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vinho
A bebida dos deuses e dos mortais também...
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Brancos secos, delicados ou suaves; tintos redondos, quentes ou tânicos; "rosés" frutados; vinhos ligeiramente espumantes, cheios de sol...
Os vinhos nos oferecem uma
variedade sem par de sabores, perfumes e aromas, firmes ou suaves, que
brincam e dançam no nosso paladar, acompanhando banquetes ou refeições
ligeiras, casando bem, uns com suculentas carnes, outros com pescados,
queijo, doces, até pães.
A palavra vinho vem do grego antigo, "οἶνος"
(oínos), que em
latim virou "vīnum", significando tanto "vinho" como "videira".
O nome "vinho",
também, costuma ser aplicado a bebidas feitas a partir da fermentação de outras
frutas, vegetais, ervas e até flores (como, por exemplo, vinho de ameixa),
mas, usada sozinha, aplica-se apenas ao produto que tem a uva como
matéria-prima.
A ENOLOGIA
Pela
importância que adquiriu em muitas regiões do mundo, o vinho tornou-se
objeto de uma ciência específica, a enologia, dedicada ao estudo de
composição, qualidade, características e processos para sua elaboração.
Abrange todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do
solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento, etc...
PERSONAGENS DO MUNDO DO VINHO
Amplo, diversificado, repleto de nuances, o mundo do vinho conta, com
alguns personagens principais que devem ser conhecidos:
O enólogo
Enólogo
(eno de vinho e logos de conhecimento - o que conhece o vinho)
é o profissional mais graduado de uma vinícola, responsável pela
elaboração dos vinhos. Cabe a ele
todas as decisões relacionadas
às diversas e complexas etapas
de
sua
produção, desde a vinha no campo até o
produto pronto para ser comercializado. Tem formação acadêmica de nível
técnico ou nível superior. No Brasil, a Escola de Enologia e a Faculdade de
Enologia de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, oferecem os dois tipos de
formação. O Senac, também, oferece cursos na área. A profissão
foi regulamentada recentemente - lei 11.476, de 29 de Maio de 2007.
O produtor
É o proprietário do vinhedo que, juntamente com sua família e mais um ou
dois empregados, colhe suas uvas, vinifica, engarrafa e vende. Muitos
proprietários são enólogos ou mandam os filhos estudar enologia.
O negociante
É a pessoa que compra o vinho à granel em um produtor e o engarrafa com o
seu próprio rótulo. Há, ainda, um outro tipo de negociante,
chamado de negociante beneficiador (negociant eleveur) - que é aquele que compra
o vinho do produtor e, antes de engarrafá-lo com seu próprio rótulo, faz com
que fique armazenado em tonéis de carvalho a fim de melhorar a sua qualidade
e, conseqüentemente, o seu valor.
O comerciante
Essa categoria abrange uma variada gama de negócios que vão dos bares e
restaurantes aos supermercados, passando pelas empresas de importação e
exportação e lojas de vinho.
O sommelier
É um profissional especializado, conhecedor de vinhos e todos os assuntos
relacionados ao seu serviço. O sommelier pode trabalhar em restaurantes ou
em lojas de vinhos,
auxiliando os clientes em suas compras.
Num restaurante, o sommelier
não responde, apenas, pelo serviço do vinho. De fato, ele atua
como maître de
bebidas, sendo responsável por outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas servidas na casa, como água, café
e chá por exemplo. Nas casas que comercializam e permitem os charutos, é
ele, também, o encarregado desse serviço.
Especificamente em relação ao vinho, ao
sommelier compete a elaboração da carta da casa, a manutenção da
adega, incluindo as compras de reposição, e
orientar os clientes a respeito da melhor escolha para
acompanhar os alimentos escolhidos.
O Enófilo
Enófilo
(do grego "eno" - vinho, e filo - amor, amizade)
é, literalmente, o amante (ou amigo) da arte e do consumo do vinho.
É aquele que gosta e se dedica, profissionalmente ou por prazer, a estudar o
maravilhoso mundo dos vinhos.
De fato, o enófilo é o principal personagem do fantástico
mundo
dessa bebida fantástica. É ele que o faz girar, vai a
feiras, degustações e apresentações, faz análises e
considerações sobre os vinhos que toma, freqüenta confrarias ou encontros,
está sempre em busca de novas experiências. Enófilos somos todos nós, que
gostamos de tomar vinho e gostamos, ainda, de saber sobre ele. Nessa
categoria, entram desde o que está dando os primeiros passos no
mundo do vinho até o mais respeitado crítico internacional.
Portanto, enófilo é você também, que está aqui, agora lendo
sobre vinhos, mesmo que, talvez, ainda nem soubesse disso.
Os 10 Mandamentos do Enófilo
1 - JAMAIS segurar a taça pelo bojo.
2 - Prestar atenção cada vez que tomar um vinho. Horas de copo só
acrescentam experiência se você prestar atenção. Cheire, cheire e cheire.
3 - Fazer anotações. Ninguém tem memória suficiente para tudo, deixe a sua
para os números de telefone mais importantes.
4 - Trocar experiências com outros enófilos. Fazer parte de grupos de
degustação e fóruns de discussão também acrescenta muito conhecimento.
5 - Avisar aos amigos das descobertas de bom custo-benefício.
6 - Apresentar o maior número possível de pessoas ao mundo do vinho.
7 - Não ficar repetindo o mesmo vinho. Arrisque-se, experimente sempre
vinhos diferentes, boas surpresas virão.
8 - Saber se comportar. Freqüentar degustações e salões de vinhos, mas
apenas provar cada vinho. Não tenha pena de jogar o resto da sua taça fora.
Salão não é boca livre de vinhos para embebedar-se e quem está ali
trabalhando em pé há horas não merece ficar aturando bêbado chato pedindo
mais uma dose...
9 - Vigiar-se dia e noite para não se tornar um enochato.
10 - Ignorar solenemente os enochatos*.
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* Enochato: personagem, infelizmente, nada incomum, o enochato é aquele
que usa seus conhecimentos ou pseudo-conhecimentos sobre vinhos para
convencer-se que está acima, e bem acima, do resto dos mortais que não sabem
o que ele
sabe (ou pensa que sabe)
sobre o assunto.
Muito fácil identificá-lo. Sempre num lugar público e garantindo que está
sendo observado, o enohato pega uma taça, faz cara de entendido, inclina o
copo, cheira, gira o copo, cheira de novo, franze a testa, suspira fundo,
olha para a platéia como quem vai ensinar alguma coisa e solta algum
comentário incompreensível. É,
por causa deles,
justamente, que o vinho acaba tendo fama de coisa complicada,
inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e, claro, chata.
Mas o fato é que o vinho é um prazer acessível a todos os mortais. Há vinhos
para todos os gostos e todos os bolsos, é só escolher o que se encaixa
melhor para você. Claro que o conhecimento, assim como acontece com a
comida, aprimora o paladar e o prazer decorrente de se degustar um vinho.
Mas, também como acontece com a comida, bom é aquilo que você gosta.
Portanto, informe-se, estude, experimente, mas a última palavra tem que ser
sempre a sua. Afinal, gosto não se discute...
O CORREIO GOURMAND se une a todas as vozes que lutam para acabar com essa
impressão elitista que existe sobre o vinho e, com isso, eliminar essa
barreira fictícia que afasta muita gente do prazer de tomar vinhos e
aprender sobre eles.
Não aos enochatos!!
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Fontes:
Enciclopédia Britânica
Site do Vinho Brasileiro
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Para
saber mais sobre: |
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História do consumo de bebidas
alcoólicas pelo homem,
clique aqui. |
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Champagne,
clique aqui. |
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