História do Dia das Mães
Virgínia Brandão
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Rhea e Cronos


Julia Ward Howe

Anna Jarvis

O cravo, flor favorita da mãe de Anna Jarvis, tornou-se o
símbolo das mães, após ter sido usado na celebração de 1907 em
Grafton. Os cravos brancos significavam a pureza, doçura e
eternidade do amor de mãe. Com o tempo, os cravos brancos
tornaram-se símbolo da mãe que já faleceu, enquanto os vermelhos
representam a mãe viva.
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Mãe Terra, mãe natureza, mãe deusa, mãe Igreja, mãe... Desde os primórdios
dos tempos o homem celebra a MÃE - das festas pagãs dos solstícios e
equinócios, ao nosso almoço no segundo domingo de maio de todos os anos,
passando pelos festejos em honra da Igreja Mãe – a força espiritual que dava
vida e protegia do mal.
Os egípcios promoviam um festival anual em honra da Deusa Isis, considerada
a Mãe dos Faraós. Os gregos, com uma grande festa na primavera, celebravam
Rhea, mulher de Cronos e mãe de todos os deuses. Em Roma, as festas eram
dedicadas a Cibele, a mãe dos deuses romanos, e as cerimônias em sua
homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se
também a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia
do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi confundindo-se com a
celebração do "Dia das Mães" primitivos e as pessoas começaram a homenagear
tanto as suas mães como a Igreja.
Na Era Moderna
Mas os primeiros relatos de uma comemoração mais próxima à que temos hoje,
datam do século 17, na Inglaterra, onde se celebrava, no 4º Domingo de
Quaresma (40 dias antes da Páscoa), um dia chamado "Domingo da Maternidade"
(Mothering Sunday), no qual se pretendia homenagear todas as mães inglesas.
Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães (até hoje,
muitas igrejas inglesas distribuem flores para as crianças entregarem para
suas mães nesse dia). Naquela época, a maior parte da classe baixa inglesa
trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No "Domingo da Maternidade",
os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e
passar esse dia com a sua mãe. Portanto, era um dia destinado a visitar as
mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.
Nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data
para a celebração das mães foi dada em 1872 por Julia Ward Howe, autora da
letra do hino do país. Mas foi outra americana, Anna Jarvis, filha de
pastores de Grafton, Filadélfia, que, em 1907, iniciou a campanha para
instituir oficialmente o Dia das Mães.
Inspirada pela perda de sua própria mãe, Anna Jarvis se deu conta que os
filhos normalmente não demonstravam o amor e carinho que sentiam por suas
mães enquanto elas ainda estavam vivas e idealizou uma data específica,
quando todos, através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as
maneiras possíveis, proporcionariam prazer e felicidade às suas mães,
levando esse sentimento no coração ao longo de todo o ano.
A sra. Jarvis contou com o apoio de muitos entusiastas de sua idéia que,
junto com ela, começaram a escrever à pessoas influentes, como ministros,
homens de negócios e políticos, com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a
nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e
da nação.
Foram três anos de luta, mas em 26 de abril de 1910, o governador de
Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao
calendário de datas comemorativas daquele Estado norte-americano. A campanha
foi de tal forma bem sucedida que, em 1911, a data já era era celebrada em
praticamente todos os Estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson
declarou, oficial e nacionalmente, o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mães
nos Estados Unidos. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o
exemplo e incluíram a data no calendário.
Hoje, muitos de nós celebramos o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como
tudo começou. No entanto, mesmo assim, acredito que a grande maioria
identifica-se com o respeito e amor intrínsecos à festa criada por Anna
Jarvis e busca homenagear e acarinhar suas mães, proporcionando a cada uma
um dia muito especial.
No Brasil
No Brasil, a data é celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto
assinado em 05 de maio de 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. O primeiro
Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de
Porto Alegre, por iniciativa de Eula K. Long, no dia 12 de maio de 1918. Em
São Paulo, a primeira comemoração se deu em 1921.
Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro,
determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da
Igreja Católica.
O Dia das Mães pelo Mundo
Em praticamente todos os países do mundo, embora em diferentes datas ao
longo do ano, comemora-se o Dia das Mãe. Confira!
Datas Móveis
2º domingo de fevereiro – Noruega
4º domingo da Quaresma – Inglaterra
1º domingo de maio -
África do Sul, Cabo Verde, Espanha,
Hungria, Lituânia, Moçambique, Portugal
2º domingo de maio –
Brasil,
Alemanha,
Austrália, Áustria, Bélgica,
Canadá,
China, Dinamarca,
Estados Unidos, Estônia, Finlândia, Formosa, Grécia, Holanda,
Itália,
Japão, Nova Zelândia, Peru, Suíça, Turquia e Venezuela
Último domingo de maio – Suécia,
França (se coincide com
Pentecostes, é transferido para o primeiro domingo de Junho)
3º domingo de agosto -
Bielorrússia
2º dia da primavera – Líbano,
Palestina
Início de outubro - Índia
2º domingo de outubro – Argentina
Datas Fixas
03 de março - Geórgia
08
de março
- Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia , Moldávia
21
de
março - Egito,
Síria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos
07
de
abril - Grécia
10
de
maio - México, Guatemala, Bahrein, Hong Kong, Índia,
Malásia, Qatar, Singapura
26
de
maio - Polônia
27
de
maio - Bolívia, República Dominicana
12
de
agosto - Tailândia
(Aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit)
15
de
agosto - Bélgica e Costa Rica
(Dia de Atención De Maria)
08
de
dezembro - Panamá
Fontes: Revista
Ciência Hoje
Novo Milênio