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Palmito Pupunha

 


Mudas de Pupunha

 


Plantação de Pupunha

 

 

 

PALMITO
nobre iguaria tropical

 

Virgínia Brandão

 

 

 

O palmito é o miolo do gomo terminal superior de algumas espécies de palmeiras. É um alimento saboroso, pouco calórico e bastante nutritivo, rico, sobretudo, em sais minerais. Na gastronomia é um ingrediente nobre, apreciado pelos mais variados e refinados paladares, difundido em diversas cozinhas e que se presta a muitos usos culinários, dos populares pastéis (quem resiste?) ao sofisticado carpaccio.

 

O palmito já era consumido pelos ameríndios muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Produto exótico, extraído do caule de palmeiras nativas das florestas tropicais, o palmito é um alimento saboroso, difundido em várias cozinhas e que se presta aos mais variados usos culinários.

O Brasil é o maior produtor mundial, responsável por 95% do produto consumido no planeta. Contudo, o caráter extrativista predatório de sua exploração, que dizimou as reservas nativas da palmeira Juçara (Euterpe edulis) na Mata Atlântica e está levando para o mesmo caminho as reservas nativas da palmeira Açaí (Euterpe oleracea), na Amazônia, gerou uma legislação protecionista rígida e colocou o palmito na mira da extinção e dos ecologistas até que alternativas ambientalmente corretas e economicamente viáveis, como a cultura da pupunha para extração de palmito, começaram a ser implementadas.

 

O Brasil é o maior produtor de palmito do mundo e consome cerca de 40 toneladas do alimento ao ano.

 

Este alimento vem da palmeira, sendo retirado do Açaí da Amazônia e Juçara da Mata Atlântica. Ambos só podem ser extraído com autorização ambiental.

 

Uma das formas que os produtores vêm encontrando para aumentar a produção é com o cultivo da pupunha e palmeira-real. A Palmeira-real (origem Australiana) obtém no corte por árvore, em média, o equivalente a pouco mais de meio vidro de 300 gramas de palmito cortado em toletes. A palmeira-juçara produz quase 1,3 vidro por árvore, mas leva 12 anos para produzir, quase três vezes o tempo de corte da palmeira-real. Hoje cerca de 90% da produção de palmito vem da palmeira Juçara.

 


No Brasil, várias palmeiras produzem palmito comestível. As principais delas são

 

1- Euterpe edulis Mart., comumente chamada de palmiteiro juçara ou jiçara, oriundo da Mata Atlântica.

 

2-Açaí, oriundo da Amazônia.

 

3-

 

Entre as palmeiras comestíveis destacam-se três, que são exploradas comercialmente no Brasil:

- a Juçara - Euterpe edulis - que cresce em toda a região da Mata Atlântica, desde o Estado da Bahia até a fronteira do Brasil com a Argentina.

 

- o Açaí - Euterpe oleracea - que é mais comum na região Norte do Brasil.

 

- a Pupunha - Bactris gasipaes, palmeira antes mais utilizada para o aproveitamento de seus frutos que, a partir da década de 70 do século passado, passou a ser, também, explorada para extração do palmito.

 

 

 

 

Palmito Jussara

 

A Euterpe edulis Mart., comumente chamada de palmiteiro juçara ou jiçara, é a espécie de palmeira mais conhecida e apreciada no Brasil.  Produtora do palmito branco, a espécie é amplamente distribuída geograficamente, apresenta grande abundância na área de ocorrência, sendo encontrada na Região Centro-Sul do País e no Estado de São Paulo. Tem ciclo de vida curto, posicionamento no estrato médio da floresta, forte interação com a fauna e comercialização garantida.


Só o miolo da planta, cilindro de 30cm de comprimento pôr 8cm de diâmetro, se utiliza para o consumo.  Este miolo é formado pôr camadas sucessivas, que variam de cor e espessura, Para se obter o palmito, a palmeira é derrubada, embora se aproveite só a ponta da planta. 


Atualmente a espécie Euterpe edulis é um dos produtos mais explorados da Mata Atlântica, sofrendo intenso extrativismo por seu alto valor econômico como alimento. Essa exploração contribui para a degradação do meio ambiente e tornou-se um fator de preocupação para a preservação da espécie, uma vez que não há rebrota após o corte para a extração do palmito. Ao longo das últimas décadas, diversos dispositivos legais foram criados para evitar a extinção da palmeira, regulando a extração e industrialização do produto, a fim de torná-lo uma fonte renovável de riqueza. Ao lado disso, torna-se necessário intensificar a preocupação com a reposição da espécie por meio do replantio.

De fato, o processo mais adequado para a exploração do palmiteiro é o manejo sustentado, que não apenas se torna uma nova fonte de renda para as áreas florestadas e famílias inteiras que se dedicam a extração de produtos da floresta, como desempenham um papel ecológico fundamental no ecossistema, evitando-se o risco de extinção da espécie.

 

A Planta
 


Euterpe edulis é uma espécie perenifólia, ombrófila, mesófila ou levemente higrófila (LORENZI, 1992), que apresenta estipe único, sendo incapaz de produzir perfilhos, o que acarreta na morte da planta após corte do palmito (TSUKAMOTO FILHO et al.,2001).

O palmito-juçara é uma palmeira caracterizada como espécie climácica e com estratégia de regeneração do tipo banco de plântulas, com distribuição espacial agrupado próximo das plantas parentais (FANTINI et al.,2000), encontrando-se no estrato médio da floresta, sendo característica da Floresta Estacional Semidecídual, Floresta Ombrófila Densa e Cerrado.


Informações Botânicas

Morfologia

A árvore chega a atingir até 20 m de altura e 30 cm de DAP, na idade adulta.

Seu tronco reto, cilíndrico, não-estolonífero (não brota na base); seu estipe (caule) não é considerado fuste. Entre o término do tronco e a parte onde nascem as folhas, há uma seção verde, mais grossa que o tronco, formada pela base do conjunto de folhas. Dentro desta seção encontra-se a parte comestível da palmeira (CK AGRÍCOLA,s/d).

As folhas são alternas, pinadas, com até 3 m de comprimento. As pinas são longas e estreitas; as bainhas são bem desenvolvidas formando um coroamento verde muito característico no ápice do caule (CK AGRÍCOLA,s/d).

As flores são unissexuais, sendo as masculinas em maior número, de coloração amareladas, numerosas, com 3 a 6 mm de comprimento, distribuídas em grupo de três, uma feminina entre duas masculinas. A inflorescência é um espádice de 50 a 80 cm de comprimento, composto de várias espigas, inseridas abaixo das folhas. Na antese, a inflorescência está envolta por uma grande bráctea que a protege até o seu desenvolvimento (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os frutos são carnoso, fibrosos, com endosperma muito abundante e não ruminado (QUEIROZ, 2000).

A semente é quase esférica, parda-grisácea a parda-amarelada, envolta por uma cobertura fibrosa, com até 10 mm de diâmetro. As sementes desta espécie possuem endosperma muito abundante, com alto teor de reservas, as quais constituem-se de carboidratos (cerca de 88%), proteínas (10%) e lipídeos (2%) (REIS,1995).

Reprodução

Planta monóica, sua dispersão é feita por vários mamíferos (morcegos, porcos-do-mato, serelepes) e aves (sabiás, jacus, tucanos, macucos, jacutingas).

A floração ocorre de setembro a dezembro, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e de setembro a janeiro, em São Paulo (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os frutos amadurecem de abril a novembro, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; de maio a outubro, no Paraná e, de maio a novembro, em São Paulo. O processo reprodutivo inicia ao redor dos seis anos de idade, em plantio. A frutificação é, em geral abundante, podendo uma planta em condições favoráveis, produzir 216 a 528 cachos/ha e de 6 a 8 kg de frutos por ano, o que equivale entre 8.000 e 10.000 sementes ou média de 5 kg (CK AGRÍCOLA,s/d).

Os padrões de floração e frutificação do palmiteiro Euterpe edulis Mart foram estudados por 4 anos (1994 a 1997) por Fisch el al. (2000). Como resultado, a floração desta espécie apresentou-se como um episódio singular, que se iniciou no final da estação seca (agosto) e se concentrou nos meses de outubro e novembro. A maturação dos frutos ocorreu nos meses de maio e junho e se estendeu até novembro (97).

Ocorrência

O palmito ocorre no estrato médio da Floresta Ombrófila Densa, desde o sul da Bahia (15ºS) até o norte do Rio Grande do Sul (30ºS), com distribuição preferencial ao longo do litoral brasileiro, no domínio Florestal Tropical Atlântica, ocorrendo também na maior parte das formações Estacional Decidual e Semidecidual (REIS et al.,2000)

Clima

Segundo Carvalho (1993), a temperatura média anual das áreas onde ocorrem os palmitos varia entre 17ºC a 26ºC, sendo a média do mês mais frio de 13º a 24º, tolerando regiões com até sete geadas anuais e temperatura média do mês mais quente de 20º a 27º. Ainda, de acordo com o autor, a espécie ocorre em regiões com precipitação média anual entre 1000mm a 2200mm, apresentando melhor crescimento com índices pluviométricos superiores a 1500mm, distribuídos de maneira uniforme. A espécie ocorre também em regiões com estacionalidade (Florestas Estacionais), tolerando uma estação seca de até três meses, com déficit hídrico leve como no sul da Bahia e sul do Mato Grosso do Sul.

Solo

Os solos em que a planta melhor se adapta são argissolo, latossolo, neossolo quartzarênico e nitossolo.

Em pesquisa realizada por Nogueira Jr. et al. (2003) para verificar a influência da umidade do solo no desenvolvimento inicial de plantas do palmiteiro, concluiu-se que os parâmetros altura e diâmetro do colo foram mais influenciados pelos microssítios e que o número de folhas e segmentos foliares não apresentaram diferenças nos ambientes estudados. O crescimento de plântulas foi favorecido pelo microssítio saturado (grota com umidade do solo durante o estudo variando entre 61 a 75%) e o de jovens foi favorecido pela Meia-encosta, cuja umidade do solo durante o estudo variou entre 40 e 46%. Esses resultados sugerem que para E. edulis há diferenças na exigência dos fatores ambientais requeridos para o crescimento em função da mudança de estádio ontogenético.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palmito é um nome que se dá a uma parte comestível de uma planta chamada Euterpe edulis, comumente conhecida pôr juçara.
 

 

Palmito é um alimento repleto de benefícios á saúde,

Valor Nutricional do Palmito:

100 gramas de palmito contém em média:
Energia..................................................18,2cal
Colesterol ......................................................0
Glicídios   ..................................................3,8g
Lipídeos    .................................................0,1g
Proteinas  ..................................................1,6g
Cálcio       ................................................61mg
Fósforo     ................................................56mg
Ferro        ...............................................0,7mg
Potássio   ...............................................200mg
Vitamina C ...............................................17mg

 

VALOR NUTRICIONAL: O palmito fresco tem cerca de 5,2% de glicídios e 2,2% de lipídios. Já no palmito em conserva esses valores são 3,3% e 1,6%, respectivamente. Os dois tipos têm cálcio, magnésio, potássio, fósforo e ferro, além das vitaminas A e do complexo B e C.

CALORIAS POR 100 GRAMAS ( uma xícara de chá rasa): 26kcal, no caso do fresco, e 18 kcal, no palmito em conserva.

 

-5,2% de Glicídios.
-3,3% / 1,6% de conserva
-2,2% de lipídios.
-Cálcio.
-26 Kcal (palmito fresco).
-18 Kcal (palmito em conserva)
-Ferro
-Fósforo.
-Vitamina A, B e C.
-Potássio.
-Magnésio.


Destaque Nutricional:

O palmito tem poucas calorias e gorduras, sendo, porém, rico em sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Também é um boa fonte de vitamina C e, em menores quantidades, de vitaminas do complexo B. 
 
Valores Nutricionais  
Porção: 100 g 
Calorias: 18 
HC: 3.7 
PTN: 1.6 
Lipídios: 0.1 
Colesterol: 0 
Fibras: 0 
 


 

Saboroso, versátil e pouco calórico, o palmito está entre os alimentos preferidos na mesa do brasileiro.

 

Pode ser consumido frio acompanhando saladas ou cozido nas mais diversas preparações.
Apresenta valor calórico baixo e é rico em fibras, sendo interessante para os que realizam dietas de redução de peso. Entre outros benéficos, o palmito apresenta boa quantidade de sais minerais, como ferro e fósforo, além de ser de fácil digestão.

 

 é um alimento de difícil acesso e que, por conta da alta demanda, tem se tornado bastante atraente aos produtores.
"Não é um alimento calórico, é um alimento bastante nutritivo, saboroso e muito rico em vitaminas e minerais", comentou a nutricionista Lígia Vieira.

 

 
 
A preservação do palmito Juçara está diretamente ligada à manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais, como tucanos, sabiás, macucos, periquitos, maritacas, jacus, jacutingas, porcos do mato, antas, marsupiais, ratos-de-espinho, esquilos, tatus e capivaras. Além disso, o palmito juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açúcar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.

 
Um problema pouco conhecido é sobre as más condições de extração do palmito, por exemplo, quando é extraído e colocado em latas produz toxinas (veneno), pois o palmito pode conter esporos da bactéria Clostridium botulinum. Entretanto, esta toxina não resiste a altas temperaturas, a fervura por 15 minutos elimina o perigo. (veja Entrevista Dr Bactéria). O palmito é um alimento obtido da região da região próxima ao meristema apical, do interior do pecíolos das folhas de determinadas espécies de palmeiras (ou popularmente, o "miolo" da palmeira). Trata-se de um cilindro branco contendo os primórdios foliares e vasculares, ainda macios e pouco fibrosos. Os palmitos são conservados em salmoura e consumidos frios acompanhando saladas ou cozidos em diversas receitas. Lembre-se sempre de comprar vidros de palmitos com CNPJ da empresa e registro no Ministério da Saúde ou Agricultura.

 

 

COMO COMPRAR

 


No momento da compra, é interessante estar atento a alguns detalhes:

 

A lata não deve estar amassada ou defeituosa

O produto não deve apresentar coloração escura ou rosada no corte

A “água” de conserva não deve ser esbranquiçada

Deve-se procurar a aquisição de produtos que tenham na embalagem origem do cultivo, registro no Ministério da Saúde e IBAMA.

 


 

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- A extração do palmito implica na morte da palmeira, colocando em risco a espécie da qual é obtido.

 

 

A extração do palmito da pupunha acontece cerca de 18 meses após o plantio, sem que haja necessidade de “matar” a palmeira. Outra vantagem: novos cortes podem ser feitos na mesma planta, o que dispensa o replantio da área. O cultivo é indicado para áreas agrícolas tradicionais, pois não oferece dano às matas nativas, sendo esta a principal vantagem ecológica.

 

xtração do palmito.



As espécies Euterpe são nativas das florestas Atlântica e Amazônica, diferentemente da pupunha, que se presta à agricultura e vem demonstrando ser uma alternativa rentável para a agricultura familiar que contribui para necessita de desmatamento e preparo de áreas nativas para o seu cultivo, com utilização de fertilização química e agrotóxicos para combate a pragas,

 

principal diferença entre a palmeira Juçara e a palmeira do Açaí  está no tronco. A juçara possui um único tronco, enquanto que o açaí cresce em touceiras de 6 a 12 troncos.

Além dessas duas variedades mais comuns no Brasil, há ainda a possibilidade de aproveitamento do palmito da pupunheira - .
 

 

 

 

PUPUNHA - o palmito ecológico

 

  De vilão do extrativismo, o negócio com o palmito virou uma atividade ecologicamente sustentável. Cada planta que cresce na lavoura é uma palmeira a menos derrubada ilegalmente na floresta.

 

 

 



 

O palmito é preparado de três modos: picado, rodela e o nobre. 70% da produção do palmito in natura, é vendida diretamente para as feiras livres. O excedente vai para duas indústrias de Jaboticabal e Cajobi. Como a demanda é sempre maior que a oferta, os produtores da cidade já fizeram o pedido de registro no Ministério da Agricultura para a produção em conserva .

 

Receitas com PUPUNHA:

 

 

 

 

 

 
 

Fontes:Enciclopédia Britânica

Embrapa

Ipef - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais

 

 

 

 

 

PALMITO PUPUNHA

Alternativa rentável para a agricultura familiar

 

Projeto da Embrapa auxilia pequenos produtores rurais no cultivo da Pupunheira e a exploração comercial do palmito pupunha.


 

Clique aqui e veja esse vídeo ampliado

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Palmito Jussara

 

Família: Arecaceae (Palmae)


Espécie: Euterpe edulis Martius


Sinonímia botânica: Euterpe equsquizae Bertoni ex Hauman, Euterpe globosa Gaertn


Outros nomes (vulgares): ensarova, içara, inçara, iiçara, juçara, palmito, palmiteiro-doce, palmito-branco, palmito-juçara, palmito-vermelho, ripa, ripeira, açaí do sul, ensarova




Palmeira

Tão rica é a variedade de plantas palmáceas na paisagem do Brasil que, durante muito tempo, o país foi conhecido como Pindorama, que quer dizer "terra das palmeiras".
Palmeira é o nome genérico das plantas da classe das monocotiledôneas pertencentes à grande família das palmáceas, das quais se conhecem cerca de quatro mil espécies diferentes, a maioria delas nativas das regiões tropicais, especialmente do Brasil e da Colômbia. As palmeiras apresentam características morfológicas bem diferenciadas, em especial o caule, lenhoso e cilíndrico, coroado por um penacho de folhas. Diverso do tronco das árvores, o da palmeira recebe denominação própria: estipe ou espique. Na maior parte das espécies é reto e esguio, mas pode ser curto e dilatado, ou ainda fino e trepador, capaz de enredar-se em árvores e alcançar uma centena de metros. Sua estrutura lembra a da haste do milho, ou seja, tem casca endurecida, formada por fortes fibras, que envolve um cerne de tecido branco e esponjoso. Ao contrário das árvores comuns, as palmeiras não apresentam crescimento lateral (galhos), porque lhes falta a camada geradora responsável pela formação de estruturas secundárias. Suas folhas, de lâmina partida, em forma de leque ou pena, variam muito em tamanho e medem de poucos centímetros a mais de 12m de comprimento.
As flores das palmáceas nascem em espigas ou cachos, protegidas por uma bráctea de consistência coriácea. As inflorescências das palmeiras mais comuns apresentam comprimento da ordem do centímetro, mas em algumas espécies são de excepcional desenvolvimento, como no talipote (Corypha umbraculifera) da Índia, que sustenta uma quantidade de flores próxima dos sessenta milhões. Mais comumente as palmáceas são dióicas, isto é, apresentam flores masculinas e femininas em pés separados. O fruto também varia segundo as espécies: pode ter o tamanho de uma ervilha ou volume maior que o de uma bola de futebol, como no caso do coco. Pode ainda ser macio, como a tâmara, ou ter envoltório duro como madeira.
Variedades. A maior parte das palmeiras é nativa de regiões tropicais, mas algumas espécies ocorrem em regiões subtropicais ou mesmo temperadas quentes, como a Chamaerops humilis, existente nas margens do mar Mediterrâneo; a palmeira-de-mel (Jubaea spectabilis), nativa do Chile; e o "palmeto" (Sabal palmetto), da costa leste dos Estados Unidos.
Em qualquer parte dos trópicos onde cresçam árvores, podem crescer palmeiras. Assim, no continente americano, elas são encontradas desde o litoral até os Andes colombianos, onde se acham as pouco comuns palmeiras-de-cera (Ceroxylon andicola), cujos estipes podem alcançar cerca de setenta metros. Algumas espécies crescem em areais, outras em pântanos, ou então caracterizam o cerrado, como na Venezuela e Colômbia, e a caatinga, no Brasil. Há espécies que vivem em densas selvas tropicais, tanto em planícies quanto em montanhas. Em algumas áreas formam bosques, como fazem nas Antilhas a palmeira-real e semelhantes, ou as espécies características dos cocais, do centro-norte do Brasil.
Utilização. Poucas plantas são mais valiosas para o homem do que as palmeiras. Além da beleza, que as torna elemento paisagístico incomparável, fornecem vários produtos de utilidade imediata. Em muitas espécies, o estipe é empregado em construções rústicas, como viga para pontilhões e para jangadas, caibros e ripas. Escavado, pode servir como canoa ou calha. Quase todos os estipes têm o broto terminal, ou palmito, muito tenro e de sabor agradável. A colheita do palmito, no entanto, implica a morte da palmeira.
As folhas podem ser utilizadas para cobertura de choupanas e, desmanchadas, muitas se prestam para a confecção de vassouras e utensílios trançados, como esteiras, cestos, chapéus etc. Podem fornecer fibras com inúmeras aplicações e as da carnaúba (Copernicia cerifera) produzem excelente cera, básica para a indústria de graxas, sabões, vernizes, tintas etc.
Os frutos de muitas palmeiras valem pela polpa comestível, crua ou preparada em doces, ou ainda pelo líquido que contêm, excelente refrigerante, como no caso do coco-da-baía (Cocos nucifera). As sementes são as partes mais aproveitadas das palmeiras, por serem ricas em óleos. Algumas têm largo emprego na alimentação, como o coco-da-baía, e o óleo de muitas delas, como o dendê (Elaeis guineensis), de largo uso na indústria, na culinária e no preparo de sabões e tintas. A substância córnea que envolve a semente da jarina (Phytelephas macrocarpa) lembra o marfim e é usada para o fabrico de botões e bijuteria.
Os coqueiros (nome genérico pelo qual são conhecidas as palmeiras que dão frutos comestíveis ou de uso industrial) estão entre as plantas mais úteis em diferentes regiões da Terra. A tamareira (Phoenix dactylifera) é de grande valor para os árabes, e seus frutos são de vital importância para as tribos do deserto. A palmeira-real (Roystonea regia), de Cuba, é considerada patrimônio nacional e está protegida por lei. Gorduras e óleos são os produtos mais importantes obtidos de palmeiras. A cobertura externa macia e o caroço do fruto, chamados de polpa ou de noz, são a fonte de tais óleos. A copra, parte branca do coco, quando dessecada, torna-se o principal ingrediente gorduroso empregado na fabricação do sabão. No Brasil e em outros países sul-americanos se exploram várias espécies de palmeiras nativas produtoras de gordura, como o babaçu (Orbignya martiana), o aricuri (Cocos schizophyla e Cocos coronata) e o murumuru (Astrocaryum murumuru). A incisão no caule da palmeira buriti (Mauritia vinifera) permite recolher uma bebida adocicada, reconfortante, de onde o nome vulgar de palmeira-do-vinho. Do açaí (Euterpe oleracea) se extrai um refresco escuro e espesso, um dos mais típicos produtos do estado do Pará.
Açaí; Babaçu; Buriti; Carnaúba; Coco; Dendê; Sagu; Tâmara

 

 

 

 


Pupunha


Muitas frutas nativas da Amazônia, malgrado seu valor nutritivo, como a pupunha, tiveram seu consumo por longo tempo restrito à região, como parte de hábitos herdados dos índios. Entre essas frutas destaca-se a pupunha, que despertou interesse por suas propriedades e subprodutos que fornece.


Pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira multicaule da família das palmáceas, a mesma da carnaúba, do babaçu e do açaí. Atinge vinte metros de altura e, na fase adulta, erguem-se do solo de 10 a 15 caules secundários, os quais formam imponente touceira ao redor do espinhoso caule central e garantem a renovação da planta. Nem todos esses filhotes chegam a frutificar e os estéreis podem ser aproveitados para a obtenção de palmitos, sucedâneos perfeitos dos palmitos de açaí e juçara, espécies já por demais submetidas à devastação extrativa.


Em condições naturais, a pupunha começa a frutificar em grandes cachos aos cinco anos, tempo que se reduz à metade em condições especiais de cultivo. As flores masculinas caem após liberar o pólen e as femininas desenvolvem-se em pequenos frutos vermelhos, amarelos ou alaranjados, com cerca de cinco centímetros de diâmetro. Muito ricos em vitamina A e com expressivo teor de proteínas e amidos, podem ser comidos cozidos em água e sal e se prestam também à extração de óleo e à produção de farinha. Dos resíduos, faz-se ração para animais. A partir da década de 1970, a pupunha tornou-se alvo de pesquisas para o cultivo intensivo em outras áreas. Na Bahia, primeiro estado extra-amazônico a cultivar a espécie, a colheita da pupunha vai de novembro a março.
 

 

 

 

 


 

Perigo
Usado em tortas, cremes, aperitivos, acompanhamento para churrasco e o que mais a imaginação mandar, o palmito exige atenção. "A grande preocupação que o consumidor deve ter é com a procedência desde a colheita até o consumo final", explicou Ligia sobre o risco de se contrair o botulismo.

Segundo a nutricionista Lígia Vieira, a visualização do produto é muito importante para definir a compra. Uma lata amassada ou defeituosa, por exemplo, pode oxidar o conteúdo causando danos à saúde. "Se o produto estiver com coloração escura ou apresentar cor rosada em seu corte, não compre. Nestes casos o palmito poderá estar infectado pelo elemento ferruginoso", afirma.

Evite comprar quando o líquido estiver com a coloração esbranquiçada, já que isso é um forte sinal de que pode existir a presença de elementos químicos, nocivos à saúde. Outro erro é achar que palmito bom e macio é aquele que flutua. Normalmente, o produto flutua na falta de oxigenação, ficando duros.


 

 

 

     

 

 

 

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Atualizado em: 19 janeiro, 2011.