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CARNE BOVINA
NO BRASIL
Dizer que o brasileiro é fã de churrasco não é exagero. A carne bovina é
a favorita no País, que registra um consumo per capita de 40 kg/ano
(contra 30 kg de aves e 12 kg de suínos). Na
Argentina, um dos poucos lugares do mundo onde a carne é mais apreciada
do que aqui, esse índice representa quase o dobro. Mesmo assim, os que
conseguem comer carne no Brasil elevam o consumo total a 6 milhões de
toneladas/ano, enquanto o país vizinho (muito menor em área e em
população) fica com 2,6 milhões de toneladas anuais.
O padrão local é bem diferente do
registrado na maioria dos países, já que no mundo a carne mais consumida é
a suína, vindo em seguida a de frango e, por último, a bovina. Aqui, a
carne bovina ocupa o primeiro posto (46% do consumo per capita de carnes),
a de frango o segundo (38%) e a de suíno vem em seguida, com 16%.
Utilizando-se da mesma criação extensiva que até poucos anos atrás era
criticada como de pouca tecnologia e baixa produtividade, o Brasil hoje é
o maior exportador de carne bovina do mundo, oferecendo ao mercado internacional um produto de especial
qualidade: o boi "ecológico", alimentado com pasto natural. E os
negócios vão muito bem, só no primeiro semestre deste ano (2006), as
exportações brasileiras de carne bovina totalizaram US$ 1,717 bilhão, um
aumento de 16,24% em relação ao mesmo período de 2005 (dados da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA).
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O fato de a produção estar voltada em sua maior parte para o consumo
interno não é considerado entrave para o crescimento das exportações.
Atualmente, a pecuária ocupa uma área de 100 mil hectares e, de acordo com
a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), esse
espaço pode ser ampliado em mais 300 mil hectares sem comprometer a
Amazônia. Também é possível agregar mais produtividade à criação sem
apelar para o confinamento (feed lots), como fazem Estados Unidos e
Austrália, países que compensam o tamanho relativamente pequeno do rebanho
com a redução do tempo de engorda para até 20 meses, quando em criação
extensiva o prazo é de três anos.
Segundo a Abiec, a primeira meta de expansão das exportações é abocanhar
20% de market share na União Européia, cujos principais fornecedores
externos estão hoje no Leste Europeu e no Oriente Médio.
Mas conquistar clientes nesse setor não é tarefa fácil. Mundialmente, o
mercado de carne bovina é pouco flexível, com uma demanda por exportação
fixada em torno de 5,7 milhões de toneladas/ano. E a política
protecionista dos países desenvolvidos em relação ao Brasil é pior do que
o efeito da doença da vaca louca sobre os europeus.
Desde o Acordo Agrícola, firmado em 1994 segundo os critérios da
Organização Mundial do Comércio (OMC), esperava-se que a liberalização
comercial definida para o setor fosse seguida à risca. No entanto, a queda
nos preços das matérias-primas agrícolas fez com que nesse período fossem
registrados os patamares mais altos de subsídio. Em 1999, por exemplo, 49%
da receita da agricultura na União Européia provieram dos governos. Nos
EUA, foram 24%, e, no Japão, 65%.
São Paulo
A carne bovina é
responsável por 13,2% dos gastos com alimentação domiciliar de uma
família1, atrás em importância somente do leite. Por ser alimento nobre
e indispensável na mesa dos consumidores, as variações de preços são
significativas, principalmente para aqueles de baixa renda.
Em 2005, São Paulo produziu o volume de 78,21 milhões de arrobas (@) de
carne bovina, o que torna a bovinocultura de corte uma das principais
atividades agrícolas do Estado. O valor da produção da carne bovina foi
de R$ 4,3 bilhões, que corresponde a 15,4% do valor da produção
agropecuária (VPA) total do Estado, de 27,82 bilhões2, segundo dados do
Instituto de Economia Agrícola (IEA).
A cadeia produtiva da carne bovina (figura 1) compreende um conjunto de
agentes interativos, que são os fornecedores de insumos, os sistemas
produtivos (pecuária), as indústrias de transformação, a distribuição e
comercialização e os consumidores finais (interno e externo).
Fontes:
Governo Estado São Paulo
SIC -
Serviço de Informação da Carne |
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