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Conheça os
melhores endereços da cidade de São Paulo e seus arredores, onde
adquirir produtos gourmands de qualidade. Muitos deles, entregam
em todo o Brasil.
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O açúcar comum ou sacarose, de cana ou de beterraba,
é um dissacarídeo de fórmula condensada C12H22011, isômero (quando
existem dois ou mais compostos químicos com fórmulas e pesos
moleculares idênticos mas com propriedades diferentes) da maltose e
da lactose. Apresenta-se sob forma de pequenos cristais. É branco,
inodoro, solúvel em água, insolúvel no álcool absoluto e no éter, a
frio; apresenta densidade de 1,58 e ponto de fusão de 180o C;
decompõe-se a 200o C, antes de entrar em ebulição. É hidrolisável
(hidrólise - processo químico baseado na decomposição de uma
substância pela ação da água), quando aquecido com ácidos diluídos,
segundo a reação denominada inversão. |
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AÇÚCAR
Açúcar é um produto alimentar fabricado industrialmente, de sabor
doce, solúvel na água, extraído sobretudo da cana-de-açúcar e da
beterraba, também chamado sacarose.
O açúcar em forma de pó branco e refinado, como se consome hoje
em dia, é de uso relativamente recente. Não obstante, seu
emprego sem purificação é mencionado em livros sagrados dos
hindus no século 9 a.C. Da Índia ele passou para as culturas
clássicas mediterrâneas e é citado com freqüência por autores
gregos, como Teofrasto, e romanos, como Plínio. Difundido na
Europa pelos árabes, na Idade Média, sua utilização como
alimento tardou a propagar-se.
O açúcar era, a princípio, empregado quase que exclusivamente na
medicina. Mais tarde comprovaram-se suas qualidades de alimento
fundamental, que proporciona calor e energia e é ingrediente
básico na formação da gordura.
Alimento energético perfeito e inteiramente digestível pelo
organismo humano, é um composto químico de carbono (teor
variável), hidrogênio e oxigênio, estes na relação constante de
dois para um, como na água. O açúcar contribui para nutrir as
plantas, que o elaboram com base no anidrido carbônico retirado
do ar e da água. A planta o armazena em determinados tecidos
para consumi-lo durante o crescimento e para formação de fibras,
sementes etc.
Comercialmente, o açúcar recebe o nome da planta de onde provém,
e os mais importantes são os de cana e de beterraba, que, depois
de refinados, tornam-se carboidratos puros. Obtêm-se nos
laboratórios químicos outras formas de açúcares, os sintéticos.
Do alcatrão, por exemplo, obtém-se a sacarina, 300 vezes mais
doce que o açúcar de cana, porém sem nenhum valor nutritivo.
Açúcar de cana
Tanto a cana-de-açúcar quanto seu produto eram conhecidos no
subcontinente indiano desde 3000 a.C. O general grego Nearco,
que acompanhou Alexandre ao Indo, menciona um caniço que
produzia "mel" sem a ajuda de abelhas. O vocábulo original
sânscrito sarkara ou sakkara, "areia", "saibro", deu sukkar em
árabe, sákharon em grego, zucchero em italiano, sugar em inglês,
sucre em francês e açúcar em português.
Também os métodos de extração passaram da Índia à Indochina e ao
resto do mundo e não mudaram muito, desde a antiguidade. Quando
a cana atinge o ponto de maior concentração de açúcar, é cortada
e espremida nas moendas das usinas ou dos engenhos. Inicia-se
então o processo de fabricação do açúcar, que continua nas fases
de clareamento do suco por meio de calor e de precipitantes à
base de cal. Depois, o suco é concentrado por fervuras em
caldeiras a vácuo até o ponto de precipitar-se em cristais
pardos pelo resfriamento. O suco concentrado, ou melaço, é
separado do açúcar cristalizado por centrifugação. Embora possa
ser consumido, o açúcar assim obtido, de cor escura, chamado
mascavo, sumeno ou preto, é na maioria das vezes dissolvido e
tratado por substâncias químicas (anidrido sulfuroso e ácido
fosfórico), filtrado e mais uma vez cristalizado, com a forma do
pó fino e alvo, como é geralmente conhecido.
Submetida ao simples processo de esmagamento, a cana fornece de 60
a 75% de suco doce e potável (garapa ou caldo de cana), rico em
sais minerais e açúcares vegetais como glicose e sacarose. A
evaporação da garapa fornece um melado ou xarope que, submetido
a diferentes tratamentos, dá os diversos tipos de açúcar
encontrados no comércio: refinado, cristal, mascavo, demerara,
rapadura, etc.
O álcool, a cachaça e o rum são fabricados a partir do melaço
que se desprende dos cristais de açúcar nos coadores
centrífugos. O melaço é empregado também como fertilizante e
como alimento para o gado bovino.
Açúcar de beterraba
Na fabricação do açúcar de beterraba, as raízes são cortadas em
rodelas e submetidas a um processo de difusão, a fim de
facilitar a saída do açúcar através de membranas do tecido
vegetal, o que se consegue aquecendo as rodelas em recipientes
adequados. Por compressão, extrai-se o sumo açucarado do
resíduo; o caldo é clareado sob a ação sucessiva de uma massa de
cal e de dióxido de carbono, em seguida é filtrado, descorado,
evaporado e, por fim, cristalizado. Em algumas fábricas já se
obtém o açúcar branco, mas em geral o produto é submetido ao
processo de refinação.
A beterraba açucareira (Beta vulgaris, variedade Saccharifera
Alefeld) só foi cultivada no Egito e no sul da Europa, embora
fosse encontrada, em estado selvagem, na Ásia. Era usada como
legume e como alimento para o gado. Guilherme III, rei da
Prússia, interessou-se por suas pesquisas e financiou a primeira
fábrica de açúcar de beterraba do mundo: a de Cunern, que
começou a funcionar em 1802.
História
Durante os séculos 17 e 18, o Brasil e as Antilhas foram
praticamente os únicos abastecedores de açúcar da Europa, já que
a Ásia exportava quantidades insignificantes. No início do
século 19, as lutas militares e econômicas entre a França e o
Reino Unido reduziram ainda mais o comércio de açúcar de cana.
Entretanto, graças a essas mesmas lutas, surgiu na Europa uma
nova indústria: a do açúcar de beterraba.
Em 1747, o químico prussiano Andreas Sigismund Marggraf
conseguira extrair açúcar da beterraba, mas do ponto de vista
econômico, o processo mostrou-se desvantajoso. Procurando
incentivar a produção açucareira no continente, ao tempo do
chamado "bloqueio continental", Napoleão ofereceu recompensa a
quem melhorasse as técnicas de produção de açúcar de beterraba;
em conseqüência, já em 1850, 14% da produção mundial era de
açúcar de beterraba.
A política econômica e uma série de medidas técnicas fizeram com
que em 1900-1901, dos 9,4 milhões de toneladas de açúcar
produzidas, 62% fossem de açúcar de beterraba e apenas 38% de
açúcar de cana.
A posição privilegiada do açúcar de beterraba foi, entretanto,
efêmera, pois já em 1920-1921, sua produção passou a representar
apenas um terço da produção mundial. Foram várias as razões para
a retomada de posição do açúcar de cana:
1- a guerra sino-japonesa (1895) permitiu ao Japão, com a
aquisição de Formosa, tornar-se independente de fornecedores e
implantar ali uma grande e moderna indústria de açúcar;
2- a guerra hispano-americana (1898), permitindo o controle
político dos Estados Unidos sobre as Filipinas e Porto Rico,
levou grandes capitais americanos para essas ilhas, bem como
para Cuba, que ampliaram e modernizaram sua agroindústria
açucareira;
3- a substituição dos antigos engenhos de cana, de pouca
capacidade de produção e de baixo rendimento, por engenhos
centrais a princípio e, mais recentemente, por modernas usinas,
de capacidade e rendimento muito superiores aos dos velhos
engenhos;
4- a criação e propagação de novas variedades de canas, mais
produtivas e mais resistentes a certas moléstias;
5- as duas grandes guerras que atingiram, mais diretamente, os
centros produtores de açúcar de beterraba (Estados Unidos e
Europa).
Regiões produtoras
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Processo de fabricação do
açúcar a partir da cana-de-açúcar:
Preparo da cana: a cana é lavada, picada e desfibrada antes
de chegar às moendas (onde são trituradas) para a extração do caldo.
Tratamento do caldo: uma vez peneirado para a eliminação das
impurezas o caldo é encaminhado para a fabricação do açúcar.

Fabricação do Açúcar Cristal
Purificação: nesta etapa o caldo é aquecido e encaminhado
para os separadores (processo de decantação), que absorvem as
impurezas, dando origem a um caldo claro.
Evaporação e Cristalização: este caldo é submetido a um
processo de evaporação, transformando-se em xarope. O xarope é
enviado a outra etapa de concentração e cozimento que resulta em uma
mistura de cristais com mel.
Centrifugação e Secagem: os cristais extraídos são enviados
para centrífugas que os separam do mel. No entanto, após a separação
os cristais de açúcar ainda apresentam um nível alto de umidade, que
só é eliminado com a ação de secadores (ar quente).

Fabricação do Açúcar Refinado
Dissolução de Açúcar Cristal e Purificação: a primeira etapa
do processo de fabricação do açúcar refinado consiste na dissolução
em água do açúcar cristal. Esta solução é submetida a um novo
processo de purificação, gerando uma calda.
Evaporação e Solidificação: a calda gerada no processo de
purificação é aquecida até um ponto estabelecido. Em seguida, ela é
transferida para batedeiras, que a transforma numa massa quente e
úmida de açúcar. Nesta etapa, os cristais não têm uma forma
definida.
Secagem e Resfriamento: para secar e esfriar o açúcar é
enviado para secadores com passagem de ar quente e frio.
Peneiramento: o açúcar é peneirado para separar os
aglomerados e obter a uniformidade dos cristais. Da parte mais fina
é extraído o açúcar de confeiteiro e do restante, obtém-se o açúcar
refinado.

Fabricação do Açúcar Refinado Granulado
Evaporação e Cristalização: o caldo claro extraído da
purificação é submetido a um processo de evaporação, que o
transforma em xarope. O xarope é enviado a outra etapa de
concentração e cozimento que resulta numa mistura de cristais com
mel.
Centrifugação e Secagem: os cristais extraídos são enviados
para centrífugas que os separam do mel. No entanto, após a separação
os cristais de açúcar ainda apresentam um nível alto de umidade, que
só é eliminado com a ação de secadores (ar quente). Assim é
produzido o açúcar cristal.
Peneiramento: o açúcar cristal é peneirado para separar os
aglomerados e obter a uniformidade dos cristais de açúcar. Deste
processo resulta o açúcar refinado granulado.

Mascavo

Demerara


Rapadura


Algodão doce


Candy |
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A cana-de-açúcar é um produto das regiões tropicais e
subtropicais, enquanto a beterraba predomina nas regiões
temperadas. Exceto algumas variações regionais, observa-se que,
no hemisfério norte, o paralelo de 30o delimita as áreas da
cana-de-açúcar e da beterraba. No hemisfério sul, o cultivo da
beterraba além de recente, tem produção pequena e limitada a
poucos países, como Austrália, Argentina e Uruguai.
Os principais produtores de açúcar, pela ordem de importância,
têm sido: Rússia, Brasil, Cuba, Índia, Estados Unidos, China,
França, México, Austrália e Alemanha. Alguns países, por sua
posição geográfica, encontram condições favoráveis para o
cultivo tanto de cana-de-açúcar quanto de beterraba, resultando
daí dupla atividade agro-açucareira. O exemplo mais importante é
o dos Estados Unidos.
Os países que participam do comércio internacional do açúcar
podem ser enquadrados nas seguintes categorias:
(1) países onde
o açúcar é um dos principais produtos de exportação, tais como
Cuba, Indonésia, Brasil, República Dominicana, Maurício, Fidji,
estados do Caribe, Guiana e Filipinas;
(2) países que exportam apenas seus excedentes, como Austrália,
Polônia, Hungria, Bélgica e Alemanha;
(3) países que bastam a si mesmos, como França, Portugal, Japão,
Itália, Índia, Rússia e Argentina;
(4) países que completam com importações sua produção doméstica
insuficiente, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Suíça,
China, Turquia, Egito e Suécia;
(5) países que dependem, quase inteiramente, da importação, como
Chile, Grécia, Finlândia, Nova Zelândia e Uruguai.
Tipos de Açúcar
Existem
diversos tipos de açúcares. As principais diferenças aparecem no
gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. A regra
básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais
vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto
ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos
químicos no último processo da fabricação, o refinamento
REFINADO
Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos
supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre
tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse
processo retira vitaminas e sais minerais, deixando apenas as
"calorias vazias" (sem nutrientes).
CRISTAL
É
o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem
dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por
um refinamento leve, que retira "só" 90% dos sais minerais. Por
ser econômico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece
nas receitas de bolos e doces. Usado como agente de corpo e,
principalmente, como adoçante na indústria alimentícia em geral,
destacando-se: bebidas, balas, biscoitos, chocolates, etc.
MASCAVO
É
o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do
caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de
refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais.
Mas seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a
algumas pessoas.
DEMERARA
Também usado no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é
um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não
recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são
marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os
do açúcar mascavo. Adoça menos que o branco, mas é mais doce e
tem sabor mais suave que o mascavo.
DE
CONFEITEIRO
Tem cristais tão finos que mais parece talco de bebê. Excelente
para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento
sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter minicristais e
a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para
evitar que os minicristais se juntem novamente.
ORGÂNICO
É
diferente de todos os outros tipos porque não utiliza
ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção,
do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais caro,
mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder
adoçante.
LIGHT
Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes
artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que
quadruplicam o poder de adoçar. Um cafezinho só precisa de 2
gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de
açúcar comum. Por isso, quem consome açúcar light ingere menos
calorias.
LÍQUIDO
É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado em
bebidas gasosas, balas e doces, o açúcar líquido não é vendido
em supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser
estocado em sacos, diminuindo os riscos de contaminação com
poeira ou microorganismos.
Rapadura
Rapadura é o caldo de cana aquecido e posteriormente resfriado
dando origem a uma massa solidificada, devido a grande
quantidade de cristais formados, e moldada em formas de madeira.
MELADO (mel de engenho)
É o líquido xaroposo obtido pela fervura e evaporação do caldo de
cana (Saccharum officinarum) até ficar consistente, ao mesmo
tempo em que é purificado com a retirada constante da espuma.
MELAÇO
É o líquido que se obtêm como resíduo de fabricação do açúcar
cristalizado, do melado ou da refinação do açúcar bruto.
FRUTOSE
É
o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum
aditivo, a frutose é cerca de 30% mais doce que o açúcar comum,
mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior
parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio
amargos.
Açúcar "candy"
O açúcar candy é a cristalização
lenta e
forçada da sacarose em torno de um fio
estendido para formar cristais ao acaso de tamanho grande
constituídos de sacarose pura. É, também, o mesmo processo do
algodão doce, onde a cristalização é conduzida e imediatamente
revolvida, levando à formação de diminutos cristais. Açúcar
especial, normalmente de uso medicinal.
Propriedades Nutricionais
Em 100 gramas de açúcar encontramos:
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|
Refinado |
Mascavo e
demerara |
Orgânico |
Frutose |
|
Energia |
387 kcal |
376 kcal |
399 kcal |
400 kcal |
|
Carboidratos |
99,90g |
97,30g |
99,3g |
n/d |
|
Vitamina B1 |
0mg |
0,010mg |
n/d |
n/d |
|
Vitamina B2 |
0,020mg |
0,010mg |
n/d |
n/d |
|
Vitamina B6 |
0mg |
0,030mg |
n/d |
n/d |
|
Cálcio |
1,0mg |
85mg |
n/d |
n/d |
|
Magnésio |
0mg |
29mg |
n/d |
n/d |
|
Cobre |
0,040mg |
0,300mg |
n/d |
n/d |
|
Fósforo |
2mg |
22mg |
n/d |
n/d |
|
Potássio |
2mg |
346mg |
n/d |
n/d |
|
Proteína |
n/d |
n/d |
0,5% |
n/d |
Fonte: Profª Dra. Sonia Tucunduva
Philippi
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Propriedades do Açúcar nos Alimentos
A presença do açúcar deixa o bolo armazenado por mais tempo
porque retém a água e este demora a endurecer, fica mais úmido e
palatável. É a capacidade de retenção de umidade que aumenta. No
preparo de bolos pode-se utilizar até 30% a mais de açúcar em
relação a farinha (a relação em volume deve ser menor para o
açúcar devido à maior densidade deste). O bolo terá textura fina
e poucas escavações. O açúcar rouba a água ligada, por isso ao
se adicionar açúcar no bolo convém aumentar o teor em líquidos
(leite e ovos). No entanto, com excesso de açúcar no bolo, ele
"encolhe" ao assar por estrangulamento das células
desidratadas já antes de aquecer. A textura é de goma e não mais
maciez. O recurso é a batedura para incorporar ar ou o uso de
agentes emulsificantes como as gorduras.
Em pudins, o excesso de açúcar é prejudicial porque a sacarose
adicionada compete com
o amido pela água e não gomifica ficando amolecido. Às vezes
adiciona-se muito açúcar porque o amido presente impede a boa
detecção do açúcar, sensorialmente falando.
Na panificação o açúcar pode ser utilizado para aumentar a
velocidade de fermentação, à base de 6 a 8% do total dos demais
componentes. Isso ocorre no preparo de pães de forma. No pão
comum o fermento se utiliza do açúcar proveniente da hidrólise
do amido da farinha por ação da amilase presente nesta. No
entanto, o excesso de açúcar no pão (até 22%) pode retardar a
fermentação por efeito de osmose. Aí é necessário adicionar mais
fermento.
O açúcar pode propiciar espessura e corpo aos alimentos. Ex.:
leite condensado, doce de leite, doces em massa, mel, melado,
xarope e caramelo. Essa viscosidade depende da temperatura e
concentração. Abaixando a temperatura aumenta a viscosidade.
Aumentando a concentração aumenta a viscosidade. Acima de 40% de
concentração, a viscosidade aumenta mais rapidamente.( ver
figura)
Leia também:
A
Cana de Açúcar
A Rapadura
Fonte: Fundação Joaquim Nabuco
Enciclopédia
Britânica
Cia União
Embrapa
Faculdade de Saúde
Pública / USP
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