Home Guia dos melhores lugares para se comer em São Paulo

Glossário de Produtos Gastronômicos e Guia de Fornecedores Guia de Fornecedores de Serviços Gastronômicos e para Eventos Guia de Escolas e Cursos Gastronômicos Tudo para o seu casamento Guia de Roteiros Gourmands Caderno de Receitas
 

 

Onde Comer Bem Produtos Serviços  Formação Roteiros Noivas Receitas   BOLETIM

 HOME
 Cadastre-se Grátis


 COLUNAS

  Cultura Gastronômica


  Gastronomia no Brasil


  Gastronomia no Mundo


  Cozinhas do Brasil
  Cozinhas do Mundo

  Chefs do Brasil


  Chefs do Mundo


  Curiosidades


  Gastronomia na Web
  Livros

  Revistas


  Programas de TV


  Instituições do Setor


  Clubes e Confrarias


  Marketing


 EVENTOS
 GASTRONÔMICOS
   Festivais
   Feiras
   Concursos
   Festas Populares
   Exposições
   Congressos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Informação e Cultura Gourmand

PROMOÇÕES



 

 

Festa de Nossa Senhora de Achiropita
 

 

 

A Festa de Nossa  Senhora. da Achiropita e uma das mais populares e tradicionais festas populares da capital paulista. São ao todo dez noites de festa italiana, sempre aos sábados e domingos, no período que geralmente vai do começo de agosto ao começo de setembro

 

A origem do culto a N. Sra. da Achiropita, segundo a Igreja, se dá em 580 d.C., quando um capitão chamado Maurício chegou por engano a uma aldeia calabresa e um monge local profetizou que ele havia sido mandado para lá por Nossa Senhora, que ele se transformaria em imperador e naquele vilarejo construiria um templo. Dois anos depois, Maurício, já imperador, seguiu as palavras do monge e mandou erguer um santuário dedicado a Nossa Senhora. Porém, a imagem que era pintada durante o dia desaparecia à noite. Em uma dessas noites, uma senhora visitou o templo. Quando o vigia entrou no santuário, preocupado com a mulher que demorava a sair, encontrou a imagem de Nossa Senhora pintada na parede. O guarda chamou as pessoas que passavam na rua, gritando "Achiropita!", palavra que significa, "não pintada" (pela mão do homem). O culto a N. Sra. da Achiropita se espalhou entre a comunidade italiana de São Paulo, e só existem duas igrejas dedicadas a ela em todo o mundo.
 

 

Para a festa são instaladas, na rua 13 de Maio, no quarteirão da igreja, trinta e cinco barracas que funcionam das 18 às 24 horas. Estas barracas oferecem os pratos típicos italianos, como as pastas (macarrões), as fogaças e pizzas, bebidas etc. Elas são gerenciadas por pessoas do bairro, que prestam contas à Associação, no final da noite. Na "Cantina Madonna Achiropita", além da grande mesa com pratos frios e quentes, há música italiana típica, ao vivo, com diversos cantores, danças, leilões e sorteio de brindes. Ali são servidas, também, deliciosas comidas italianas, preparadas carinhosamente pelas "mammas" (mães italianas, ou que dominam a preparação dos quitutes italianos) da comunidade. A partir das terças-feiras, em todas as semanas, as "mammas" se envolvem em tempo integral na preparação de pratos como fogaça, fricazza, espaguete à moda Achiropita, polenta, antepastos, peperoni al forno, melanzana al forno, sfogliatelli e canolli, entre várias outras especialidades bastante disputadas. Os preços na Cantina são mais altos que os da rua, e muitos participantes da festa dizem que na Cantina a comida é, também, melhor.
 

 

Para atender às mais de 200 mil pessoas, que costumam comparecer à festa, são consumidos por volta de dez toneladas de farinha de trigo, dez toneladas de espaguete, 4500 latas de óleo, 5000 quilos de muzzarela, dez mil litros de vinho à granel, 15 mil litros de chope e 15 mil litros de refrigerantes. Muitas indústrias colaboram também para a festa, doando materiais ou concedendo desconto especiais de seus produtos. Igualmente a Escola de Samba Vai-Vai, reduto de sambistas paulistanos, dá sua contribuição, participando das festividades com muito samba.

A festa ainda tem atrativos como as danças e canções napolitanas, a apresentação de grupos folclóricos e a "linha de produção" da fogaça, com mais de cem pessoas sob o comando de "seu" Vicenzo e dona Neuza. A preparação dos alimentos insere-se em parte na estrutura de economia tradicional, pois apresenta aspectos de mutirão, artesanais e o falatório que descontrai e ameniza o esforço dos que trabalham, além de envolver os clássicos segredos culinários. A participação de famílias, cujos membros trabalham em conjunto e não isoladamente, também é comum. Entretanto, a festa cresceu de tal forma que se tornou impossível preservar todas as características artesanais do preparo dos alimentos. Foi necessário confiar a uma padaria do bairro a preparação da massa da fogaça. O macarrão também é industrializado, embora os molhos continuem a ser preparados artesanalmente pelas "mammas" (Coimbra, 1987).
 

 

Outro costume da festa é o gigantesco queijo provolone com dois metros de comprimento e cerca de cem quilos, um dos prêmios mais cobiçados da festa, entre inúmeros outros, sorteado entre os que freqüentam as barracas.

Na igreja, durante todo o período da festa, há visitação à Santa, paralelamente às orações e bênçãos. É costume a igreja ficar completamente lotada de fiéis e nas horas das bênçãos, a demonstração de fé à N. Sra. da Achiropita é mais intensa.

A parte profana da festa desenvolve-se paralelamente às atividades religiosas, entre elas a tradicional Novena da Achiropita, que acontece durante a semana, sempre às 20 horas, com a animação de corais especialmente convidados. Em 1996, a Novena relembrou a cada dia um momento da história da paróquia, que comemorava então 70 anos de existência, embora os italianos do Bexiga afirmem comemorar N. Sra. da Achiropita há pelo menos 90 anos.

 

"A festa de Nossa Senhora da Achiropita é a mais tradicional do bairro, sem dúvida.[...] a festa tem quase 90 anos. Antes era uma capela, não era reconhecida pelo clero, não tinha padre e todo casamento ou batizado tinha que ser feito na Igreja do Divino Espirito Santo, na rua Frei Caneca [...]. No dia 19 de março de 1926, o clero reconheceu aqui como Igreja graças ao esforço do coronel Nicolau dos Santos. Então hoje a turma da Achiropita fala dos 68 anos de festa, mas eu tenho depoimentos que desmentem isso, inclusive do "seu" José Scaramuzza [...]. Ele era um grande festeiro e eu tenho o depoimento dele dizendo que em 1906 já existia a festa, maior do que hoje. Vinham até bandas da Itália tocar” (Seu Armandinho do Bexiga, apud Moreno, 1996).


A procissão em louvor à Nossa Senhora Achiropita, pelas ruas do bairro (com a costumeira homenagem dos alunos da Escola Maria José, que confeccionam o tapete de flores da rua Manoel Dutra), é também esperada e minuciosamente preparada, do mesmo modo que a Festa da Apoteose, no encerramento, com atrações especiais na rua e na cantina da Madonna, onde o espírito comunitário aflora. No tapete, feito de flores, tampinhas de garrafa e serragem, as inscrições feitas pelos jovens demonstram suas preocupações. Em 1997 uma delas lembrava o sociólogo Betinho, outra recomendava o uso de camisinha no combate à AIDS e outra mais exaltava o futebol.

 

 

Ainda hoje é possível ver, nas janelas de alguns prédios, toalhas e lençóis estendidos, para saudar a santa, como era comum nos velhos tempos. Este costume servia, inclusive, para sublinhar as distinções entre os ricos e os pobres do bairro. Atualmente esta prática incorporou-se aos símbolos da festa, depois de reconquistada pela ação dos moradores, que a haviam abandonado durante alguns anos em razão do desânimo que a intervenção excessiva da Igreja, ditando regras e "organizando" a seu modo o evento, causou.


A retomada da organização da festa, segundo Coimbra (1987) foi de fato uma conquista dos moradores do bairro, que conseguiram estabelecer uma mediação entre seus interesses na festa e os da igreja. São eles, inclusive, que decidem, atualmente, de que modo será aplicado o lucro obtido com ela.
Como acontece na Festa do Divino e muitas outras ainda hoje, a Festa da Achiropita, no princípio também era promovida por um festeiro anual, escolhido por sorteio entre os candidatos ou por promessa. Atualmente esta figura se tornou coletiva, uma vez que toda a comunidade se responsabiliza pela festa.

Eram os comerciantes donos de armazéns que davam as grandes prendas, que eram levadas das casas numa carroça que a comissão possuía. Para angariar fundos para a construção da igreja, a comissão angariou dinheiro, objetos de ouro e mesmo utensílios de uso doméstico (como panelas) oferecidas à Santa por seus devotos. Ainda hoje é com doações dos moradores e comerciantes que se conseguem as prendas das festas, embora já não se use uma carroça (Coimbra, 1987).

 

A comida também foi introduzida, mais tarde, na festa, que até então seguia o estilo de quermesse. A descoberta do interesse do público em geral pela comida das “mammas" resultou em que ela fosse introduzida na festa, em barracas, o que afinal acabou se tornando tradição.

 

Os organizadores não cansam de repetir que o sucesso da festa se mede pelo crescente público que prestigia o evento, fruto do trabalho voluntário de seiscentos membros da comunidade do Bexiga.

 

Confira!!

 

80ª Festa Nossa Senhora Achiropita

       De 04 de agosto a 02 de setembro de 2007 (aos sábados e domingos)
     
Entrada :grátis
       Rua 13 de Maio - Bexiga - São Paulo

Horário: sábados das 18h00 as 00h e domingos das 18h00 as 23h30.

Shows


Convites
Sábado - R$ 40,00 por pessoa (dá direito ao show, a um lugar na mesa, ao buffet com pratos quentes e frios. Bebidas e sobremesas serão cobrados a parte) (preço sujeito a confirmação)

Domingos - R$ 20,00 por pessoa (dá direito ao show, a um lugar na mesa e a um prato de macarrão ao molho Achiropita. Bebidas e sobremesas serão cobrados a parte) (preço sujeito a confirmação)

Horário de venda dos ingressos
Segunda a Sexta das 18 às 21h
Sábados das 9 às 12h

 

Informações:

Rua treze de Maio, 478 - Bela Vista - São Paulo
Fone: (11) - 3283-1294 / 3105-2789/ fax 3106-9301
achiropita@achiropita.org.br 

www.achiropita.org.br   


 

 

 

 

Fonte: Amaral, Rita. Festa à Brasileira: sentidos do festejar no país que "não é sério".
Disponível na Internet, via www.aguaforte.com/antropologia/festaabrasileira/festa.htm
Capturado em 04/08/2005


 

Patrocínio:


 

 

 

 

 


Quem Somos O Correio Gourm@nd Redação Comercialização Mapa do Site Fale Conosco

              Copyright © 2005  -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 22 janeiro, 2008 .