimo trabalho melhoramento genético das espécies cultivadas por aqui.
 

Colheita

 

A época varia dos 10 meses aos 14 meses, dependendo da variedade. A cultura sendo bem conduzida e as condições climáticas propícias, a colheita ocorre dos 90 dias aos 110 dias após a emissão da inflorescência.
 

No mercado interno é colhida quando atinge o estádio ¾ normal ou cheia, chamada "de vez". Enquanto a destinada ao mercado externo deve ser colhida no estádio magro, quando as quinas dos frutos apenas começaram a desaparecer.
 

Após a colheita os cachos devem ser despencados com uma espátula de pintor, nº 10, com a lâmina previamente convertida em "U" aberto, em lugar coberto, de preferência em piso forrado com as próprias folhas da bananeira. Deve-se evitar o ferimento dos frutos, pois esse é responsável pela diminuição da qualidade das bananas e em nenhum momento os cachos devem ser amontoados.


Depois do despencamento é conveniente mergulhar as pencas em uma mistura de água com detergente neutro, na proporção de 1.000 litros de água para 2 litros de detergente, com o objetivo de retirar o látex que sai das partes feridas, manchando os frutos e dificultando sua comercialização.

 

Seu período de safra vai de janeiro a julho.  Embora a banana possa ser encontrada o ano todo, durante os meses de maio e junho são comercializadas as melhores safras.

 

Fruto

 

Fruta tropical, com alto teor de potássio e açúcar, possui casca macia e polpa carnuda,  a banana é o fruto - ou melhor: uma pseudobaga - da bananeira,

 

Ao natural, a banana é consumida fresca, assada, frita ou cozida; processada em casa compõe doces em rodelas, doce para corte, banana-passa (seca) e aguardente. Industrialmente obtêm-se farinha da banana, cremes, passa, néctar, geléia, doce (bananada), rapadura, balas, vinagre, vinho, licor, compotas.
 

De cor verde, quando imatura, indo do amarelo a diversos tons de vermelho e púrpura  quando madura, seu formato é alongado, parecido com o  de um pepino, porém de menor calibre, podendo, contudo, variar muito na sua forma consoante as variedades e cultivares. O mesmo acontece com a polpa que pode ser mole ou dura, doce ou acre.

 

A fruta pesa entre 100 g a 200 g, variando com a cultivar e contém de 60% a 65% de polpa comestível. Depois de cortadas escurecem facilmente devido à oxidação em contato com o ar.

 

Quando não estão maduras, as bananas são, em geral, de cor verde. Seu sabor é adstringente e intragável: diz-se que quando a banana está verde ela "pega" na boca. Isto acontece porque, antes de sua maturação, as bananas se compõem, basicamente, de amido e água. Tanto é assim que, com a maioria das bananas verdes, pode-se produzir uma farinha extremamente nutritiva, que tem inúmeras aplicações na alimentação, desde o preparo de mingaus até biscoitos. Em seu processo de amadurecimento, a maior parte desse amido contido nas bananas transforma-se em açúcar, glicose e sacarose. E é por isso que, de maneira geral, a banana é uma das frutas mais doces entre todas as frutas.
 

Conforme pode ser verificado na tabela abaixo, a composição da banana sofre algumas modificações no decorrer do amadurecimento:

 

 

Composição química aproximada da banana em 100g de matéria

 

 

Calorias

Glicídeos (g)

Proteínas (g)

Lipídeos (g)

Ca (mg)

P (mg)

Banana

Madura

122 (p/g)

28,70

1,4

0,2

8

35

Banana

Verde

95 (p/g)

22

1,3

0,2

21

26

                                                  

                                               Fonte: Franco, 2002.

 

Tipos

 

Existem cerca de cem tipos de banana cultivadas no mundo todo, porém os mais conhecidos no Brasil são:


banana-nanica (conhecida também como banana-d'água, banana-da-china, banana-anã ou banana-chorona) - tem casca fina e amarelo-esverdeada (mesmo na fruta madura) e polpa doce, macia e de aroma agradável. Cada cacho tem por volta de duzentas bananas.


banana-prata (ou banana anã-grande) - tem fruto reto, de até 15 cm de comprimento, casca amarelo-esverdeada, de cinco facetas, polpa menos doce que a da banana-nanica, mais consistente e indicada para fritar.


banana-da-terra (banana-chifre-de-boi, banana-comprida ou pacovan) - são as maiores bananas conhecidas, chegando a pesar 500 g cada fruta e a ter comprimento de 30 cm. É achatada num dos lados, tem casca amarelo-escura, com grandes manchas pretas quando maduras, e polpa bem consistente, de cor rosada e textura macia e compacta, sendo mais rica em amido do que açúcar, o que a torna ideal para cozinhar, assar ou fritar.


banana-maçã (ou banana-branca) - de tamanho variado, pode atingir, no máximo, 15 cm e pesar 160 g. É ligeiramente curva, tem casca fina, amarelo-clara, e polpa branca, bem aromática, de sabor muito apreciado. Recomendada como alimento para bebês, fica muito gostosa amassada e misturada com aveia, biscoito ralado ou farinhas enriquecidas.


banana-de-são-tomé (banana-curta ou banana-do-paraíso) - existem dois tipos, que se diferenciam apenas na cor da casca - roxa ou amarela. São pouco apreciadas, devido à polpa amarela e ao cheiro muito forte. Recomenda-se consumi-las cozidas, fritas ou assadas.


banana-ouro (inajá, banana-dedo-de-moça, banana-mosquito ou banana-imperador) - é a menor de todas as bananas, medindo no máximo 10 cm. Tem forma cilíndrica, casca fina de cor amarelo-ouro, polpa doce, de sabor e cheiro agradáveis. É muito usada para fazer croquetes.


banana-sapo - fruto curto, grosso e anguloso, com casca espessa e dura, e polpa pouco delicada, mais usada como alimento de animais domésticos.

 

Principais usos:
 

 

 

 

 

 

COMA BANANA

 

 

 

 

 

 

São muitos os tipos de bananas disponíveis no mercado. Mas, para cada função ou uso, uma é melhor do que a outra, respeitando-se as preferências regionais e pessoais.

Bananas de mesa são, por exemplo, as variedades maçã, ouro, prata e nanica - que, na verdade, é grande, levando esse nome em virtude da baixa altura da planta em que nasce.

 

Bananas para fritar são as variedades de banana da terra e figo; a nanica, deve ser preparada apenas à milanesa porque, do contrário, desmancha-se na fritura.

 

A banana-chips, novidade deliciosa do norte do Brasil, é feita com a variedade pacova.

 

Banana para assar é, também, a nanica; no norte do Brasil, a pacova. Banana para cozinhar é, especialmente, a variedade da terra; e, também no norte, a pacova.

Banana para preparar a passa é a prata. Bananas para compotas são as variedades figo e nanica. Bananas para bananadas, doces de colher e de cortar, são de preferência a prata, mas também a nanica.

 

Bananas para farinha são quase todas, quando verdes.

 

Além disso tudo, as bananas entram como ingrediente em uma grande quantidade de pratos salgados típicos das culinárias regionais brasileiras. No Rio de Janeiro e em Pernambuco, o famoso cozido, que entre tantos componentes - carnes, tubérculos, legumes e verduras -inclui as bananas da terra e nanica. Especialidade do sul de Minas Gerais é o virado de banana nanica, preparado com farinha de milho e queijo mineiro. No litoral norte de São Paulo, o prato principal da culinária caiçara chama-se "azul-marinho": postas de peixe cozidas com banana nanica verde sem casca, acompanhado de um pirão feito com o caldo do peixe, banana cozida amassada e farinha de mandioca. Na Bahia, embora não levem a banana propriamente, podem ser incluídos o abará, o acaçá e a moqueca de folha, uma vez que cozidos na folha da bananeira.

Digno de nota é também a aguardente feita de banana, um destilado de sabor exclusivo e delicado, especialidade de comunidades caiçaras.

A banana está, também e de forma marcante, presente nas refeições caseiras e nos "pratos feitos" servidos em bares e restaurantes, Brasil afora: alimentando diariamente boa parte da população brasileira, a banana nanica ou prata - é comumente servida crua para ser misturada ao arroz-e-feijão e a tudo mais que houver para comer.
 

Como consumir:

Verdes: as bananas, ainda esverdeadas, são as melhores para cozinhar e flambar.

Amareladas: quando estão completamente amarelas são ideais para comer "in natura", em fatias com cereais frios ou ainda em salada de frutas;

Pintas Marrons: as pintas marrons indicam que elas estão com o máximo de doçura. Podem ser comidas "in natura" e são ideais para bolos, tortas e doces.

Controle do amadurecimento:

Amadurecimento rápido: se quiser que as bananas tenham um amadurecimento mais rápido, coloque-as, durante toda a noite, num saco de papel pardo junto com uma maçã ou um tomate. As duas frutas trabalharão conjuntamente apresando o amadurecimento uma da outra.

Suspensão do amadurecimento: quando as bananas já estiverem com a cor desejada para consumo, mas não forem ser usadas imediatamente, armazene-as no refrigerador. A pele ficará mais escura, mas a banana, no seu interior, permanecerá fresca por duas semanas.

Em fase de consumo: armazene as bananas na temperatura ambiente, onde possam estar a mão para serem consumidas como uma refeição leve.

 

Dicas Culinárias

  • Para conseguir dar uma cor rosada à banana em calda, acrescente uma casca de banana ao xarope do cozimento.

  • Ao fazer banana em calda, vá retirando toda a espuma que se forma. Assim a calda fica mais transparente.

  • Para que o doce de banana não grude no fundo da panela, quando for misturar as bananas e o açúcar acrescente uma colherinha de chocolate em pó.

  • Antes de fritar a banana, passe-a em farinha de trigo. Assim,ela não fica encharcada de gordura.

  • Para que uma penca de banana amadureça mais depressa, coloque junto outra banana que já esteja bem madura.

  • Se a banana estiver muito mole, mas não estragada, aproveite-a em bolos, vitaminas ou doces.

  • Para que a banana não desmanche ao fritar passe-a primeiro em maisena.

  • O doce de banana fica brilhante e avermelhado se você pingar umas gotas de limão antes de retirá-lo do fogo.

  • Quando for usar banana numa torta, mergulhe-a em suco de limão ou de laranja para evitar que fique escura.

  • A banana assada é um ótimo antidiarréico.

  • A folha da bananeira serve para embrulhar postas ou filés de peixe que vão ser preparados na grelha.

Propriedades Nutricionais
 

A banana um alimento altamente energético, cujos hidratos de carbono (cerca de 22%) são facilmente assimilados. É fonte de vitaminas C, A, B1, B2, D e E, e dos minerais potássio, fósforo, cálcio e ferro.

 

Estudos recentes mostram que, além de rica em potássio, a fruta acentua a importância do mineral para a função muscular adequada, inclusive do coração, e, por isso, vem sendo indicada por especialistas para compor a dieta habitual dos adultos e idosos. Uma banana média, de 115g, fornece um terço das necessidades diárias recomendadas de potássio. É também fonte de vitaminas B6 e C, além de fibra solúvel, que ajuda a diminuir o nível de colesterol no sangue.

 

A banana é um excelente "combustível" para os esportistas. Isto deve-se ao fato de essa fonte natural de energia (ao contrário do açúcar refinado, outra contribuição dos árabes para a dieta ocidental) conter, em proporções quase ideais, diversos carboidratos cuja combinação tem a propriedade de produzir gradualmente seus efeitos benéficos. Primeiramente, a glicose passa quase que imediatamente à corrente sanguíena para , em seguida, ser queimada. Por sua vez, a frutose só se decompõe duas horas após a ingestão. E, por último, o amido é absorvido pelo organismo de forma mais lenta, o que explica a sensação de saciedade prolongada que a banana produz. Por outro lado, trata-se de um alimento de baixa caloria: cem gramas desta fruta contêm somente 96 calorias. Sua porcentagem de gordura não ultrapassa 0,2% (a carne bovina tem 2,87%).
 

Sua polpa é um verdadeiro laboratório químico no qual se produzem valiosos neurotransmissores, como a dopamina e a tirosina. A primeira dessas substâncias rege a coordenação motora por meio do sistema nervoso; a segunda intervém na formação de novos neurotransmissores, sobretudo da adrenalina e da noradrenalina. Estes, por sua vez, influem de forma decisiva sobre o nível da lucidez.

 

 

Informação Nutricional

(para 1 banana de 130 gr)

 

Calorias

120 cal  

Carboidratos

28gr

Proteínas

1gr

Gordura

1gr

Potássio

370mg

Vitamina C

20mg

Ferro

1,6mg

Sódio

0mg  

 

Fontes: Revista ISTO É (FEV/96)

e Tudo - O Livro do Conhecimento.

 

 

Usos Terapêuticos:

 

Por ser rica em potássio, ajuda a controlar a pressão arterial.  As bananas maduras são eficientes para controlar a diarréia, ajudam no sono e melhoram o humor.

 

Para saber mais sobre os usos terapêuticos da banana, clique aqui.
 

História

 

A história registra a Antigüidade da cultura da banana. Embora não se possa  indicar com exatidão a origem da bananeira, atualmente admite-se que seja oriunda do Sudeste Asiático, de onde provêm os mais antigos registros de seu cultivo e as mais antigas lendas construídas a seu redor.  Há referências da sua presença na Índia, na Malásia e nas Filipinas há mais de 4.000 anos.

 

Existem, ainda, muitas espécies de banana selvagem na Nova Guiné, na Malásia, Indonésia e Filipinas. Indícios arqueológicos e paleoambientais recentemente revelados em Kuk Swamp na província das Terras Altas Ocidentais da Papua Nova Guiné, sugerem que esta atividade remonta pelo menos até 5000 a.C., ou mesmo até 8000 a.C.. Tais dados tornam este local no berço do cultivo de bananas. É provável, contudo, que outras espécies de banana selvagem tenham sido objeto de cultivo posteriormente, noutros locais do Sudeste asiático.

Os mais antigos documentos escritos que mencionam a banana são textos budistas de cerca de 600 a.C.. Sabe-se que Alexandre, o Grande, comeu bananas nos vales da Índia em 327 a.C.. Já em sua História Natural, escrita no primeiro século de nossa era, o romano Plínio, o Velho (23 a 79 d.C.), chama-a de "a fruta dos sábios". Para Plínio, contudo, a banana ainda era um produto exótico, proveniente do Oriente. O naturalista romano desconhecia sua composição química, mas havia observado o efeito benéfico que a fruta produzia sobre a atividade mental.

 

Só encontramos, porém, plantações de banana organizadas a partir do século 3 d.C. na China. Em 650, os conquistadores islâmicos a trouxeram para o Ocidente, transportando-a como um valioso alimento para ser consumido durante as viagens de suas caravanas. Foram, provavelmente, os mercadores árabes que divulgaram a banana por grande parte de África e começaram a cultivá-la na costa do Atlântico. A palavra banana é originária das línguas serra-leonesa e liberiana (na costa ocidental da África)", e foi simplesmente incorporada pelos portugueses e espanhóis à sua língua, passando, também, a ser usada, por exemplo, na língua inglesa.

 

Entretanto as bananas mantiveram-se, durante muito tempo, desconhecidas da maior parte da população européia. Note-se, por exemplo, que Júlio Verne,, em "A volta ao mundo em 80 dias" (1872), descreve o fruto detalhadamente porque sabe que grande parte dos seus leitores o desconhece.


Na América

 

Os pesquisadores divergem, mas é bem provável que antes da chegada dos europeus à América, existissem, por aqui, algumas espécies de bananeiras nativas. Seus frutos, porém, não eram comidos crus, necessitando de preparo ou de cozimento prévio, não constituindo parte principal da dieta das populações autóctones. No Brasil, segundo alguns autores, as bananeiras existem desde antes do seu descobrimento. Afirmam que quando Cabral  chegou aqui, encontrou os indígenas comendo in natura bananas de um cultivar muito digestivo que se supõe tratar-se do ‘Branca’ (banana maçã) e outro, rico em amido, que precisava ser cozido antes do consumo, chamado de ‘Pacoba’ que deve ser o cultivar Pacova. A palavra pacoba, em guarani, significa banana. Com o decorrer do tempo, verificou-se que o ‘Branca’ predominava na região litorânea e o ‘Pacova’, na Amazônica".

 

O cultivo organizado da banana e os seus diversos usos culinários só foram introduzido no continente americano a partir do início do século 16. Alguns autores defendem que foi o Frei Tomás de Berlanga, em 1516, o responsável por levar  alguns rizomas das Canárias para a atual República Dominicana, onde atuou como Provincial da Ordem Dominicana .(o frei Berlanga, entretanto, tornou-se famoso por, em 1535, descobrir o arquipélago de Galápagos a 1000km a Oeste da costa do Equador).

 

 A partir de então, extensos bananais começaram a avançar sobre as selvas do Caribe e das regiões tropicais da América, dando origem a enormes fortunas e criando acirradas disputas entre os comerciantes dessas "repúblicas das Bananas". Na segunda metade do século 19, iniciou-se o comércio mundial, em larga escala, de bananas produzidas na América Central e Antilhas


O cultivo de banana na América Latina, que passaria a responder, com o tempo, por metade da produção mundial, foi feito a princípio em plantações modestas, por grupos isolados de agricultores. Mais tarde, passou à responsabilidade de companhias estrangeiras -- à frente delas a poderosa United Fruit Co. --, que introduziram técnicas altamente rentáveis de produção. Essas empresas, a maioria de origem americana, instalaram-se graças a concessões feitas por alguns países, principalmente do Caribe, e assumiram o controle do mercado em termos monopolísticos. Devido ao alto índice de rendimento obtido, a banana se tornou sem demora um dos principais produtos da região.

 

Nos séculos 15 e 16, colonizadores portugueses, também, começaram a plantação sistemática de bananais nas ilhas Atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana.
 

Importância Econômica

 

A banana é, hoje, cultivada na maioria dos países tropicais e subtropicais (estima-se que em mais de 120). Devido ao conteúdo de vitaminas e sais minerais, ao seu valor energético e custo relativamente baixo, a banana é parte integrante da alimentação de populações de baixa renda das zonas produtoras. É, também, cultura importante para fixação da mão-de-obra rural.

Os principais países produtores são, respectivamente, Índia (20%), Brasil (10%), Equador (8%), China (7% e Filipinas (6%), que respondem, juntos, por 51% do total produzido no mundo. É, também, muito expressiva a produção em outros países latino-americanos como México, Costa Rica e Honduras, e, no Extremo Oriente, na  Indonésia e Tailândia. Os cinco principais importadores são Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Bélgica/Luxemburgo e Japão.

 

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de banana, com uma produção de 7,1 milhões de toneladas em 2006 - cerca de 10% da produção mundial. A área plantada chega a 507.000 hectares. A bananeira é cultivada de Norte a Sul, tendo grande expressão econômica e elevado alcance social. É uma cultura bastante versátil, cultivável em diferentes ambientes, produz o ano todo e é mantenedora da fertilidade do solo, o que a torna interessante para produção por pequenos produtores, que utilizam a banana como um recurso adicional. O setor de bananicultura geram mais de 500 mil empregos diretos no país.

 

Na fruticultura brasileira, a banana ocupa o segundo lugar em volume de frutas produzidas no Brasil e a terceira posição em área colhida. Devido a sua importância econômica, a banana somente é superada pela laranja. No cômputo geral, está classificada em 8º lugar entre os produtos agrícolas brasileiros. É a segunda fruta mais consumida no país, depois da laranja, e fundamental para a complementação da dieta alimentar das populações de baixa renda. As regiões Nordeste e Sudeste do Brasil respondem por 67% da produção nacional. Os Estados da Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco evidenciam-se como os maiores produtores nacionais.

 

Apesar de responder por cerca de 10% da produção mundial, o Brasil  tem uma participação de apenas 0,5% no comércio internacional da fruta. Quase toda a produção nacional é destinada ao mercado doméstico, cujo elevado índice de consumo interno da fruta, faz do país o primeiro consumidor mundial de banana. O consumo efetivo de frutos, entretanto, situa-se na faixa de 70% da produção total, visto que, embora as quantidades exportadas sejam mínimas, as perdas pós-colheita chegam a 30% da produção.

 

Curiosidades

  • A semente da banana é o próprio pé. Inclusive ele deve ser plantado de cabeça para baixo. Por isso usamos a expressão "plantar bananeira" quando ficamos de cabeça para baixo.

  • Segundo uma crendice popular, quem enfiar uma faca no tronco da bananeira, em noite de São João, verá a letra inicial do nome do futuro noivo ou noiva escrito na lâmina da faca.

  • Existe outra superstição, segundo a qual, quando a bananeira vai dar o cacho, geme como uma mulher com dores de parto.

  • Para algumas pessoas, a banana era a a fruta proibida do Paraíso

  • A bananeira é considerada a árvore dos sábios. Por isso seu nome científico é Musa sapientum.

 

Etiqueta:

 

 Como comer banana em restaurante ou jantar formal:

 

     

Espeta-se a fruta com o garfo, faz-se um corte abrindo a casca e com o garfo na mão direita vai-se cortando em rodelas e comendo.

 

 

Receita com BANANA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
   

 

Voltar à página principal das Frutas

 

 

Voltar ao topo

 

 

 

 

 

 

 

|

|

 

Copyright ©  -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 13 fevereiro, 2012.