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PÁSCOA
Celebrando a Vida,
o Renascer e a Esperança
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A PÁSCOA CRISTÃ
A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo que, segundo a
Bíblia, teria ocorrido três dias depois da sua crucificação. Ainda que
todos os domingos do ano sejam destinados pelas igrejas cristãs de todo
o mundo à celebração da ressurreição de Cristo (o que é feito por meio
da Eucaristia), no domingo de Páscoa, esse acontecimento ganha destaque,
já que se festeja uma espécie de aniversário da ressurreição;
é
a festa da vida.
Para entender o
significado da Páscoa cristã, é necessário recordar que muitas
celebrações antigas foram integradas nos acontecimentos relacionados com
Cristo.
A festa da Páscoa refere-se à última ceia de Jesus com os
Apóstolos, a sua prisão, julgamento e condenação à morte, seguida da sua
crucifixão e ressurreição (Jesus voltou a viver e subiu ao céu). A
celebração começa no Domingo de Ramos (quando Jesus entra em Jerusalém e
é aclamado com ramos de palmeira) e acaba no Domingo de Páscoa (com a
Ressurreição de Cristo): é a chamada Semana Santa.
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Os bastidores políticos
A Páscoa judaica influenciou alguns dos acontecimentos relacionados à
prisão, condenação e morte de Jesus. Primeiro, relata a Bíblia, houve
o receio de provocar um levante popular, caso a prisão ocorresse
durante a festa. Os temores, porém, mostraram-se infundados. Levado ao
governador Pilatos, Jesus ainda teria a chance de ser libertado, já
que era costume soltar um prisioneiro na Páscoa. Mas o povo,
influenciado pelos sacerdotes, pediu a liberdade para outro
prisioneiro, Barrabás. Na sexta-feira, Jesus foi crucificado e
sepultado, mas, no domingo, o sepulcro amanheceu vazio. Nesse mesmo dia,
várias pessoas o viram e falaram com ele.
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A Páscoa é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma
das mais antigas, tendo surgido
no início do segundo século em Roma, com o distanciamento do Judaísmo. O
Cristianismo gentílico queria festejar sua própria festa,
desprendendo-se das tradições judaicas. Este processo foi lento e
conflituoso, já que durante os três primeiros séculos da Igreja, por
estar frequentemente sob perseguição, não houve tentativas de se
estabelecer as Festas Cristãs. Porém, quando Constantino se
tornou imperador (306 dC), e o Cristianismo deixou de ser ilegal, foi possível
considerar mais cuidadosamente a data da Páscoa. Um dos propósitos do
Concílio de Nicéia, em 325 dC., foi o de definir esta data, com a
recomendação de que caísse num domingo e nunca no dia da Páscoa Judaica.
Assim, ficou definido que ela seria comemorada no primeiro domingo após
a lua cheia do equinócio da primavera. O equinócio é o ponto da órbita
da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite. Isso
significou que a Páscoa seria uma data móvel, que aconteceria
anualmente, sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Mas há um modo mais fácil de saber quando é o domingo de Páscoa. Basta
contar 46 dias a partir da quarta-feira de cinzas. A Páscoa cristã é
antecedida pela Quaresma, período que dura 40 dias entre a quarta-feira
de cinzas e o domingo de Ramos, que acontece uma semana antes da Páscoa.
Os católicos destinam a Quaresma para fazer penitência, como o jejum,
com o objetivo de libertar as pessoas dos pecados.
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Quaresma, período de penitência
A Quaresma é um período
de quarenta dias entre o final do tríduo carnavalesco e a Páscoa. É
um período no qual os cristãos eram convidados a fazer penitência.
No início dessa tradição, as penitências eram públicas e aqueles que
haviam pecado gravemente deviam cobrir-se de cinzas desde a quarta
feira.
Era
também um período de preparação para o batismo, que ocorria no
Domingo de Páscoa. Desde 1964 que, no Brasil, o período da Quaresma
é celebrado com a Campanha da Fraternidade. |
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A Páscoa cristã é
festejada no início da primavera no hemisfério Norte e alguns elementos
deste período muito significativo, em função do rigor do inverno, que
parece matar
toda a vida, foram inseridos no contexto da festa. O coelho,
por exemplo. pois é o primeiro animal que reaparece depois do inverno e tem um grande
poder reprodutor. Na primavera a natureza reascende como se ressurgisse.
Considerando o sentido da Páscoa cristã, este acontecimento se torna
significativo, uma proclamação da vitória da vida sobre o poder da
morte, efetivada na ressurreição de Jesus Cristo.
Os elementos hoje presentes nos "símbolos" pascais nos remetem a esta
mensagem da vida. Evidentemente, que para nós do hemisfério Sul, alguns
elementos não tem muita força de significado, pois não reflete nossa
experiência, mas isso não tira destes elementos seu valor.

A Páscoa
cristã, embora alicerçada na Páscoa judaica, apresenta outros
caracteres. Sabemos que Jesus na última ceia estava
comemorando a Páscoa judaica, pois Jesus e seus discípulos
eram judeus: Ele tinha sido instruído no Templo em Jerusalém,
Ele vivia como hebreu do seu tempo e respeitava a Lei.
Finalmente, sendo Rabi ensinava nas Sinagogas, que são ainda
hoje escolas da Lei (religiosa).
Mas a Páscoa cristã acrescenta elementos diferentes: além de
confirmar a pertença do fiel a Jesus e a Deus, ela lhe acena
com a remissão dos pecados, quando deles se arrepende e
confessa antes de aproximar-se da mesa da comunhão.
Ela, sobretudo, lhe garante a vida eterna, já que o Cristo por
sua ressurreição, venceu a morte.
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OS SÍMBOLOS DA
PÁSCOA CRISTÃ
A Cruz da
Ressurreição
Traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição. Símbolo da fé
católica. A cruz mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição
e também no calvário de Jesus Cristo. Desde o ano 325 d.C. é considerada
como símbolo oficial do cristianismo.
O Cordeiro
Simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de
todo o rebanho. Representa Jesus Cristo, o filho amado de Deus,
sacrificado como um cordeiro para tirar os pecados dos homens e do
mundo. O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Novo Testamento,
simboliza Cristo que é o Cordeiro de Deus sacrificado em prol da
salvação de toda a humanidade, seu rebanho.
O Pão e o Vinho
Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu
amor, representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus
discípulos, para celebrar a vida eterna. No Ocidente, o pão é
representado pela hóstia. O pão e o vinho eram, na Antigüidade, a comida
e bebida mais comuns. Jesus Cristo se serviu desses alimentos para
simbolizar sua presença constante ao instituir a Eucaristia. Assim, o
pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Jesus e a vida eterna.
O Círio (vela)
Quer dizer: "Cristo, a luz dos povos". Alfa e Ômega nela gravadas querem
dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo". É uma grande vela com cinco
cravos, representando as cinco chagas de Cristo nas mãos, nos pés e no
peito. As velas são uma marca das celebrações religiosas pascais. Em
certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na
Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para
acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as
velas da igreja. Então, acendem suas próprias velas e as levam para casa
a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. No Sábado Santo a celebração
católica é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo".
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O Calendário Cristão
O calendário cristão é um calendário
solar, cuja marcação do tempo baseia-se na movimentação do sol.
Remonta ao período de Júlio César, o primeiro imperador romano.
Com o auxílio de Sosígenes, astrônomo de Alexandria, Júlio César
elaborou um calendário em que o ano comum seria de 365 dias e que,
para acertar o ano civil ao ano trópico (designação para o tempo
decorrido entre duas passagens consecutivas), fosse acrescentado de 4
em 4 anos um dia complementar. Ao ano de 366 dias foi dado o nome de
bissexto. Por isso, a cada quatro anos o mês de fevereiro tem 29 dias.
Esse calendário foi criado no ano 45 a.C. e denominou-se calendário
juliano em homenagem ao imperador que o instituiu. No século 16 o
papa Gregório XIII fez algumas correções no calendário Juliano, e por
isso passou a ser chamado também de gregoriano. É que o ano trópico
não tem exatamente 365 dias e 6 horas como se pensava, e sim, 365
dias, 5 horas, 48 minutos e 50 segundos. Portanto, o calendário juliano estava errado em 11 minutos e 10 segundos por ano para mais.
Esses, acumulados no decorrer dos séculos, trouxeram confusão, a ponto
de em 1585 já haver uma diferença de 10 dias entre o ano trópico e o
ano civil. Coube então ao papa Gregório XIII determinar a reforma do
calendário cristão.
Embora o calendário cristão seja solar,
ele é lunar quanto à páscoa. Os cristãos tomaram emprestado o
calendário judaico para que a páscoa cristã coincidisse com a páscoa
judaica. É por isso que a cada ano a nossa páscoa cai em dias e até
meses diferentes. O princípio é o mesmo para o carnaval. Não existe
carnaval no calendário judaico, mas por ser o carnaval uma festividade
essencialmente pagã, adota-se o calendário lunar para que o carnaval
aconteça sempre antes da páscoa.
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Virgínia Brandão
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