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JULHO 2009

 

HISTÓRIA DA PIZZA

 

 

 

Processo industrial

Produção de Pizzas Congeladas

 

Difícil encontrar alguém que nunca tenha visto como acontece a produção artesanal de uma pizza numa pizzaria, ou mesmo em casa.
Mas, você tem idéia de como ela é produzida numa indústria? Este interessante filme mostra o processo industrial de produção das pizzas congeladas. Confira!!

 

Clique aqui e veja esse vídeo ampliado

 

 

 

 

 

Pizza é pizza em qualquer lugar do mundo, inclusive seu nome é pronunciado como na Itália.

 

Achados arqueológicos indicam ,já no Período Paleolítico (45.000 - 9.000 a.C.), nossos antepassados usaram pedras para moer cereais selvagens e raízes ricas em amido, utilizando as polpas trituradas diretamente como alimento ou assando-as em pedras quentes.  Em escavações, foram encontradas diversas dessas pedras, que eram comumente colocadas em uma cova junto com as cinzas incandescentes quentes, e que podem ser consideradas como as precursoras dos futuros fornos.

Pizza é uma preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, regado com molho de tomates e coberto com recheios variados que normalmente incluem algum tipo de queijo, carnes preparadas ou defumadas e ervas, especialmente orégano ou manjericão, tudo assado em forno, de preferência a lenha.

 

Difundido em todo o planeta, talvez seja o prato mais democrático que existe, agradando a ricos e pobres.

 

Origens pré-históricas

 

Primeiro o homem descobriu que se a farinha resultante dos grãos de cereais que ele moía com duas pedras fosse misturada com água e, depois, a massa resultante assada sobre uma pedra quente, ele obteria um alimento capaz de saciar sua fome e  lhe dar muita energia. Assim, nasceu o pão. Acredita-se que tudo isso aconteceu na Mesopotâmia, atual Iraque, no Período Neolítico, por volta de 10 mil anos atrás, quando o homem já dominava o fogo e a cerâmica e deixava de ser caçador para explorar uma nova atividade, cultivando cereais,

 

Depois, não se sabe bem ao certo em que tempo isso aconteceu, mas quando se descobriu que cobrindo a massa com alguma coisa e assando junto o resultado seria  uma delícia, nasceu a pizza. Claro que não exatamente como a temos hoje: massa fina, molho de tomate, queijo derretido, recheio e uma pitada de orégano por cima - pois essa só apareceu mesmo no início do século 19.

 

Antiguidade

 

O fato é que, desde que foi descoberta a fermentação da massa e o forno - graças ao talento dos egípcios, há mais ou menos seis mil anos - os pães passaram a ser enriquecidos com diversos ingredientes, como azeitonas, ervas aromáticas etc. Babilônios, fenícios, persas, hebreus e egípcios já misturavam farinha de cereais de vários tipos e a água para assar, em fornos rústicos, uns discos finos de massa ao qual chamavam de  "Pão de Abraão", algo muito parecido com os pães árabes atuais.  Acredita-se que essa seja a base que deu origem à pizza.

 

Os Gregos a chamavam de "maza". Em Roma e na civilização Latina chamavam-na de "placenta" ou "offa".

 

Os egípcios tinham o costume de celebrar o aniversário do Faraó com um disco de massa guarnecido com diferentes ervas.

 

Na Roma dos Césares, os nobres políticos se deliciavam com uma comida feita à base de massa de farinha, água e sal, assada ao forno e coberta com ervas e alho.

 

Três séculos antes de Cristo, os fenícios costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão em forma de disco. Os turcos muçulmanos também adotaram este costume durante a Idade Média. Acredita-se, que com o advento das Cruzadas (século 11 ao século 14), essa prática de acrescentar cobertura ao pão, tenha chegado à Itália pelo porto de Nápoles, cidade conhecida como "a princesa do Mediterrâneo".

 

Iguaria Napolitana

 

Realmente, uns círculos de massa recobertos com ervas e especiarias eram um alimento muito popular entre os pobres do sul da Itália quando. próximo do início do primeiro milênio. surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Não muito tempo depois aparecia, pela primeira vez, na romântica Nápoles, a palavra pizza.

 

Acredita-se que a "picea" derive de "pinsa" (particípio passado do verbo latino Pinsere - pisar sobre, esmagar, moer, reduzir a pó), e que daí se derive a palavra "pizza", que já era conhecida na Alta Idade Média. Durante os séculos seguintes, surgem várias formas locais da palavra, indicando variações culinárias sobre o tema - do doce ao salgado, com diferentes métodos de cozedura. Na verdade, no Sul da Itália, até hoje, a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas.

 

Mas há, também, quem afirme que pizza vem do grego "pitta", que significa pão achatado. Outros, ainda, afirmam que pizza poderia vir da palavra alemã antiga "bizzopizzo" (hoje seria "bissen") que significava "pedaço de pão". Impossível saber ao certo. Mas, uma coisa ninguém nega, a pizza, como a conhecemos hoje, é napolitana. 

 

Tempos Modernos

 

Com o descobrimento da América, no final do século 15, os espanhóis trazem para a Europa um alimento, até então, desconhecido e que, muitos anos depois, viria a dar o toque final à definitiva receita da pizza: o tomate. Por vários séculos, predominaram as chamadas pizzas brancas. Foi só na primeira metade do século 19 que a pizza incorporou o tomate e, diriam alguns, atingiu a perfeição.

 

No princípio, usado apenas como planta ornamental, porque se acreditava que seus frutos fossem  venenosos, chegou à Itália em 1554, justamente pelo porto de Nápoles, lugar onde viria a perder o estigma de veneno e a partir do qual se tornaria muito popular na Itália (ao contrário da França onde era alimento da elite), transformando-se num dos principais ingredientes da culinária mediterrânea.

 

Entre a Idade Média e Renascença, a pizza começa definir seu caráter democrático, oscilando entre o uso popular e o gosto aristocrático; entre os banquetes reais e as cantinas dos pobres.

 

À medida que se tornava mais popular, erguiam-se barracas de  rua onde eram vendidas, assim como nas padarias. Eram consumidas dobradas ao meio, como se fossem um sanduíche, inclusive no café da manhã. Normalmente, a massa de pão recebia ingredientes baratos como alho, toucinho, peixes fritos e queijo. Quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava queijos mais nobres, pedaços de lingüiça ou ovos por cima.

 

Por volta do século 16, os pães redondos já eram muito parecidos com as pizzas, exceto pelo fato de não se utilizarem tomates. O manjericão já despontava como tempero predileto e a novidade já era apreciada na corte de Nápoles
 

Durante o século 18, as pizzas eram cozidas em fornos a lenha (construídos de tijolos ou pedras vulcânicas) e, durante o dia, vendidas nas ruas e vielas de Nápoles por meninos que traziam na cabeça pequenas estufas de estanho para mantê-las aquecidas e atraíam a clientela com seus gritos característicos. Este incômodo método de vendas fez, entretanto, ainda mais popular o novo prato.


É sobretudo entre os séculos 18 e 19 que a pizza impõem-se como o prato preferido do povo napolitano, tornando-se parte integrante da tradição culinária e símbolo da cidade de Nápoles. Também, nesse período, o hábito de degustar a pizza no lugar onde ela é feita e não apenas em casa ou nas ruas, começa a se firmar, abrindo caminho para o surgimento primeiras das pizzarias, que já nasceram com as características físicas que conhecemos hoje.
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ALIMENTANDO O SABER

PÊRA

A mais sensual das frutas

 

Muito apreciada por sua textura macia, perfume inconfundível, sabor adocicado e suculência, a pêra (Pyrus communis) é um alimento nutritivo e versátil, que além de ser consumido in natura, se presta a diversos usos culinários. Já na Antiguidade, era cultivada em Roma, dali se dispersando por toda a Europa e pelo Novo Mundo, onde chegou pelas mãos dos primeiros colonizadores.   >>> Leia mais

POIRE

A aguardente de pêra

 

Poire é um destilado de pêra que nasceu na França, mais precisamente em Villette-de-Vienne, pequena cidade da região de Rhône-Alpes após a Segunda Guerra Mundial. Seu autor foi Joannès Colombier, um pequeno produtor de peras que, um dia, resolveu descobrir como ficaria um destilado daquelas suculentas peras Williams que ele tinha em seu pomar. >>> Leia mais

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Alimentos Orgânicos - Mercado em ascensão