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Melancia
Sandia em Espanhol
Pastèque em Francês
Anguria em Italiano
Watermelon em Inglês
Wassermelone em Alemão







Produção de Melancia no Mundo
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO),
a área cultivada mundial, em 1999, foi de 2,8 milhões de
hectares, com produtividade média de 19t/ha e produção de
51,5 milhões de toneladas. A Ásia é o continente maior
produtor, participando com 78% do total mundial, e a China
se destaca com 53%. Em seguida se coloca a Turquia com 7,6%
e o Irã com 4,9%. A Europa participa com 7,2%, sendo os
maiores representantes a Espanha com 1,4% e a Grécia com
1,2%. A África é responsável por 6,0% da produção mundial e
o Egito contribui com 2,9% do global. A América do Norte e a
Central contribuem com 5,2%, sendo os EUA, com 3,6%, e o
México, com 1,3% os principais países. O Brasil participa
com 1,5% da produção mundial, de um total de 3,0% da América
do Sul.






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MELANCIA
Virgínia Brandão
Classificação
botânica
Nome popular:
melancia
Nome científico: Citrullus lanatus
Família: Cucurbitaceae
Gênero: Citrullus
Espécie: Citrullus lanatus
Variedade: C. lanatus var. lanatus
A melancia é nativa da
África, embora, na Índia, seja encontrada uma grande diversidade dessa
espécie, o que acabou gerando uma controvérsia sobre sua real origem.
Extremamente adaptável, é tão resistente que se dispersou sem problemas por
quase todo o mundo e é, hoje, a segunda fruta mais produzida no planeta,
depois da banana.
Existem três grandes
tipos de melancias:
1- As melancias de polpa amarga, cultivadas na África por suas sementes que
são fritas antes de serem consumidas.
2- As melancias forrageiras (Citrullus lanatus var. citroides),
também conhecidas como melancia-de-cavalo, melancia do mato ou,
melancia-de-porco. . A sua polpa é branca, consistente (com um teor elevado
de matéria seca), e não açucarada (baixo teor de sacarose), daí não ter boa
aceitação para o consumo humano. É utilizada na alimentação animal.
3- As melancias de polpa açucarada (Citrullus lanatus var. lanatus),
de cor vermelha, laranja ou amarela, muito ricas em água - consumidas como
alimento humano no mundo todo.
História
A melancia é originária das regiões secas da África tropical, tendo um
centro de diversificação secundário no Sul da Ásia. A melancia
cultivada (C. lanatus var. lanatus), essa delícia doce que nós
comemos, deriva, provavelmente, da variedade selvagem C. lanatus var.
citroides (a melancia branca, forrageira) que cobriam zonas
inteiras da África Central, onde ocorreu a domesticação e onde a
melancia é cultivada há mais de 5000 anos. No Egito e no Oriente Médio,
é cultivada há mais de 4000 anos. A cultura foi introduzida na China no
século 10. Também, por volta do século 10, o seu cultivo era documentado na
Córdoba árabe e, no século 13, já era cultivada em diversas regiões da Europa.
A cultura da melancia foi introduzida na América no século 16.
A Planta
Planta herbácea anual,
pertencente à família das curcubitaceae (a mesma do melão, da abóbora e do
pepino), gênero Citrullus, espécie Citrullus lanatus, a melancia apresenta
hábitos rasteiros, com ramificações que podem alcançar de 3 a 5 metros de
comprimento e raízes que se desenvolvem no sentido horizontal,
concentrando-se nos 25/30 cm superficiais do solo, embora algumas raízes
alcancem maiores profundidades.
A planta tem caule
rasteiro, longo, ramificado, flexível, cilíndrico, coberto por pêlos e
apresenta uma estrutura fina, longa e espiralada de fixação denominada
gavinha. As folhas são bem recortadas, divididas em 3 lobos, e formadas ao
longo do caule ou ramos.
As flores são
solitárias, pequenas, de corola amarela. Permanecem abertas durante menos de
um dia. Em cada pé há flores masculinas (em maior número) e femininas,
produzidas separadamente nas axilas das folhas. As plantas que produzem
flores masculinas e femininas, separadas numa mesma planta, são denominadas
monóicas. As flores femininas são fáceis de serem identificadas, porque têm
um ovário, com formato de frutinho, logo abaixo da flor. A polinização, já
que o pólen constitui uma massa pegajosa, que não pode ser transportado pelo
vento, é feita pelas abelhas que transportam os grãos de pólen da flor
masculina para as femininas, sem a qual não há frutificação. Alguns
produtores disseminam colméias de abelhas ao redor de seus campos de
melancias para garantir uma melhor polinização.
O fruto é um pepônio.
Pode ser arredondado ou alongado (alongada, podendo atingir 60 cm de
comprimento). A casca é espessa (1 a 4 cm). O exocarpo é verde, claro ou
escuro, de uma tonalidade única, listado ou rajado por manchas amareladas. A
polpa é normalmente vermelha, podendo ser amarela, laranja, branca ou verde;
com ou sem sementes. Nas espécies com sementes, essas são pequenas, chatas,
negra, lisas e, ao contrário da maioria das outras cucurbitáceas, as
sementes de melancia são repartidas desordenadamente por todo o fruto
e não numa cavidade.
O caldo generoso e a
polpa consistente da melancia são adocicados. Em geral, quanto mais madura a
fruta, mais doce seu sabor. Porém, algumas vezes, este é insípido e sem
graça e, então, só serve para alimentar os animais que nunca se fartam de
comê-la.
O ciclo, que vai do
plantio à colheita, varia de 85 a 120 dias. A melancia produz bem em solos
com boa drenagem de água, boa disponibilidade água durante todo o ciclo,
clima quente e seco e não tolera frio e geada.
O plantio é feito o ano todo, nas regiões mais quentes, ou de agosto a
novembro, em clima frio. A propagação é feita por sementes, colocando-se
três a quatro unidades em covas de cinco centímetros de profundidade.
Seu período de safra é
de novembro a junho.
Formas de Consumo
A melancia é cultivada
pelos seus frutos e sementes. Os frutos são normalmente consumidos crus,
como sobremesa refrescante. Nas regiões áridas de África são utilizados como
fonte de água desde tempos imemoriais. As sementes são muito consumidas em
diversas regiões da Ásia. Na Índia faz-se pão de farinha de semente de
melancia; no Médio Oriente comem-se as sementes assadas.
Além da fruta ao
natural, a melancia também é consumida como suco, drinks, geléias, doces,
molhos e saladas. Na Rússia meridional, uma cerveja tem suco de melancia
como ingrediente. Nos Estados Unidos costuma-se fazer picles com a casca da
melancia. Outra variação é fazer doce com a parte branca, que se prepara da
mesma forma que o doce de mamão verde.
Como Comprar
Uma melancia de boa
qualidade tem casca firme, lustrosa e sem manchas escuras. As manchas claras
não são sinais de um produto de má qualidade.
Determinar se uma
melancia está ou não está madura não é tarefa fácil. Sua casca, dura e
espessa, não deixa transparecer o que há lá dentro. Um bom método é dar uns
soquinhos com os nós dos dedos: se a fruta ainda estiver meio verde, o som
sairá um pouco metálico. Do contrário, quanto mais surdo for o som que vier
da fruta, mais madura ela estará. Comparando duas frutas do mesmo tamanho,
fique sempre com a mais pesada.
Por seu tamanho
excessivo, uma melancia inteira chega a ser aquisição exagerada para o
consumo de uma família comum. Assim, as melancias são normalmente vendidas,
nos mercados e nas feiras brasileiras, já cortadas em pedaços, quartos ou
metades.Escolha, então, as bem vermelhas e brilhantes. Quanto mais escura a
polpa mais doce ela será.
Como Conservar
Fora da geladeira, a
melancia se conserva bem durante uma semana, se guardada em lugar fresco e
arejado. Depois de cortada, deve ser conservada na geladeira, envolvida em
plástico ou papel de alumínio, para evitar que resseque ou absorva o odor de
outros alimentos. Conserva-se em geladeira por 2 a 3 semanas.
Se quiser apressar o amadurecimento da fruta, basta embrulhá-la em uma folha
de jornal por um ou dois dias
Propriedades
Nutricionais
A melancia é uma das
frutas mais ricas em vitaminas vendida no Brasil: vitaminas A, C, B1
(tiamina), B2 (riboflavina), B6, B12, niacina, ácido fólico e biotina. O
valor nutritivo do fruto é reduzido, A pigmentação vermelha da polpa da
melancia é conferida pelo licopeno, um caroteno com elevada atividade
anti-oxidante. Nas cultivares de polpa amarela a cor é conferida por
beta-caroteno (pró-vitamina A) e por xantofilas.
Composição média da
melancia
Valores expressos
por 100 g de parte comestível
|
Macro-constituintes |
Teor |
Vitaminas |
Teor |
Minerais |
Teor |
|
Água |
93% |
Vitamina A |
590IU |
Cálcio |
7mg |
|
Energia |
31kcal |
Tiamina |
0,03mg |
Fósforo |
10mg |
|
Proteína |
0,5% |
Riboflavina |
0,03mg |
Sódio |
1mg |
|
Gorduras |
0,2% |
Niacina |
0,2mg |
Potássio |
100mg |
|
Carboidratos |
6,4
% |
Ácido ascórbico |
7mg |
Magnésio |
10,2mg |
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Fibra |
0,3%) |
Vitamina B6 |
0,07mg |
Ferro |
0,5mg |
|
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|
Ácido pantoténico |
0,3mg |
Zinco |
0,09mg |
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Ácido fólico |
8mcg
|
Cobre |
0,02mg |
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Biotina |
3,6mcg |
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Propriedades
Medicinais
As sementes da melancia
são utilizadas em algumas regiões do país no preparo de uma bebida diurética
e vermífuga, denominada orchata; torradas e aplicadas sobre qualquer ferida
acalmam a dor. As sementes são ricas em lípidos.
Possui excelentes
propriedades diuréticas, e por isso, é recomendada aos que tem problemas
renais, nas dietas de emagrecimento, para pressão alta, reumatismo ou gota.
O suco de melancia provoca eliminação de ácido úrico, além de limpar o
estômago e o intestino. Também é eficaz no tratamento da acidez estomacal,
obesidade, bronquites crônicas, problemas de boca e garganta - com um pouco
de mel e limão, pode ser usada contra resfriados, catarros, excesso de bilis
e o gosto amargo da boca. Além disso, protege contra o câncer e a oxidação
celular.
Para curar erisipela,
aplique uma pasta feita com polpa e casca de melancia trituradas. Para
combater a febre, tome suco de melancia ou coloque fatias da fruta sobre a
barriga.
A parte comestível
contém apenas 6% de açúcar e 93% de água, o que faz a melancia ser um
eficiente refrescante do sangue. Mas, justamente por seu alto teor de água,
deve ser comida antes ou no intervalo das refeições e, nunca, após, pois
pode tornar a digestão mais lenta.
Por conter o aminoácido
citrulina, deve ser evitada pelas pessoas que possuem artrite reumatóide e
uma doença genética chamada citrulinemia.
No Brasil
No Brasil, a melancia
chegou com os escravos e é cultivada, com sucesso, em climas e solos dos
mais diversos, da Amazônia ao Rio Grande do Sul. No volume e no valor
econômico, a melancia está entre os dez primeiros lugares na lista das
hortaliças comercializadas no mercado nacional, posto de relevada
importância. Nas cidades brasileiras, é comum encontrar ambulantes vendendo
pedaços já partidos de melancia e de outras frutas refrescantes, tais como o
abacaxi para atenuar o calor dos passantes. Desde 2006, o dia 26 de novembro
é o Dia da Melancia no Brasil.
Os principais pólos
produtores de melancia no país estão no Sul, sendo que os Estados do Rio
Grande do Sul e de São Paulo abarcam quase a metade de toda a produção
nacional e, no Nordeste, mais precisamente na Bahia e em Pernambuco, onde as
áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco são responsáveis por cerca de
um quarto do total produzido. Parte dessa produção destina-se à exportação,
especialmente para alguns países da própria América do Sul O maior
produtor nacional é o Rio Grande do Sul. seguido por São Paulo, Bahia, Rio
Grande do Norte e Tocantins (Ibraf 2004).
A principal região
produtora de melancia do Estado de São Paulo é Marília.
As melancias mais
cultivadas no Brasil enquadram-se nas variedades japonesas e americanas,
(como Crimson Sweet, Madera, Congo, Charleston Gray e Rubi AG-08, além de
uma pequena escala de melancia sem semente) que são mais precoces e
resistentes aos longos transportes após a colheita. As japonesas dão frutas
redondas, com até 40 centímetros de diâmetro, colhidas cerca de 85 dias após
o plantio as americanas, com frutas alongadas de até 60 centímetros de
comprimento e 105 dias de tempo médio para amadurecer. Todas têm polpa
vermelha e adocicada, com alto teor de água. Em boas condições e com uma
armazenagem adequada, em locais ventilados e secos, a produção pode suportar
a estocagem por até 20 dias.
Melancias sem semente
Na verdade, as sementes
existem, mas são pouco desenvolvidas e totalmente comestíveis. Tanto a
melancia com polpa vermelha como a amarela já são encontradas sem sementes
por aqui e não deixam a desejar em relação ao sabor ou nutrição da melancia
com semente, sendo de mais fácil digestão, mais prática para o consumo e
menos calórica (22 kal/100g). Entretanto, custam cerca de 3 vezes mais que
as tradicionais.
A produção de melancia
sem sementes no Brasil ainda é pequena. A tecnologia foi desenvolvida
no Japão ainda na década de 40 (1947 foi apresentada o primeiro exemplar da
nova espécie) e vem sendo adaptada pela Embrapa - Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária. "Há pouca disponibilidade de híbridos no mercado e
suas sementes são muito caras em relação às variedades tradicionais",
segundo os técnicos da Embrapa. A espécie sem sementes possibilita maiores
colheitas devido ao vigor híbrido; mais toneladas produzidas por hectare.
A ausência de sementes
na melancia ocorre como resultado de um cruzamento, entre plantas de
diferentes constituições genéticas, levando a uma semente especial que
proporciona a fruta sem sementes. Os pesquisadores alertam que, em alguns
casos, pouquíssimas sementes são originadas, mas isso não é comum. No
entanto, é normal a presença de rudimentos brancos de sementes, que podem
ser ingeridas com a polpa, sem problemas.
Melancia de Polpa
Amarela
A variedade de polpa
amarela (melancia japonesa ou kodama) também vem sendo objeto de estudos da
Embrapa há alguns anos, comandado pelo pesquisador Flávio de França Souza, e
o resultado vai ser lançado no mercado ainda em 2007: duas variedades de
melancia de polpa tenra: a BRS Soleil e a BRS Kuarah, levemente crocantes,
com alto teor de açúcares e coloração amarelo canário, Para o
consumidor, as futuras variedades serão mais práticas, pois, além de
apresentarem excelente sabor, os frutos são pequenos variando em média de
dois a quatro quilos, o que representa menor preço por unidade, maior
facilidade de transporte e rapidez no consumo, mesmo em famílias pequenas,
evitando a armazenagem no refrigerador.
Melancia Forrageira - polpa branca
Introduzida no Brasil no
período colonial, a melancia forrageira "naturalizou-se" e se disseminou por
meio de cruzamentos com outras espécies de melancia. Atualmente, encontra-se
na natureza uma grande quantidade de tipos. Naturalmente, depois de maduro,
o seu fruto se conserva por mais de um ano sem perder suas qualidades
nutricionais. O mais impressionante é que a conservação pode ser obtida com
a manutenção do fruto amadurecido no próprio campo onde foi cultivado e sob
o sol escaldante das áreas secas do Nordeste, por exemplo, sem qualquer
necessidade de práticas sofisticadas de armazenamento. Este tipo de
melancia é um recurso alimentar essencial à criação pecuária da região, já
que outra característica interessante dessa planta para os criadores, é a
grande quantidade de água dos frutos, cerca de 90%. Em proporções adequadas
pode, inclusive, chegar a suprir quase que integralmente a necessidade de
água diária dos animais. E isto não é pouca coisa numa região como o
semi-árido nordestino.
Os percentuais de
proteína bruta e fibra bruta, bem como a digestibilidade /in vitro/ da
matéria seca dos frutos e das sementes da melancia forrageira se assemelham
aos níveis mínimos, constituintes da matéria seca das plantas forrageiras,
exigidos pelos animais. Alguns elementos, como potássio e cobre, são
encontrados em proporções muito superiores. Portanto, é uma alternativa
promissora para complementar a alimentação dos rebanhos no semi-árido
nordestino.
Diferente das melancias
tradicionais comercializadas em supermercados e feiras livres, que possuem
casca verde, polpa vermelha e são doces, a espécie forrageira tem casca dura
bastante resistente aos impactos e à deterioração, a polpa é branca e
geralmente consistente, e apresenta baixo teor de sacarose o que a torna sem
sabor.
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Japoneses desenvolvem melancia quadrada
A pequena cooperativa agrícola de Zentsuji (Kagawa), na região
de Shikoku, no Japão, ficou famosa por conta de uma "invenção
inusitada: a melancia quadrada.
Os agricultores locais já haviam obtido êxito em produzir
melancias quadradas há 27 anos, mas o sucesso veio a cerca de
cinco anos atrás, com a divulgação da fruta no novo formato, que
permite guardar melhor a fruta na geladeira, através dos meios
de comunicação.
A idéia da melancia quadrada pertence ao agricultor Takashi
Yamashita, 82, atual diretor da seção de "melancias" da
cooperativa.
A forma quadrada é obtida antes que o fruto fique maduro com um
mecanismo "secreto" que transforma a melancia, tipicamente
redonda, em quadrada.
No entanto, na busca do formato, a melancia quadrada perdeu seu
sabor doce e se parece mais ao pepino. Por isso o produto tem
mais uma finalidade decorativa e de longa vida pois pode ser
conservado em média durante um ano e meio.
O preço por unidade é de ¥ 13 mil (cerca de R$ 230,00),
incluindo o transporte. Quem se arrisca?
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Curiosidades:
1- Segundo a obra "A
farmacopéia marroquina tradicional", "os nômades e as pessoas do campo sabem
empiricamente que para refrescar uma melancia, tem que cortá-la em duas
partes e expô-las ao sol. O éter que se evapora esfria a melancia".
2- Espionagem
agrícola - Dizem que no final do século 19, o professor Niels Ebbesen
Hanse foi um grande explorador da biodiversidade russa a serviço da
agricultura americana. Em 1898, ele levou de Moscou, da Transcaucásia, da
região do Volga e do Turkistão Russo, sementes de 287 variedades de
melancias e de melões almiscarados. Nos mercados dessa região, as melancias
normais chegavam a uma quinzena de quilos. Ele descobriu, até, uma variedade
de melancia que era superior, quanto à precocidade, à mais precoce das
variedades norte-americanas. De Semipalatinsk, na Sibéria, ele levou para os
Estados Unidos três variedades de melancia, as três caracterizadas por uma
grande precocidade.
Segundo o professor Hanse, os frutos de certas variedades não amadurem nas
plantações, mas são presos perto dos tetos, dentro das casas, para continuar
a amadurecer durante o inverno e até a primavera seguinte. Os recursos
genéticos trazidos da Rússia pelo Professor Hanse foram muito bem
aproveitados pelos Estados Unidos. Uma boa parte das variedades americanas
de melancia atualmente em cultivo saiu, justamente, dessa biodiversidade
russa.
Fonte:
Biblioteca Virtual do Estudante de
Língua Portuguesa - Usp
Toda Fruta
Kokopelli Seed Foundation
Embrapa
IBRAF é o Instituto Brasileiro de Frutas
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