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 Festival Internacional de Gastronomia e Cultura de Tiradentes
Encontro de Nacionalidades e Sabores

 

 

A cidade de Tiradentes

 

Nenhum lugar poderia ser melhor para a realização de um festival de cultura e gastronomia do que a cidade de Tiradentes. A beleza e a tranqüilidade da cidade que ainda guarda ares coloniais, com sua arquitetura do século XVIII, aguçam os sentidos do visitante.

 

 

O passeio na "Maria-Fumaça" é um dos programas preferidos dos turistas que lotam Tiradentes na época da Mostra de Cinema.

Bela, pequena e pacata, a cidade ostenta uma das mais deslumbrantes igrejas católicas do Brasil. As paredes internas da matriz de Santo Antônio são de um intenso dourado, reflexo de um passado de riqueza durante o Ciclo do Ouro. A segunda igreja mais rica do país não é um bem isolado em Tiradentes. É integrada harmonicamente ao conjunto histórico, que dá uma atmosfera nostálgica à cidade.

Compõem a paisagem a Serra de São José, calçadas centenárias com pedras irregulares que exigem dos passantes sapatos baixos e anatômicos; as beiras e eiras nos telhados de antigas moradias, edificações públicas como a cadeia pública; e o chafariz de São José com suas três faces, passagem obrigatória para os viajantes que corriam as estradas mineiras em busca de saúde, amor e fortuna. Todo esse cenário secular é pincelado pela estética das artes plásticas. Nos recentes anos 60 e 70, artistas plásticos de vanguarda migraram para Tiradentes em busca de tranqüilidade e qualidade de vida.

Nessa nova atmosfera artística, Tiradentes atraiu vários outros criadores e promotores culturais. Entre eles, Yves Alves, que dos anos 80 até 1996, quando faleceu, promoveu uma verdadeira revolução cultural na cidade. Sua mobilização atraiu empresários, artistas e promotores culturais, interessados em fazer de Tiradentes um bom lugar para se viver e se visitar.

Precioso patrimônio arquitetônico

 

 

Tombada em 1938 pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Spham), Tiradentes guarda um valioso patrimônio histórico e arquitetônico. Graças à iniciativa de algumas entidades e de figuras apaixonadas pela cidade, à atuação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), e ao apoio de empresas privadas, a cidade trabalha para manter preservados seus bens culturais. Além da belíssima matriz de Santo Antônio, o conjunto arquitetônico de Tiradentes reúne exemplares como a Casa do Padre Toledo, a Casa de Cultura, o Chafariz São José, o prédio da Prefeitura Municipal e a Cadeia Pública.

No entanto, com o crescimento da cidade e a solidificação de eventos de grande porte, o patrimônio merece cada vez mais atenção. Como a área preservada corresponde apenas a 35% de todo o perímetro urbano, já se percebe alguma descaracterização e um crescimento desordenado em algumas regiões. O momento é de cuidados, mas, ainda assim, a cidade mantém uma atmosfera bucólica. O entorno da cidade é composto pelos recortes da Serra de São José, cachoeiras e vegetação remanescente da Mata Atlântica.

História

A cidade começou nos primeiros anos do século XVIII, numa região denominada de Vale do Rio das Mortes, próximo à Serra de São José. A região era de grande importância fiscal, econômica e militar, pois era caminho entre as zonas de mineração e os povoados paulistas. Mas ali também se descobriu ouro. E já em 1704 um pequeno ajuntamento de garimpeiros chamado de Arraial de Santo Antônio do Rio das Mortes tornou-se Arraial Velho do Rio das Mortes.

Em 19 de janeiro de 1718, a freguesia de Santo Antônio foi elevada à condição de Vila de São José Del Rei, nome escolhido para homenagear o futuro rei D. José, filho de D. João V, que havia nascido em 1714. Naquela época, Tiradentes já era uma localidade progressista, com milhares de escravos, dezenas de artífices e inúmeras vendas e lojas. Era mais desenvolvida que a vizinha São João. Época de grande fartura, nas primeiras décadas do século XVIII foi construída a maior parte do casario e das edificações religiosas de Tiradentes. Em 1730, ocorreu um dos momentos áureos da vila, graças à exploração do ouro.

Mas, já no final do século XVIII, por volta de 1780, começa o seu declínio. O esgotamento de seus recursos minerais, que já afetava a Capitania das Minas Gerais desde 1750, começava a desgastar a Vila de São José. Poucos anos depois, sucumbe à escassez do ouro e ao fracasso da Inconfidência Mineira. O movimento dos inconfidentes mineiros contra a tirania da Coroa Portuguesa durou quatro anos (de 1785 a 1789) e foi abortado exemplarmente. O símbolo maior da repressão portuguesa foi o enforcamento de Tiradentes e a distribuição de partes de seu corpo pelo caminho das Minas Gerais.

Passado o impacto da reação portuguesa, já no século XIX os moradores da Vila de São José buscam outras formas de subsistência. A atividade mineradora dá lugar à agricultura e à pecuária, e a vila se dedica à venda de carne de boi, porco e carneiro para Minas e Rio de Janeiro. Em 6 de dezembro de 1889, a cidade recebe o título de Tiradentes por ter nascido ali, na fazenda de Pombal, em 1746, a personagem que se tornou símbolo dos ideais de liberdade do Brasil-Colônia.

Matriz de Santo Antônio

 

 

A Matriz de Santo Antônio, a segunda igreja mais rica do país, não é um bem isolado em Tiradentes. É integrada harmonicamente ao conjunto histórico, que dá uma atmosfera nostálgica à cidade

Pode-se dizer que a matriz de Santo Antônio não é apenas um dos mais belos templos barrocos de Minas Gerais. É também do Brasil, especialmente no seu interior. Uma exuberante obra de talha dourada recobre toda a igreja. São quase meia tonelada de ouro, doados pelos mineradores à igreja no auge do Ciclo do Ouro. A capela-mor apresenta admirável talha, repleta de motivos ornamentais e belíssimas pinturas no forro e nas paredes laterais.

O coro é outra preciosidade, ornamentado com finos trabalhos de talha e de pintura bem ao estilo rococó. Sua balaustrada estende-se lateralmente para abrigar o antigo órgão da igreja, trazido de Portugal em 1788

A fachada é de discreta elegância. Foi modificada em 1810, a partir de um risco encomendado a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Apresenta frontão com caprichosas volutas e portada entalhada em pedra-sabão. No adro da igreja, encontra-se, desde 1785, um relógio de sol feito em pedra sabão, que hoje é reproduzido pelos artesãos locais.

 

Anime-se a visitar a cidade e aproveite o  Festival Internacional de Gastronomia e Cultura de Tiradentes. Vale realmente a pena. Mas caso não possa ir nessa época, a cidade é interessante o ano todo. Em janeiro, desde 1996, acontece também a Mostra de Cinema de Tiradentes, que ultrapassou suas pretensões iniciais e hoje é o maior festival de cinema do Brasil em quantidade de filmes exibidos - uma média de 130 produções nacionais em apenas nove dias - e maior também em número de público. 

 

Para facilitar ao máximo para você, apresentamos abaixo uma tabela de serviço com informações muito úteis.
 

Divirta-se!!

 

 

Serviço

Outras informações sobre Tiradentes

 
Localização: Sudeste de Minas Gerais, na região denominada Campos das Vertentes, junto à Serra de São José.  
Altitude: 887 metros
Ponto mais elevado: Serra de São José, 1.430 metros.  
Área: 83 km²  
População: 5.759 habitantes (IBGE - Censo 2000)  
Clima: Úmido, característico das regiões montanhosas.
Temperatura: Mínima 6ºC (julho)
Máxima 36ºC (janeiro)  
Cidades limítrofes: - Norte - Coronel Xavier Chaves e Prados  
- Sul - São João del-Rei  
- Leste - Prados  
- Oeste - São João del-Rei  
Acessos:
Principais rodovias: BR-040
BR-381 e 
BR-265  

Distâncias:

Algumas capitais brasileiras:

- Belo Horizonte (190 km)  
- Rio de Janeiro (330 km)
- São Paulo (480 km)
- Vitória (738 km)
- Brasília (772 km)  
Cidades históricas mineiras: - São João del-Rei (14 km)  
- Prados (23 km)  
- Coronel Xavier Chaves (24 km)  
- Resende Costa (35 km)  
- Congonhas (127 km)  
- Sabará (217 km)  
- Ouro Preto (170 km)  
- Mariana (270 km)  
- Serro (447 km)  
- Diamantina (476 km)  
 
 

 

 

FESTIVAL INTERNACIONAL DE GASTRONOMIA E CULTURA DE TIRADENTES
Data: 19 A 28 de agosto de 2005
Tiradentes - MG
www.festivalgastronomia.com.br
Reservas: Pampulha Turismo Ltda.
Fone: 3372-7777
 

 

 

Patrocínio:


 

 

 

 

 


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Atualizado em: 22 janeiro, 2008 .