Difícil
encontrar alguém que nunca tenha visto como acontece a
produção artesanal de uma pizza numa pizzaria, ou mesmo em
casa.
Mas, você tem idéia de como ela é produzida numa indústria?
Este interessante filme mostra o processo industrial de
produção das pizzas congeladas. Confira!!
Pizza é pizza em
qualquer lugar do mundo, inclusive seu nome é pronunciado como na
Itália.
Achados arqueológicos indicam ,já no Período Paleolítico (45.000 -
9.000 a.C.), nossos antepassados usaram pedras para moer cereais
selvagens e raízes ricas em amido, utilizando as polpas trituradas
diretamente como alimento ou assando-as em pedras quentes. Em
escavações, foram encontradas diversas dessas pedras, que eram
comumente colocadas em uma cova junto com as cinzas incandescentes
quentes, e que podem ser consideradas como as precursoras dos
futuros fornos.
Pizza é uma
preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de
farinha de trigo, regado com molho de tomates e coberto com recheios
variados que normalmente incluem algum tipo de queijo, carnes preparadas
ou defumadas e ervas, especialmente orégano ou manjericão, tudo assado
em forno, de preferência a lenha.
Difundido em todo o
planeta, talvez seja o prato mais democrático que existe, agradando a
ricos e pobres.
Origens
pré-históricas
Primeiro o homem descobriu que se a
farinha resultante dos grãos de cereais que ele moía com duas pedras
fosse misturada com água e, depois, a massa resultante assada sobre uma
pedra quente, ele obteria um alimento capaz de saciar sua fome e
lhe dar muita energia. Assim, nasceu o pão. Acredita-se que tudo isso
aconteceu na Mesopotâmia, atual Iraque, no Período Neolítico, por volta
de 10 mil anos atrás, quando o homem já dominava o fogo e a cerâmica e deixava de ser caçador para explorar uma nova
atividade, cultivando cereais,
Depois, não se sabe
bem ao certo em que tempo isso aconteceu, mas quando se descobriu que
cobrindo a massa com alguma coisa e assando junto o resultado seria
uma delícia, nasceu a pizza. Claro que não exatamente como a temos hoje:
massa fina, molho de tomate, queijo derretido, recheio e uma pitada de
orégano por cima - pois essa só apareceu mesmo no início do século 19.
Antiguidade
O fato é que, desde
que foi descoberta a fermentação da massa e o forno - graças ao talento
dos egípcios, há mais ou menos seis mil anos - os pães passaram a ser
enriquecidos com diversos ingredientes, como azeitonas, ervas aromáticas
etc. Babilônios, fenícios, persas, hebreus e egípcios já misturavam
farinha de cereais de vários tipos e a água para assar, em fornos
rústicos, uns discos finos de massa ao qual chamavam de "Pão de
Abraão", algo muito parecido com os pães árabes atuais.
Acredita-se que essa seja a base que deu origem à pizza.
Os Gregos a chamavam
de "maza". Em Roma e na civilização Latina chamavam-na de "placenta" ou
"offa".
Os egípcios tinham o
costume de celebrar o aniversário do Faraó com um disco de massa
guarnecido com diferentes ervas.
Na Roma dos Césares,
os nobres políticos se deliciavam com uma comida feita à base de massa
de farinha, água e sal, assada ao forno e coberta com ervas e alho.
Três séculos antes
de Cristo, os fenícios costumavam acrescentar coberturas de carne e
cebola ao pão em forma de disco. Os turcos muçulmanos também adotaram
este costume durante a Idade Média. Acredita-se, que com o advento das
Cruzadas (século 11 ao século 14), essa prática de acrescentar cobertura
ao pão, tenha chegado à Itália pelo porto de Nápoles, cidade conhecida
como "a princesa do Mediterrâneo".
Iguaria
Napolitana
Realmente, uns
círculos de massa recobertos com ervas e especiarias eram um alimento
muito popular entre os pobres do sul da Itália quando. próximo do início
do primeiro milênio. surge o termo "picea", na cidade de Nápoles,
considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada
com ingredientes por cima. Não muito tempo depois aparecia, pela
primeira vez, na romântica Nápoles, a palavra pizza.
Acredita-se que a "picea"
derive de "pinsa" (particípio passado do verbo latino Pinsere - pisar
sobre, esmagar, moer, reduzir a pó), e que daí se derive a palavra
"pizza", que já era conhecida na Alta Idade Média. Durante os séculos
seguintes, surgem várias formas locais da palavra, indicando variações
culinárias sobre o tema - do doce ao salgado, com diferentes métodos de
cozedura. Na verdade, no Sul da Itália, até hoje, a idéia de pizza
abrange também as massas fritas e recheadas.
Mas há, também, quem
afirme que pizza vem do grego "pitta", que significa pão achatado.
Outros, ainda, afirmam que pizza poderia vir da palavra alemã antiga "bizzopizzo"
(hoje seria "bissen") que significava "pedaço de pão". Impossível saber
ao certo. Mas, uma coisa ninguém nega, a pizza, como a conhecemos hoje,
é napolitana.
Tempos Modernos
Com o descobrimento
da América, no final do século 15, os espanhóis trazem para a Europa um
alimento, até então, desconhecido e que, muitos anos depois, viria a dar
o toque final à definitiva receita da pizza: o tomate. Por vários
séculos, predominaram as chamadas pizzas brancas. Foi só na primeira
metade do século 19 que a pizza incorporou o tomate e, diriam alguns,
atingiu a perfeição.
No princípio, usado
apenas como planta ornamental, porque se acreditava que seus frutos
fossem venenosos, chegou à Itália em 1554, justamente pelo porto
de Nápoles, lugar onde viria a perder o estigma de veneno e a partir do
qual se tornaria muito popular na Itália (ao contrário da França onde
era alimento da elite), transformando-se num dos principais ingredientes
da culinária mediterrânea.
Entre a Idade Média
e Renascença, a pizza começa definir seu caráter democrático, oscilando
entre o uso popular e o gosto aristocrático; entre os banquetes reais e
as cantinas dos pobres.
À medida que se
tornava mais popular, erguiam-se barracas de rua onde eram
vendidas, assim como nas padarias. Eram consumidas dobradas ao meio,
como se fossem um sanduíche, inclusive no café da manhã. Normalmente, a
massa de pão recebia ingredientes baratos como alho, toucinho, peixes
fritos e queijo. Quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava queijos
mais nobres, pedaços de lingüiça ou ovos por cima.
Por volta do século
16, os pães redondos já eram muito parecidos com as pizzas, exceto pelo
fato de não se utilizarem tomates. O manjericão já despontava como
tempero predileto e a novidade já era apreciada na corte de Nápoles
Durante o século 18,
as pizzas eram cozidas em fornos a lenha (construídos de tijolos ou
pedras vulcânicas) e, durante o dia, vendidas nas ruas e vielas de
Nápoles por meninos que traziam na cabeça pequenas estufas de estanho
para mantê-las aquecidas e atraíam a clientela com seus gritos
característicos. Este incômodo método de vendas fez, entretanto, ainda
mais popular o novo prato.
É sobretudo entre os séculos 18 e 19 que a pizza impõem-se como o prato
preferido do povo napolitano, tornando-se parte integrante da tradição
culinária e símbolo da cidade de Nápoles. Também, nesse período, o
hábito de degustar a pizza no lugar onde ela é feita e não apenas em
casa ou nas ruas, começa a se firmar, abrindo caminho para o surgimento
primeiras das pizzarias, que já nasceram com as características físicas
que conhecemos hoje.
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