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1885 Galinha - 6,4 cm de altura

 

1894 Renascimento - 13,3 cm de largura

 

1895 Botão de Rosa - 7,4 cm de altura

 

1897 Coroação - 12,7 cm de altura, carro 9,4 cm

1897 Coração - surpresa do ovo Mauva, que está desaparecido - 8,2 cm de altura

 

1898 Lírios do Vale - 15,1 cm de altura (aberto)

 

1899 Amores Perfeitos - 14,6 cm de largura

 

1900 Relógio Cuco - 20,6 cm de altura

 

1903 Pedro, o Grande - 11,1 cm de altura

1907 Treliça de Rosas - 7,7 cm de altura

 

 

PÁSCOA - Celebrando a Vida, o Renascer e a Esperança

 

 

OS OVOS DE FABERGÉ

Virgínia Brandão

 

 

Um ovo de Fabergé é um ovo de Páscoa em joalheria, cheio de detalhes e crivados de pedras preciosas, produzido por Pierre-Karl Fabergé (1846-1920), um ourives e joalheiro russo que fez fama e fortuna servindo à família imperial russa até que a mesma fosse liquidada pela Revolução Bolchevique de 1917.

 

Durante décadas, a Casa Fabergé criou verdadeiras obras primas com as quais, na Páscoa, os czares russos Alexandre III e Nicolau II presenteavam suas esposas Maria Fedorovna e Alexandra Fedorovna, respectivamente.

 

Realmente, na época da  Páscoa, a celebração mais alegre da fé Ortodoxa na Rússia, é um costume secular presentear com ovos - naturais, de madeira ou pedra, pintados em cores vivas.

 

O primeiro ovo imperial foi criado para Alexandre III em 1885. Do lado de fora, parece um simples ovo esmaltado branco opaco (simulando a casca de ovo), mas, quando se abre, revela um outro ovo de ouro puro, como se fosse a gema, dentro do qual, como se fosse um ninho, se escondia uma galinha, em ouro, de quatro tonalidades e olhos de rubi cabochon, que portava, ainda, uma coroa de diamantes com um pendente de rubi, peças que desapareceram depois da revolução.

 

A Imperatriz Maria gostou tanto do presente que a Casa Fabergé foi nomeada “Fornecedor da Corte” e, com raras exceções (1904 e 1905), a cada ano, um novo ovo foi encomendado pelo czar, até sua morte em 1894. O seu filho, Nicolau II, continuou a tradição, presenteando sua esposa Alexandra e sua mãe com um ovo Fabergé a cada Páscoa. Haviam apenas duas exigências: que as peças fossem únicas e contivessem, sempre, uma surpresa que só era descoberta quando se abria o presente.

 

Fabergé fabricava seus ovos em diferentes estilos, do Luiz 14 ao estilo art déco, passando pelo Luiz 15, Luiz 16 e art nouveau. Na construção das suas belas e delicadas obras de arte, que tinham, em média, 13 centímetros de altura, usava ouro, prata, cobre, níquel, platina e pedras preciosas (rubi, quartzo, diamante, jade, ágata). Cada peça era inspirada em acontecimentos relacionados com a família real, ocorridos durante o período. Assim que o desenho inicial era aprovado, o trabalho era levado a cabo por um grupo de artesãos sob as ordens de Fabergé.

 

Com lojas em Moscou e São Petersburgo, fundou um seminário de artesãos em Moscou (1887) e, nos vinte anos seguintes, abriu lojas filiais em Odessa, Londres, Paris, Cannes, Roma e Kiev, onde empregava três centenas de artesãos, a maioria formada no seminário de capital dos czares. Viajava regularmente entre Paris, Cannes, Roma, Moscou, etc, sem conseguir satisfazer a demanda para suas luxuosas mercadorias. Recebeu a medalha de ouro da exposição Paris Universelle (1900) e até a Revolução, cerca de 37 anos, a Casa de Fabergé produziu cerca 150 mil peças, mostrando o domínio de várias técnicas de esmaltado e ouro de cores diferentes como o amarelo, branco, verde e vermelho. além de inventar tons sutis como laranja, cinzento e ouro azul.

 

Se os czares russos foram seus principais clientes, não foram os únicos. Os ovos imperiais usufruíram de tal fama que Fabergé chegou mesmo a fabricar pelo menos 15 para clientes privados. Entres eles existe uma série de 7 ovos feitos para o milionário industrial russo Alexandre Kelch entre 1898 até 1904. Eles não são tão majestosos quanto os ovos imperiais, nem tão originais, uma vez que, muitas vezes, não passavam de réplicas daqueles que eram encomendados pelo Czar.

 

Dos 69 ovos conhecidos, apenas 61 chegaram aos nossos dias. A grande maioria encontra-se em exposição em museus públicos por todo o mundo, 30 deles na Rússia. Dos 52 ovos imperiais conhecidos (há muitas controvérsias sobre o número real de ovos imperiais, mas o maior consenso, hoje, está em 52 peças), sobreviveram 44. Dos 8 ovos perdidos, existem apenas fotografias de dois, o da “Palácios Dinamarqueses”, de 1903, e o “Ovo comemorativo de Alexandre III” de 1909.

 

Depois da Revolução Russa, a “Casa de Farbegé” foi nacionalizada pelos bolcheviques e a família Fabergé” fugiu para a Suíça, onde Pierre-Karl Fabergé morreu em 1920. Os palácios dos Romanov foram saqueados e os seus tesouros retirados, por ordem de Lenin, para os armazéns do Kremlin.

 

Num leilão para adquirir mais dinheiro estrangeiro, em 1927, Stalin mandou vender muitos dos ovos depois de serem avaliados por Agathon Fabergé, irmão de Pierre-Karl. Entre 1930 e 1933, 14 ovos imperiais abandonaram a Rússia. Muitos dos ovos foram vendidos a Amand Hammer, presidente do “Petróleo Ocidental” e amigo pessoal de Lenin, cujo pai foi um dos fundadores do Partido Comunista dos Estados Unidos. Emanuel Snowman, da loja de antiguidades de Wartski, em Londres, também, adquiriu algumas peças.

 

A casa Fabergé ainda existe, continua produzindo jóias sob encomenda e está representada, hoje, na França, Alemanha e Itália.

 

 

Lista de Ovos "Imperiais" Fabergé

                                                   * Desaparecido
  1. 1885 Galinha (foto)

  2. 1886 Galinha com Pendente de Safira *

  3. 1887 Relógio da Serpente Azul

  4. 1888 Querubim e Carruagem *

  5. 1889 Necessaire *

  6. 1890 Palácios Dinamarqueses

  7. 1891 Memória de Azov

  8. 1892 Diamantes Incrustados

  9. 1893 Cáucaso

  10. 1894 Renascimento

  11. 1895 Botão de Rosa (foto)

  12. 1895 Doze Monogramas

  13. 1896 Miniaturas Giratórias

  14. 1896 Retratos de Alexandre III *

  15. 1897 Coroação (foto)

  16. 1897 Mauva * - do qual resta apenas a surpresa - um coração esmaltado vermelho que se abre em 3 porta-retratos (foto)

  17. 1898 Lírios do Vale (foto)

  18. 1898 Pelicano de Ouro

  19. 1899 Relógio Bouquet de Lírios

  20. 1899 Amores Perfeitos

  21. 1900 Transiberiano

  22. 1900 Relógio Cuco (foto)

  23. 1901 Cesto de Flores Silvestres

  24. 1901 Palácio Gatchina

  25. 1902 Folhas de Trevo (foto)

  26. 1902 Império Nephrite *

  27. 1903 Pedro, o Grande (foto)

  28. 1903 Jubileu Dinamarquês *

  29. 1906 Kremlin de Moscou

  30. 1906 Cisne

  31. 1907 Grinaldas de rosas ou Troféu do amor

  32. 1907 Treliça de Rosas (foto)

  33. 1908 Palácio de Alexandre

  34. 1908 Pavão

  35. 1909 Iate

  36. 1909 Comemorativo de Alexandre III *

  37. 1910 Colunas

  38. 1910 Alexandre III eqüestre

  39. 1911 15º Aniversário (foto)

  40. 1911 Laranjeira (foto)

  41. 1912 Czarevich (foto)

  42. 1912 Napoleônico

  43. 1913 Tricentenário Romanov

  44. 1913 Inverno
  45. 1914 Mosaico (foto)
  46. 1914 Catarina a Grande ou Grisaille
  47. 1915 Cruz Vermelha com trítico da ressurreição
  48. 1915 Cruz vermelha com retratos imperiais
  49. 1916 Ovo militar em aço
  50. 1916 Ordem de São Jorge (foto)
  51. 1917 Ovo de Bétula - não chegou a ser entregue (foto)
  52. 1917 Constelação - não chegou a ser entregue

 

 

 

 

 

 

 Fonte:Le monde

Enciclopédia Britânica

Wikipedia

Mieks Fabergé Eggs

Matt & Andrej Koymasky

Treasures of Imperial Russia

 

 

 

 

 

 

 

 

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1909 Iate - 15,3 cm de altura

 

 

1902 Folhas de Trevo - 9,8 cm de altura

 

1911 15º Aniversário - 13,2 cm de altura

 

1911 Laranjeira - 29,8 cm de altura

 

1912 Czarevich - 12,5 cm de altura

 

1914 Mosaico - 9,5 cm de altura

 

 

1916 Ordem de São Jorge - 8,4 cm de altura

 

1917 Ovo de Bétula - 9,5 cm de altura

 

 

 

 

Em novembro de 2001, o Museu Nacional da Rússia anunciou que o "Ovo de Bétula", encomendado pelo kzar Nicolau II para a Páscoa de 1917, foi encontrado em Londres, onde fazia parte de uma coleção particular desde 1927, quando foi vendido pelo governo soviético junto com outras 450 peças que faziam parte do tesouro imperial.

 

Junto com o ovo,  também foi encontrada a sua fatura, emitida por Fabergé em 12 de abril (25 no calendário gregoriano), não mais para o "czar de todas as Rússias", mas, simplesmente, ao sr. Nikolai Aleksandrovich  Romanov, já que em 2 de março (15 no calendário gregoriano), o czar abdicara. Embora a fatura tenha sido paga (o equivalente a 6 mil dólares na época) nem o czar, nem a czarina, chegaram a ver a peça.

 

Com o declínio das fortunas russas durante a Primeira Guerra Mundial e o clima cada vez mais revolucionário no país, em 1916, o czar não quis aumentar ainda mais a sua impopularidade encomendando outro ovo repleto de metais e pedras preciosas. Assim, dessa vez, solicitou ao joalheiro que fosse feito de bétula, uma madeira de lei típica da região da Carélia*. No interior, entretanto, Fabergé guardou uma surpresa cara: um elefante mecânico com oito grandes diamantes, 61 pequenos diamantes e uma chave cravejada de diamantes em que gravou as iniciais "MF" - da czarina Maria Fyodorevna. Entretanto, o elefante desapareceu, provavelmente roubado por soldados durante a Revolução de Outubro. O valor de mercado estimado da jóia, hoje, é de 3 milhões de dólares.

 

*Carélia

A República da Carélia é uma divisão federal da Federação Russa, localizada no Noroeste do país. Tem uma extensão de 180.000 km², 732 quilômetros de fronteira com a Finlândia e uma população de 766 mil habitantes. Mais de 49% da região está coberta por bosques e 25% do território está constituído por uma superfície de água. Existem mais de sessenta mil lagos. O Ladoga e o Onega são os mais importantes. O comprimento total dos rios é de 83.000 km. Os minerais e o aproveitamento dos recursos florestais são as principais fontes de riqueza da República. Sua capital é Petrozavodsk e seus idiomas oficiais são o carélio e o russo.

 
 

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Atualizado em: 05 agosto, 2010.