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AZEITE DE OLIVA
As variedades de Azeite de Oliva
por
Laura Reinas
Diz-se que os romanos, antigamente, classificavam o azeite
conforme sua qualidade. Sendo o oleum ex albis ulivis o
azeite feito com azeitonas verdes; o oleum viride o azeite
feito com azeitonas recolhidas quando estavam no começo do processo
de amadurecimento; o oleum maturum para os azeites feitos com
azeitonas maduras; o oleum caducum, que era elaborado com
azeitonas recolhidas do chão; e o oleum cibarium, azeite
feito com azeitonas em estados de semi-decomposição. Este último era
destinado somente para o consumo dos escravos.
A
qualidade de um azeite não se mede somente pelo gosto, mas também
pelo nível de acidez. Lembrando que essa regra sobre acidez vale
somente para azeites extra-virgem e virgem.
Vale
ressaltar que o óleo sempre terá um nível de acidez baixo quando o
trabalho para a sua extração for pouco, já que um óleo que passou
por várias prensagens, terá uma acidez maior. E que o mais
importante para a análise do óleo, além do nível de acidez
(regulamentado e determinado pela União Européia), é a sua
composição vitamínica e seu nível de anti-oxidantes.
Outra
coisa que também devemos analisar, são seus resultados em
degustações, que descrevem suas características como sabor, aroma e
cor, que não são possíveis de se obter somente com a leitura do
rótulo, e precisam ser degustados para se obter essas resultados:
-
Azeite Extra-Virgem: é o óleo de melhor qualidade e
extraído na primeira prensagem. Por carregar esse título, deve ter
sido feito com extração a frio (nunca se deve usar calor para se
extrair óleo da oliva), não deve ter nenhum tratamento químico e seu
nível de acidez deve ser ate no máximo 0,8%. Seu extrato é realizado
unicamente por procedimento mecânico. Suas cores e aroma devem ser
excelentes, com limpidez e aromas herbais, e deve ter um certificado
de DOP (denominação de origem controlada).
-
Azeite Extra Virgem Ecológico (orgânico): é um óleo mais
caro. Por ser considerado um autêntico produto gourmet, é
produzido e cultivado sem produtos químicos, o que lhe confere maior
qualidade.
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Azeite Virgem: o nível de acidez não deve superar 2%, e sua
cor deve ser límpida, aroma e gosto com boas características. É
muito parecido com o extra-virgem e devemos prestar atenção além da
acidez, no aroma também, pois normalmente um azeite virgem tem um
aroma peculiar, de ranço ou de umidade, no entanto, são caracteristicas difíceis de serem percebidas pelo consumidor leigo.
Seu extrato também é obtido exclusivamente por procedimentos
mecânicos.
-
Azeite Comum: essa denominação vem de azeite cuja acidez
supera 2%, chegando a 3,3%; sabor, cor e aroma devem estar com boas
características.
-
Azeite Refinado: sofrem tratamento químico (geralmente com
solventes) para neutralizar o seu conteúdo ácido e seu gosto muito
intenso. Nesse processo o azeite perde muito aroma, sabor e cor. Uma
vez refinado, ele recebe o nome de azeite refinado. Sua acidez não
deve superar 0,3%.
-
Azeite Aromatizado: é uma mistura de outros óleos com o
azeite para se obter um preço mais acessível para a venda, porém,
com poucas características de sabor, aroma e coloração. Sua acidez
costuma ser baixa por causa de sua mistura.
-
Azeite Light: uma denominação nova no mercado, que não diz
respeito às suas calorias, que se mantêm iguais, e sim à cor, que é
mais clara por ser refinada. Não é de melhor qualidade.
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Azeites Coupages: são óleos elaborados com várias olivas. São os mais consumidos, por serem os mais estáveis e por obter quase sempre o mesmo sabor e aroma.
-
Azeite Monovarietal: produzido com somente um tipo de
oliva, o que causa uma grande variação de sabor e aroma a cada ano.
Isso ocorre por que as variações climáticas ou o estado do fruto
nunca são os mesmos.
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Laura Reinas é formada em gastronomia pelo
Senac de Águas de São Pedro, pós graduada em gastronomia pela
Faap e com especialização em culinária italiana no ICIF em Asti,
cidade perto de Turim. Nesse curso de gastronomia, teve aulas
com o Dr. Mauro Martelossi, um dos maiores entendidos de azeites
do mundo e um grande apaixonado por essa maravilha gastronômica.
Visitou vários produtores de azeites europeus, acompanhando seu
processo de produção, colheita e plantio. Ministra aulas sobre
azeites e seus benefícios, não só para a saúde, mas, também para
o estilo de vida, tem um blog -
NÃO SÓ COMIDINHA
- e escreve artigos sobre azeites para alguns sites de
gastronomia.
laureinas@hotmail.com |
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