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Caqui
Caqui em Espanhol
Kaki em Francês
Cachi em Italiano
Persimmon ou kaki em Inglês
Persimone em Alemão


Caquizeiro













Fuyu

Rama Forte

Giombo
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CAQUI
Virgínia Brandão
O caqui é o fruto do
caquizeiro, árvore da família das Ebenáceas, que, também, possui espécies
que fornecem madeira nobre, como o ébano, e outras utilizadas para fins paisagísticos. As espécies que produzem
frutos comestíveis pertencem ao gênero Diospyros, - palavra que vem do grego
dióspuron
e significa "alimento de deus" (no caso grego "alimento de Zeus" - dios=deus/pyros=alimento).
Originário da China,
onde é muito cultivado assim como no Japão e na Coréia do Sul, o caqui foi introduzido no
Brasil em torno de 1890, em São Paulo, e expandiu-se a partir de 1920 com a
imigração japonesa. As regiões Sul e Sudeste são as maiores produtoras,
lideradas por São Paulo, com uma área cultivada de 3.610 hectares (2003),
seguidas pelo Paraná, com 1.472 hectares (2001), e pelo Rio Grande do Sul
com 1.232 hectares (2001).
O Estado de São Paulo
possui uma cultura bastante desenvolvida e de relevante importância
econômica e seus quase um milhão de pés, produzem cerca de 87 mil toneladas
de caqui por ano. Os principais municípios produtores são Mogi das Cruzes
(40%), Ibiúna (7%), Guararema e Morungaba (5% cada).
A colheita do Caqui
paulista ocorre de fevereiro a junho, com pico nos meses de março e abril.
São Paulo é responsável por 92% das 43,7 mil toneladas de caqui recebidas
pelo Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP, sendo a variedade Rama
Forte a mais comercializada (28 mil toneladas).
Características da planta:
O caquizeiro é uma
planta perene, de porte arbóreo e folhas caducas. Apresenta desenvolvimento
inicial lento, com longevidade de várias dezenas de anos.
Bastante rústico,
ele se desenvolve bem nos mais variados tipos de solos, desde que sejam
dotados de boa capacidade de retenção de umidade. As condições mais
propícias, no entanto, são encontradas nos solos areno-argilosos, profundos
e bem drenados.
Trata-se de planta tipicamente subtropical, com ampla capacidade de
adaptação às nossas condições ambientais. Embora seja uma espécie de folhas
caducas, como são as fruteiras de clima temperado, sua área de cultivo
costuma se estender pelas mesmas regiões de cultivo das plantas cítricas,
exigindo precipitações anuais entre 1.000 e 1.500 mm.
Um importante cuidado a ser tomado é a proteção contra ventos fortes,
principalmente na fase de frutificação.
Instalado o pomar, o caquizeiro entra em frutificação a partir do terceiro
ano e daí em diante a produção vai crescendo progressivamente, até por volta
do décimo quinto ano, quando praticamente se estabiliza. De um modo geral,
uma planta adulta, em culturas bem conduzidas, produz de 100 a 150 kg de
frutos por ano. A colheita dos frutos é feita quando eles perdem a coloração
verde e adquirem a tonalidade amarelo-avermelhada, sendo a seguir
transportados para galpões, onde são classificados e embalados.
Seu período de safra vai
de fevereiro a abril.
Fruto:
O
caqui (Diospyros kaki), é formado por bagas grandes e doces, cuja cor
varia do amarelo ao vermelho. É rico em amido, pectina, açúcares,
apresentando teor muito alto de vitamina A e baixo teor de ácidos.
Espécies cultivadas
no Brasil
O número de cultivares de caqui comercializadas no Brasil é bastante grande,
sendo que estas podem ser enquadradas nos seguintes três grupos quanto à
adstringência e cor da polpa:
a) Sibugaki (tipo
taninoso) - apresentam frutos com polpa
sempre taninosa (adstringente) e de cor amarela, independente da presença ou
não de sementes. Estes frutos necessitam tratamentos pós-colheita com
etileno, gás carbônico ou etanol para degradação do tanino (fenóis) para se
tornarem aptos para o consumo. As principais variedades do tipo taninoso
são: Taubaté, Pomelo e Rubi.
b) Amagaki (tipo
doce) - a polpa dos frutos é amarela e
não apresenta tanino, contendo ou não sementes. São também chamados de
caquis doces ou duros, ou ainda de chocolate branco. As principais
variedades do tipo doce são: Fuyu, Jiro e Fuyuhana.
c) Variável - frutos
destas cultivares, quando oriundos de flores não polinizadas e, por isso,
sem sementes, apresentam polpa amarela e rica em taninos, necessitando de destanização. Porém, quando ocorre polinização há formação de sementes e a
polpa apresenta-se escura de cor chocolate e sem tanino, estando aptos para
o consumo na colheita. As principais variedades do tipo variável são: Rama
Forte, Giombo e Kaoru.
As cultivares mais exploradas variam com as regiões do país, sendo que em
São Paulo prevalecem as cultivares Taubaté, Rama Forte e Fuyu e no Rio
Grande do Sul as cultivares Fuyu e Kioto. A cultivar Fuyu, do grupo Amagaki,
é a mais importante no mercado internacional, sendo inclusive exportada pelo
Brasil para a Europa, porém ainda em pequena escala, mas com perspectivas de
expansão nos próximos anos.
Alimento Excelente
Propriedades
Nutricionais
É boa fonte de Cálcio, Fósforo, Sódio. Possui também um bom teor de
Betacaroteno (provitamina A), que é indispensável à visão, conserva a saúde
da pele, evita infecções, auxilia o crescimento, faz parte da formação do
esmalte dos dentes, além de ser um dos principais anti-oxidantes utilizados
contra o envelhecimento.
Contém, também, as vitaminas B1 e B2, além de quantidade considerável de
fibras que regulam as funções intestinais. A vitamina B1 tonifica o músculo cardíaco e ajuda a regular o
sistema nervoso e o aparelho digestivo. A vitamina B2 é essencial ao
crescimento, evitando ainda a queda de cabelos.
Propriedades Medicinais
É recomendado contra afecções do fígado, problemas intestinais,
catarros da bexiga e as enfermidades das vias respiratórias. As pessoas que
sofrem do estômago e que apresentam manifestações de acidez, dores ou
câimbras, obtêm sensível melhora comendo 2 ou 3 caquis por dia. Por ser rico
em betacaroteno, possui ação sobre os dentes, pele, olhos, unhas, cabelos e
na defesa do organismo.
Valor Calórico
100 gramas de caqui fornecem 78 calorias.
Como Comprar
Na hora da compra, deve-se dar preferência a caquis sem rachaduras,
firmes e de cor uniforme. O caqui-chocolate é mais resistente.
No Estado de São Paulo,
os preços do produto, no caso das variedades dos tipos taninoso e variável,
oscilam durante a safra; de um modo geral, em fevereiro e começo de março,
são elevados, caindo bruscamente a partir da terceira semana de março, com a
entrada de grandes quantidades no mercado, para depois reagir no fim da
safra, em maio. No caso das variedades do tipo doce, o preço permanece mais
ou menos estável durante todo o período de safra.
Como Armazenar
Devem ser guardados em geladeira ou lugar fresco onde se conservam por até 5
dias.
Como Preparar
Para que não perca suas qualidades nutritivas, o caqui deve ser consumido
sempre ao natural, podendo ser usado na preparação de doces, sucose saladas. Só deve ser lavado na hora de ser consumido, pois azeda
facilmente.
Cuidados: Essa
fruta pode causar nódoas nas roupas. Para eliminar essas manchas, lave a
peça de roupa em água corrente e abundante, esfregando bem o lugar manchado.
Industrialização
O caqui se presta para a industrialização, podendo ser usado tanto para
preparo de passa, como para a elaboração de vinagre.
A passa de caqui é um produto altamente nutritivo, de sabor bastante
agradável, cujo consumo, em nosso país, se restringe aos membros da colônia
japonesa, talvez devido ao fato de ser produzida em pequenas quantidades. Os
frutos destinados à secagem devem ser colhidos 'de vez', nem muito verdes
nem muito maduros e não precisam ser destanizados. A relação entre o peso
dos frutos frescos e o de caqui-passa é de aproximadamente 5 para 1.
O caqui pode também ser usado para a produção de vinagre, proporcionando
alto rendimento em mosto para fermentação, da qual resulta um produto de
qualidade muito boa. A grande vantagem do processo é que ele permite o
aproveitamento dos frutos que normalmente são descartados, permitindo a
obtenção de 60 litros de vinagre com elevada graduação acética a partir de
100 kg de caquis maduros.
Fonte:
Vitaminas & Cia
Hortibrasil
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