SERRO

Três Séculos de História

Localizado na região do Alto Jequitinhonha (Médio Espinhaço), na zona central leste de Minas Gerais, a cidade de Serro abriga um patrimônio histórico de inestimável valor, composto por casarões e igrejas e ricamente ornamentadas que assinalam a fase de preponderância econômica e social, alcançado pelo Serro no período colonial. Merecidamente, a cidade foi a primeira do Brasil a ter  o seu acervo urbano-paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 8 de abril de 1938.

 

Sua arquitetura é uma das mais ricas do chamado “Circuito dos Diamantes”. A tricentenária histórica e tradicional cidade do Serro envolve-se hoje nas dobras do tempo, mas, conserva bem vivas as marcas de sua memória de uma era de esplendor, fé religiosa e riqueza.

 

Costuma-se dizer o  Serro é o lugar que produziu para a história do país a maior quantidade de homens ilustres por metro quadrado: a família de Teófilo Otoni, os poetas Salomé de Queiroga e Murilo Araújo, governadores João Pinheiro e Efigênio de Sales, os juristas Pedro Lessa e Edmundo Lins. Houve um tempo em que o Serro, que ainda hoje abriga pouco mais de 15 mil habitantes, ocupava assento na Academia Brasileira de Letras e em boa parte das cadeiras do Supremo Tribunal Federal.


A culinária é outra grande riqueza local, geralmente feita em fogão a lenha e com sabores e segredos do século passado. Destaca-se também a produção da cachaça, da seleção da cana de açúcar, passando pela fermentação em puro fubá, e a destilação em tonéis de cobre. A cidade fez fama por ser um ótimo lugar para um roteiro gastronômico.

 

Marcado pela presença de rios e serra que determinam sua peculiar topografia, o município, com a extensa área de 1.113km², apresenta formato bastante irregular, o que leva seu território a estender divisa naturais com nada menos que nove outros municípios confinantes.

 

Atravessando quase todo o município em linha de elevação longitudinal, a Serra do Espinhaço desempenha o papel de grande dispersor regional de águas, comportando as nascentes do rio Jequitinhonha , que toma a direção norte, e dos rio Guanhães e do Peixe que descem em rumo sul até encontrar o Santo Antônio, afluente do Rio Doce.

Foi nos depósitos aluviais às margens de rios e córregos que o ouro aflorou em abundância nas explorações de início do século XVIII na região do Serro, como viria também a ser no leito do Jequitinhonha e seus afluentes, além das lavras de diamantes nas proximidades de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras.

Se a natureza do terreno propiciou no passado rica atividade mineradora, o mesmo não aconteceu com relação à agricultura. As melhores terras se situam ao sul do município, notadamente às margens do rio Guanhães, área onde tem florescido com relativo êxito, ao lado de outras culturas, a lavoura do café.

A criação de gado leiteiro é a base econômica de maior expressão, com leite se destinando principalmente ao fabrico do famoso queijo do Serro, um dos principais produtos locais.
 

Alguns dados sobre o Município:

Área: 1.214.94 km
Latitude sul: 18° 36’ 23”
Longitude: oeste 43° 22’ 46”
Altitude: 781 a 940 m ( na sede )
Temperatura média anual: 19° c
População: 21.012. Hab.
Clima: Temperado

 

Principais rios:
Rio Jequitinhonha (nascente), Rio do Peixe, Ribeirão da Saia, Córrego da Prata, Ribeirão do Lucas, Ribeirão do Capivari, Ribeirão Mosquito.

Distâncias:
BH ( via Curvelo ) 320 km ( asfalto )
BH ( Via Conceição do Mato Dentro ) 342 km ( estrada de chão )
BH (Via Guanhães ) 310 km ( asfalto )
 

Como acessar a cidade:

Partindo de Belo Horizonte, pode-se acessar o Serro por:


1- Pela BR 040 no sentido Belo Horizonte/Brasília até o trevo de Curvelo e a partir daí pela MG 259, passando pelas cidades de Curvelo, Gouveia e Datas. Todo trajeto é feito em rodovia asfaltada. Este percurso tem cerca de 320Km de extensão

2- Pela rodovia estadual passando por Lagoa Santa, Serra do Cipó e Conceição do Mato Dentro. Somente o trajeto Belo Horizonte/Serra do Cipó se constitui por rodovia asfaltada.Este trajeto tem cerca de 220Km de extensão

 

Onde Ficar:

Apesar de ainda não possuir uma infra-estrutura adequada para receber um grande número de turistas, a cidade oferece um hotel, uma pousada e algumas acomodações onde o visitante poderá desfrutar de conforto a preços muito acessíveis.

 

O que Conhecer:

Igreja Matriz de N. S. da Conceição: Construída em 1720, passando a partir daí por sucessivas reformas. Suas 2 torres, em estrutura de madeira, são uma das mais altas do Brasil neste gênero. Em seu interior são encontradas adornos típicos da terceira fase do barroco mineiro. Na parte externa, nos fundos, existe uma muralha de pedra-sabão, construída pelos escravos.

Igreja de N. S. do Carmo: Localiza-se na praça João Pinheiro, assentada em uma escadaria em forma de cálice, construída em pedra-sabão. Seu interior é rico em pinturas e adornos barrocos.
Igreja de Santa Rita: Foi construída por volta de 1745. A escadaria, ligando esta igreja a praça João Pinheiro é uma das mais belas atrações turísticas da cidade.
Igreja de Bom Jesus do Matozinhos: Situada na praça Cristiano Ottoni, é um dos mais belos templos do Serro, mostrando a riqueza da arquitetura barroca.

Casa do Dr. João Pinheiro: Casarão colonial, onde nasceu o estadista Dr. João Pinheiro e atualmente serve de sede para a Prefeitura municipal.
Chácara do Barão: Construção barroca, com janelas envidraçadas em estilo gótico. Em ambos os lados, pode-se conhecer as senzala, com pia em pedra e calçamento "pé-de-moleque. Foi a residência do Barão Tião Ferreira Rabelo (1905). Atualmente abriga um museu de peças sacras.

Casa dos Ottoni: Construção de aparência simples lembrando pelas linhas arquitetônicas, os velhos solares rurais mineiros.
Casa de Pedro Lessa: uma das construções mais elegantes da cidade, o sobrado é provavelmente de meados do séc. XIX. Após passar por uma restauração, transformou-se em pousada.

Casa do Barão de Diamantina: O belo sobrado foi construído na segunda metade do séc XIX.
Sobrado da Prefeitura Municipal: Construção do último quartel do Século XIX.
Casa de caridade Santa Tereza (Hospital): Instituição edificada no local da antiga casa de Fundição desde 1858.
 

Manifestações religiosas, folclóricas e outras:

Semana Santa: A Semana Santa é recordada com grande fé na cidade. Os principais acontecimentos, como, a crucificação, e a Via Sacra são encenados ao vivo.

Festa do Divino: Realizada na semana de Pentecostes

Festa do Rosário: Sem dúvida é a maior e mais bela festa religiosa e folclórica do Serro. Realizada na primeira semana de julho, a padroeira dos negros, é homenageada com as danças típicas do Congado do Serro. Após o hasteamento da bandeira de N.S. do Rosário há um belo show pirotécnico.

Festa do Cavalo: Realizada, a cada ano, na primeira semana de maio, com apresentações de rodeios, shows sertanejos, concursos de marcha eqüina e leilões agropecuários

Festa do Queijo: O Serro se orgulha de produzir um dos melhores e dos mais conhecidos queijos artesanais do Brasil: O queijo do Serro. A cada ano, no princípio de setembro é realizada a festa do queijo

 

Belezas naturais

Aliado ao rico patrimônio histórico e artístico, o Serro oferece também, nas cercanias da cidade, áreas de paisagem natural de grande beleza e muito propícias para o lazer, tais como:

Cascatinha

Cachoeira Malheiros

Cachoeira do Moinho de Esteira

Pico do Itambé: Localizado entre os municípios de Serro e Santo Antônio do Itambé. Com 2002m de altitude, durante a escalada desta serra pode-se vislumbrar belas paisagens

 

Distrito de Milho Verde:

Dotado de uma beleza cênica muito grande, o distrito de Milho Verde, vem recebendo um grande contingente de turistas nos feriados prolongados. Esta região possui cachoeiras de rara beleza, tais como:

Cachoeira do Carijó

Cachoeira do Moinho

Lageado

Saiba mais: História do Serro

                    Queijo do Serro