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A DIETA MEDITERRÂNEA
Licínia de Campos
Serviço de Informação da Carne
Desde os anos 1950,
os profissionais de saúde têm estudado as dietas dos povos
mediterrâneos. Os gregos, particularmente os de Creta, tinham a maior
expectativa de vida no mundo até 1960, seguido pela população do Sul da
Itália, Espanha e França. Os aspectos importantes da dieta mediterrânea
são a alta ingestão de cereais, grãos, hortaliças, leguminosas secas,
azeite de oliva, alho, ervas frescas, frutos do mar e frutas. O vinho é
consumido com a alimentação em moderação. Carne e aves são também
consumidos com
moderação. As gorduras animais na forma de manteiga, creme ou toucinho,
não são incluídas na dieta.
Muito da alimentação
atual do Mediterrâneo pode ser rastreada dos tempos antigos. A área que
compreende o Mediterrâneo consiste em 3 continentes e mais de 15 paises.
Alguns dos paises que influenciam a dieta mediterrânea são: Portugal, o
sul da Espanha, o sul da França, o sul da Itália, Grécia, Creta, sul da
Turquia, Síria ocidental, Líbano ocidental, Israel ocidental, norte do
Egito, norte da Líbia, norte da Algéria e do Marrocos.
Foi nas costas do
Mediterrâneo que a Civilização Ocidental começou. A oliveira, trigo,
frutos do mar e carnes eram realçados pelas especiarias árabes do Leste.
Diz-se que os árabes tiveram grande influência na Dieta Mediterrânea,
trazendo nozes, açafrão, arroz, espinafre, açúcar de cana e laranjas à
região. É lógico que cada país tem a sua própria maneira de prepará-los,
tendo adaptado os ingredientes ao sabor local. Mas o que se pode
perceber é que existe um consumo comum dos mesmos ingredientes, e até
mesmo
na cocção. O resultado é bastante promissor, pois embora consumam mais
do que as taxas preconizadas para o índice de gordura diária, a saúde de
seus longevos, com atividades normais em idades avançadas, faz com que
paremos para pensar nos parâmetros que regem a atual dieta ocidental.
Vamos fazer uma breve exposição dos ingredientes, receitas e
características da dieta mediterrânea. A maioria das suas receitas
consiste em ingredientes naturais e saudáveis. Uma melhor compreensão da
alimentação mediterrânea pode tornar nossas dietas mais saborosas,
desfrutáveis e saudáveis, tirando a conotação de que uma dieta tem de
ser insossa e monótona.
Azeite de oliva e
saúde
É um dos pilares da
dieta mediterrânea, não somente por suas características sensoriais e
sua boa aceitação, mas também pelos efeitos benéficos demonstrados na
saúde.
Homero, entendendo
seus efeitos benéficos, chamou-o de "ouro líquido" e os romanos
ampliaram seu cultivo por todo seu Império. A chegada dos árabes à
Península Ibérica proporcionou um importante impulso no suco da
azeitona, que eles chamaram de az-zait, o azeite. Deste então até nossos
dias, o azeite de oliva tem merecido atenção e elogio de escritores e
entendidos em nutrição e gastronomia.
Carne curada e
embutidos
Ao longo dos tempos,
a carne fresca tem sido processada, e dentro dos diversos animais
consumidos, o seu processamento foi a forma encontrada para facilitar o
armazenamento. Era também uma maneira de aproveitar as partes menos
úteis, sem desperdícios da carne abatida. A grande tradição mediterrânea
de presuntos e embutidos é provavelmente de origem romana e grega e
assim demonstram os nomes como lingüiça e salsicha que provem dos
embutidos romanos lucanica e salsicius. Aos gregos se atribui a invenção
do chouriço de sangue. O presunto oferece um generoso aporte de
vitaminas do complexo B, sobretudo a niacina. É rico em ferro, magnésio,
zinco e cálcio, e principalmente em fósforo. Cabe destacar que a gordura
do presunto ibérico tem uma característica importante: o ácido graxo
majoritário é o oléico, característico do azeite de oliva. Este facilita
a produção de HDL (o bom colesterol) no organismo, reduzindo ao mesmo
tempo o LDL (o mau colesterol).
Carne fresca
Os conhecimentos a
cerca do consumo de carnes na alimentação humana remontam desde o
Neolítico, baseados em achados e estudos arqueológicos. Posteriormente,
as primeiras fontes escritas (no Egito e no Oriente Próximo,
principalmente) dão uma idéia aproximada a respeito do consumo das
carnes e da transformação do ser humano de caçador a criador. Isto
provocou o desenvolvimento de várias técnicas e métodos de conservação
(salgados, dessecados, defumados) que permitiram ao homem, mesmo em
períodos de escassez, seu consumo constante. Sem dúvida, as carnes tem
sido e são alimentos muito valorizados e apreciados pelos humanos.
Do ponto de vista nutricional, a abundancia de proteínas de elevado
valor biológico, assim como sua riqueza em ferro e outros minerais e
vitaminas, fazem das carnes um alimento ótimo, que deve ser incluído na
alimentação humana de forma racional. Assim, em termos gerais, pode-se
afirmar que as carnes são boa fonte de minerais: potássio, sódio, zinco,
fósforo e ferro. Com respeito às vitaminas, as carnes fornecem uma
excelente quantidade, sobretudo do complexo B (B1, B2, B3, B6 e B12).
Frutas
Sabe-se que a fruta
é consumida como sobremesa, ao final da refeição, desde o tempo do
Império Romano. Os romanos reservavam as frutas para o final de suas
refeições abundantes e intermináveis, porque conheciam seus efeitos
saciantes e anorexígenos. Para aumentar as festas e não frustrar
precocemente suas comilanças, deixavam a uva, cerejas, melões e outras
frutas da temporada para o final dos festins. O alto teor de frutose da
fruta faz com que tenha capacidade para reduzir o apetite.
As frutas são um
grupo de alimentos de origem vegetal, com um alto aporte de vitaminas,
minerais, fibras e água, e baixo teor energético. Estudos sobre a dieta
mediterrânea destacam os nutrientes que aparecem nas frutas como agentes
que repercutem beneficamente na saúde. As frutas têm um importante papel
na alimentação equilibrada em qualquer etapa da vida. São alimentos bem
aceitos pelas pessoas em geral, básicos durante a vida adulta e
imprescindíveis para a formação de bons hábitos alimentares, na infância
e adolescência. Por outro lado, a diminuição observada no consumo de
frutas, principalmente na população infantil e juvenil, faz com que seja
necessário uma mobilização imaginativa para fazer chegar à população, a
conveniência de seu consumo por seu valor nutricional e papel protetor
da saúde.
Frutos secos
São aqueles frutos
cuja parte comestível é a semente e possuem em sua composição menos de
50% de água. Portanto esta definição abrange alimentos de diferentes
origens, que compartilham de uma particularidade: ricos em gorduras
(menos para a castanha portuguesa) e pobres em água. Ricos em antioxidantes (vitamina E e selênio), minerais e fibras,
são alimentos
muito nutritivos e completos, que se adaptam facilmente a diferentes
pratos, salgados ou doces, ou podem ser consumidos como
aperitivos ou petiscos ao longo do dia. No Mediterrâneo é comum serem
utilizados como elementos de decoração ou enriquecimento de sobremesas,
pães e biscoitos. Com eles
se elaboram produtos típicos das festas natalinas como os torrones, por
exemplo.
Hortaliças e
verduras
Desde a antiguidade
o consumo de hortaliças e verduras faz parte da dieta mediterrânea,
sendo uma de suas principais características. Desde o ano 50 de nossa
era, Plínio, o Velho, descobriu que os vegetais podiam ser consumidos
crus, com um pouco de sal e vinagre. A estes se chamou "acetaria", o que
poderia ser considerado como antepassado da salada.
Estes elementos
permanecem atrelados à dieta mediterrânea até os dias atuais, por terem
se adaptado perfeitamente ao estilo urbano e rápido da vida atual. São
pobres em gordura e proteínas, mas constituem um concentrado de fibras,
carboidratos, vitaminas, minerais e outros componentes saudáveis que
combinam sabores ao longo de toda a costa mediterrânea, desde tempos
imemoráveis. Na atualidade sabe-se da importância que tem na saúde e nos
possíveis benefícios sobre esta. As recomendações se encontram por volta
de 5 porções diárias, sendo uma delas de forma crua.
Ovos
Na época romana, os
ovos se converteram em um ingrediente indispensável na cozinha e
principalmente na confeitaria. Na Idade Media, constituíram um alimento
básico das pessoas mais humildes. Também no século XXI ainda é um
alimento barato, de fácil cocção, grande versatilidade culinária e valor
nutricional.
A fama do ovo como
alimento se explica, entre outros motivos, por suas características
nutritivas. Considera-se como alimento de referência por possuir todos
os aminoácidos essenciais. Tem um aporte de altas quantidades de
vitaminas (B12, ácido pantotênico, biotina, vitaminas D, A, B2 e
niacina) e minerais (especialmente selênio, fósforo, iodo e zinco) e uma
quantidade relativamente baixa em calorias.
A gordura suposta da
parte comestível é de 10,8% e inclui uma elevada proporção de
fosfolipídios, alta quantidade de acido graxo essencial linoléico,
elevado conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados e uma relação entre
ácidos graxos polinsaturados e saturados muito favoráveis. Cada ovo
contem cerca de 245mg de colesterol. As características na composição
lipídica do ovo e os conhecimentos que se tem atualmente sobre a
etiologia das enfermidades coronárias, obrigam a retificar a má fama que
teve até pouco tempo na sua relação com o colesterol plasmático e a
enfermidade coronária.
Derivados lácteos
Os leites
fermentados são muito utilizados por sua alta digestibilidade e
durabilidade. A origem se localiza nas tribos nômades do Oriente Médio,
Bálcãs e Cáucaso. A evolução destes produtos ao longo dos anos pode ser
atribuída às habilidades culinárias destes povos que transmitiram a arte
da fabricação do leite fermentado de geração em geração.
São excelentes fontes de proteína de alto valor biológico, minerais
(cálcio, fósforo, potássio) e de vitaminas (A, D, riboflavina, acido
fólico e B12). Um grande número de indivíduos tolera melhor a lactose
dos leites fermentados que a do leite. A lactose dos queijos maturados
praticamente desaparece devido à fermentação dos microrganismos. O
iogurte tem alto valor nutritivo e seu consumo é associado a uma serie
de benefícios para a saúde. Proporciona muitos nutrientes junto com
microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio da flora
intestinal.
Leguminosas
Segundo dados
históricos, as leguminosas são cultivadas desde as épocas muito remotas,
e os homens primitivos as consumiam quase cotidianamente em forma de
papas ou purês nos diferentes paises da costa mediterrânea. A
possibilidade de poder conservar-se durante muito tempo inalterado um
gênero alimentício, de fácil preparo, com valor nutritivo ótimo, foi sem
dúvida o motivo de seu êxito e a incorporação aos costumes alimentares
de muitos paises, entre eles o Brasil, que perduram até nossos dias. As
leguminosas mais características do Mediterrâneo são as lentilhas, o
grão-de-bico e o feijão branco.
A composição nutricional das diversas variedades de leguminosas é
altamente recomendada, devido às concentrações adequadas e equilibradas
de nutrientes. Esta composição pode variar ou modificar-se por inúmeros
fatores. A presença de nutrientes variados como proteínas de alto valor
biológico, carboidratos complexos, vitaminas, minerais, fibras e baixo
teor graxo, conferem às leguminosas uma grande importância, assim como
alto interesse nutricional em serem utilizadas na alimentação humana.
Mel
É utilizado como
alimento desde o raiar da humanidade. Para muitas tribos primitivas era
também um elemento ritual, como se pode observar no antigo Egito, onde
se embalsamavam os mortos com mel. O mel era praticamente o único
adoçante existente na maioria das civilizações antigas, até que os
árabes introduziram a cana de açúcar no século IX. Nesta época, o açúcar
era considerado como um artigo de luxo.
Dos cem componentes
integrantes do mel, os elementos principais são os açúcares (na maior
parte frutose e glucose), água e, em menor quantidade, vitaminas e
minerais. Entre suas vitaminas encontram-se as do grupo B e a vitamina
C, mas em quantidades tão insignificantes que não representam um grande
valor nutritivo. Possivelmente é o pólen que fornece as proteínas,
vitaminas e minerais, visto que o mel contem mil grânulos em suspensão.
Pão
Atribui-se aos
egípcios (600 anos AC) a arte de elaborar os primeiros pães fermentados,
passando do consumo de pão ázimo (sem fermento) feito sobre pedras, ao
consumo de pães fermentados e cozidos em fornos especiais. Este alimento
tem estado presente em todas as culturas mediterrâneas ao longo dos
tempos. Tem sido o sustento principal dos desfavorecidos, utilizado como
acompanhamento em refeições das classes privilegiadas, como lanche dos
viajantes, como moeda para o pagamento de trabalhadores, como símbolo de
riqueza e poder.
É um alimento básico e seu consumo está amplamente espalhado. Obtém-se
da fermentação da farinha, misturada com fermento (Saccaromyces
cerevisiae), sal e água, o trabalho da massa e sua posterior cocção. O
componente maior são os carboidratos em forma de amido. Contém fibra,
minerais e vitaminas, os integrais em maior quantidade que os brancos, e
relativamente pouca gordura (exceto pão de forma, ao qual se adiciona
gordura para obter as características sensoriais especificas).
Macarrão
Na mitologia latina
conta-se que houve uma disputa entre Vulcano, o deus do fogo e Ceres, a
deusa da vegetação e dos grãos. O deus enfureceu-se tanto que arrancou
todos os grãos de trigo da terra e os amassou com sua enorme clava de
ferro. A farinha que obteve, introduziu na boca do Vesúvio entre suas
chamas e vapores, e então as regou com azeite e comeu o primeiro prato
de macarrão com azeite da história.
A matéria prima mais recomendada para a elaboração das massas são as
sêmolas de trigo duro, que tem um alto teor em proteínas, ricas em
glúten e relativamente pobres em amido. Este tipo de trigo tem uma
particularidade que mesmo depois de moída, seus produtos continuam sendo
granulosos, o que permite que se elabore uma massa resistente à cocção,
mais consistente e menos pegajosa. O valor nutritivo da massa é
indiscutível, tendo em conta que é elaborada a partir do trigo. Mais
importantes ainda em riqueza nutricional são as massas elaboradas com
ovos. As proteínas do trigo são de baixo valor biológico e necessitam
ser combinadas com outros alimentos protéicos. Nas massas "com ovos"
esta situação é perfeita. As proteínas do trigo se combinam com as do
ovo (de alto valor biológico) para terminar em um alimento muito
nutritivo. Por outro lado, o macarrão normalmente se alinha com o
azeite, e na costa mediterrânea falar de azeite, significa o de oliva.
As conclusões são obvias, um prato quase perfeito do ponto de vista
nutricional.
Cereais: arroz
Atribui-se aos
árabes a expansão de seu cultivo pela Península Ibérica. O arroz é o
cereal cujo cultivo está mais difundido pelo mundo, só superado pelo
trigo. Outros cereais característicos do mediterrâneo são o centeio,
milho, cevada, aveia e amido de milho. Tem um consumo mais regional e de
menor amplitude que o trigo e o arroz.
A maior parte da
energia proveniente do arroz vem dos carboidratos, especialmente do
amido. O conteúdo em fibra dietética é mais do dobro no arroz integral
que no branco, e quanto às fibras se destaca a fibra insolúvel
(celulosa, lignina, algumas hemicelulosas). O conteúdo em proteínas
oscila entre 6 e 8% em ambos tipos de arroz, e o arroz é o cereal que
contem menor proteína quantativamente dentro do grupo. A diferença do
trigo e de outros cereais, as proteínas do arroz contem glúten. O teor
de lipídeos não é significativo e em relação aos micronutrientes, seu
valor é maior no arroz integral que no polido, com
exceção do cálcio e zinco.
Pescado
Durante a época
romana, o pescado, fresco ou em conserva, era um componente importante
da dieta romana e são conhecidas listas que incluem as numerosas
espécies mais consumidas como alimento. Os romanos estabeleceram um
extenso sistema de tanques ou viveiros, nos quais podiam conservar
pescados, tanto espécies de água doce como de água salgada.
Atualmente, graças aos modernos transportes, temos todo tipo de pescados
nos mercados de qualquer parte do mundo. Também podemos especificar que
a sardinha é o pescado mais importante do ponto de vista econômico de
todo o Mediterrâneo, e que o atum, ainda que habite no Atlântico, se
reproduz no Mediterrâneo. Outro pescado abundante neste mar é o
bacalhau.
É essencialmente
estrutural, já que contem uma grande quantidade de proteínas de alto
valor biológico, fornecem todos os aminoácidos essenciais em quantidade
adequadas. O pescado gordo é um alimento energético e uma das fontes
principais de acido graxos Omega 3.
Vinho
A história do vinho
é tão antiga quanto a humanidade. O vinho imprimiu um caráter marcante
nas civilizações e nos povos que souberam elaborá-lo e apreciá-lo. O
homem pré-histórico sabia com toda certeza como elaborar vinho, e os
paleontólogos encontraram fosseis que parecem vestígio de azeitonas e
uvas prensadas. Os escritos mais antigos, incluindo as tabuas de argila
cuneiforme da Babilônia, e os papiros do antigo Egito, contem numerosas
referencias ao fruto fermentado da videira. A civilização cristã
transmitiu o conceito simbólico da criação do vinho por Noé.
Até o século XIX, a
maioria dos vinhos que se consumiam eram sempre do ano devido às
dificuldades de conservação. Com Pasteur pode-se dizer que nasceu a
moderna Enologia, que é de certo modo a medicina do vinho.
O consumo moderado de vinho é uma característica dos paises da costa do
Mediterrâneo. Não somente pelo tipo de álcool consumido mas também pela
maneira de consumi-lo, pode atuar como protetor da enfermidade
coronária. O vinho está presente na mesa da família de uma maneira
habitual. O papel do vinho na dieta mediterrânea começou a levantar
suspeitas a partir do que se chamou de "paradoxo francês". A mortalidade
por enfermidade coronária não era a mesma para um francês de Toulouse
que para um norte americano da Califórnia. No sul da França a taxa de
mortalidade era muito menor e se suspeitou de que o consumo de vinho
tinha algum papel nesta relação.
Ainda que seja
difícil recomendar o consumo de álcool, conhecendo os efeitos
prejudiciais do mesmo quando consumido em quantidades excessivas,
existem numerosos estudos que relacionam o consumo moderado de álcool
(principalmente vinho) com a enfermidade coronária, com a demência, e
com os altos níveis de glucose depois das refeições.
Bacia Mediterrânea

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