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melhores endereços da cidade de São Paulo e seus arredores, onde
adquirir produtos gourmands de qualidade. Muitos deles, entregam
em todo o Brasil.
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Os
moluscos, de um modo geral, são importantes fontes de
proteínas, ácidos graxos essenciais e vários minerais, como
zinco, fósforo e cálcio. São alimentos muito saudáveis e têm
baixo teor de calorias, se comparados a outras carnes.
Também têm altas quantidades de vitaminas, minerais, e ômega
3, que é importante para prevenir o depósito de gordura nas
artérias, prevenindo doenças do coração.

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MOLUSCOS
Moluscos são animais
invertebrados dotados de celoma (cavidade situada entre a parede do
corpo e os órgãos internos) e constituídos, em sua maior parte, por
três regiões corporais: cabeça (inexistente nos bivalves e em certos
grupos de estrutura rudimentar); massa visceral, com os órgãos mais
importantes, que é envolvida por um manto carnoso mole, revestido,
na maioria das espécies, por uma concha calcária; e pé, musculoso e
de finalidade locomotora.
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Ameijoa
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Lula
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Mexilhão
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Ostra
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Polvo
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Sururu
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Vieira
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Vôngole
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Moluscos são animais invertebrados dotados de celoma
(cavidade situada entre a parede do corpo e os órgãos
internos) e constituídos, em sua maior parte, por três
regiões corporais: cabeça (inexistente nos bivalves e em
certos grupos de estrutura rudimentar); massa visceral, com
os órgãos mais importantes, que é envolvida por um manto
carnoso mole, revestido, na maioria das espécies, por uma
concha calcária; e pé, musculoso e de finalidade locomotora.
Depois dos artrópodes, os moluscos constituem o filo mais
importante de animais invertebrados, tanto pelo número de
espécies, quanto pelo desenvolvimento e a perfeição
alcançados por alguns de seus sistemas orgânicos. Presentes
nos mais antigos estratos geológicos em que se encontraram
vestígios de vida animal, disseminaram-se por todos os
mares, deixando fósseis característicos em diversos períodos
da história geológica
Encontrados nos mais diferentes habitats, desde oceanos
profundos até altas montanhas, os moluscos constituem um dos
mais diversificados filos animais. Foram descritas mais de
75.000 espécies vivas -- tão variadas quanto o caracol, o
polvo e a ostra -- e 35.000 fósseis, o que indica que o filo
tem sido muito bem-sucedido ao longo da evolução.
Em
alguns moluscos, como os cefalópodes (polvos e lulas, entre
outros), o pé se transformou, ao longo da evolução, num
conjunto de tentáculos providos de ventosas. Em muitos
gastrópodes terrestres, como os caramujos e caracóis, o pé é
a massa muscular e viscosa que se arrasta pelo solo, última
parte a se introduzir na concha quando há situação de
perigo.
As camadas externas do corpo formam, na região dorsal, uma
prega ou manto que segrega a concha -- estrutura
mineralizada cuja função é proteger o molusco. Dos diversos
componentes da concha, no máximo noventa por cento são
substâncias inorgânicas, principalmente carbonato de cálcio.
A espessura da concha acha-se estreitamente relacionada a
certos fatores ambientais, como por exemplo o grau de
acidez, a temperatura e a salinidade da água do ambiente.
Nos caracóis, a concha assume forma de espiral, enquanto nos
bivalves compõe-se de duas partes articuladas (valvas), que
se fecham devido à ação de vários músculos. Nos cefalópodes,
a concha em geral se resume a uma estrutura cartilaginosa
interna, como a "pena" da lula. Em outras classes de
moluscos, o corpo pode ser protegido por várias placas
calcárias que se dispõem em seqüência, como nos quítons, ou
por uma concha alongada, cônica, arqueada e aberta nas
extremidades, como nos dentálios. Os moluscos terrestres,
como caracóis e lesmas, têm pulmões que os habilitam a
respirar o oxigênio do ar. As espécies aquáticas respiram
por brânquias.
No tegumento, ou tecido de revestimento, há células
portadoras de pigmentos denominadas cromatóforos, que, por
contração ou dilatação, provocam mudanças na coloração do
animal. Aparecem também numerosas glândulas, algumas delas
capazes de emitir radiações luminosas, como os fotóforos dos
cefalópodes, e outras que elaboram substâncias coloridas sob
a ação da luz, como a púrpura dos múrices, muito apreciada
pelos antigos povos mediterrâneos.
O aparelho digestivo se compõe de boca, em geral com uma
rádula ou "língua" quitinosa e áspera para ralar alimentos;
esôfago e estômago, este último com um estilete cristalino
ou formação mucóide que mistura as partículas nutritivas;
hepatopâncreas, glândula que segrega enzimas digestivas; e
intestino, que termina no ânus.
O sangue contém diferentes pigmentos que transportam o
oxigênio do exterior para os tecidos orgânicos. O coração
vai desde uma simples invaginação do pericárdio, nos
escafópodes, até um órgão bem diferenciado, nos cefalópodes,
nos quais é inteiramente arterial e tem um ventrículo
mediano e de duas a quatro aurículas. A circulação, que é
essencialmente lacunar nos moluscos inferiores, efetua-se
por um sistema completo de vasos, nos cefalópodes.
Geralmente incolor com amebócitos, o sangue pode ser também
azulado, devido ao pigmento hemocianina, ou vermelho, cor
que resulta da hemoglobina, presente em aplacóforos, alguns
bivalves e poucos gastrópodes. O volume do sangue em
bivalves e gastrópodes permite a manutenção da turgescência
das diversas partes do tegumento.
O sistema nervoso apresenta uma série de massas ganglionares,
conectadas entre si e com os gânglios cerebrais, as quais se
incumbem de estimular a atividade de diferentes partes do
corpo. Nos polvos, a massa cerebróide adquire grande volume
e os capacita à aprendizagem de numerosas situações
importantes à sobrevivência. Paralelamente ao
desenvolvimento cerebral, distinguem-se nos polvos olhos
muito complexos, formados de câmaras, que os dotam de
notável visão, fato relacionado ao tipo de vida
eminentemente ativa e predadora desses cefalópodes.
A reprodução é sexuada e os sexos freqüentemente estão
separados, à exceção de alguns gastrópodes e bivalves, nos
quais se registra hermafroditismo (cada indivíduo tem ao
mesmo tempo órgãos reprodutores femininos e masculinos). Os
moluscos marinhos apresentam um estágio larvar
característico, a chamada larva trocófora, que tem aparência
cônica e é dotada de numerosos cílios, com os quais produz
correntes na água para se deslocar.
Um número elevado de moluscos vive em meios marinhos, seja
em grandes profundidades, seja em áreas costeiras, e há
também os que levam vida pelágica, como os cefalópodes, e se
deslocam livremente pelos oceanos. Outras espécies
colonizaram meios de água doce, como ocorre com certos
bivalves -- entre eles os do gênero Unio -- e gastrópodes,
ou então se adaptaram a meios terrestres, como os caracóis e
as lesmas. Certos caracóis, como os dos gêneros Planorbis e
Limnaea, se desenvolvem em águas estanques, das quais
emergem à superfície, de tempos em tempos, para respirar.
As plataformas continentais, zonas de menor profundidade que
margeiam os continentes, são um meio propício à proliferação
de numerosas espécies. Algumas vivem semi-enterradas na
areia do fundo; outras se fixam às pedras do litoral e se
mantêm a descoberto quando baixa a maré; e muitas vivem em
recifes de corais e se desenvolvem por entre as colônias de
celenterados.
Os hábitos de alimentação dos moluscos são variados. Muitos
são herbívoros e se nutrem de vegetais terrestres, como
ocorre com os pulmonados, lesmas e caracóis, que vagueiam à
cata de comida por hortas e campos úmidos, ou de organismos
aquáticos, como ocorre com as lapas e os quítons, que
ingerem algas. As lapas fixam-se às rochas costeiras, graças
à ação dos músculos do pé locomotor, e por elas podem se
deslocar para se alimentar das algas que eventualmente aí
estejam aderidas.
Outras espécies de moluscos têm dietas carnívoras e são
vorazes predadores, como é o caso dos cefalópodes e de
muitos gastrópodes marinhos. Entre esses se encontram os
múrices, que furam a concha dos bivalves mediante o uso de
órgãos perfuradores situados na parte anterior do pé; e os
do gênero Conus, que secretam substâncias tóxicas, com as
quais paralisam as presas, que depois fisgam com estruturas
semelhantes a trombas. Entre os moluscos perfuradores se
incluem ainda os do gênero Teredo, também chamados
ubiraçocas, que esburacam madeira, causando dano a
embarcações e a instalações portuárias, e os do gênero
Lithophaga, que atacam rochas calcárias ao lançarem sobre
elas secreções ácidas.
A maioria dos moluscos pertence a uma de três grandes
classes: a dos gastrópodes, que compreende os caracóis
terrestres e marinhos; a dos bivalves, também chamados de
lamelibrânquios ou pelecípodes, com espécies representativas
como as ostras e os mexilhões; e a dos cefalópodes, que
inclui principalmente polvos e lulas.
Gastrópodes - Os gastrópodes apresentam cabeça bem
diferenciada, com tentáculos tácteis e outros nos quais se
dispõem os olhos. Têm o pé muito típico, grosso e
proeminente, sobre o qual se assenta a massa visceral,
encerrada na concha. Devido à formação da concha, os órgãos
mais importantes do corpo experimentam um processo de torção
ou giro em relação ao eixo longitudinal, com o que o
aparelho digestivo se curva e o sistema nervoso sofre um
cruzamento em seus cordões neurais. Nos organismos marinhos,
a respiração é branquial e nos de terra firme e de água
doce, é pulmonar.
Quando o animal se acha em perigo, retrai o corpo e o
esconde no interior da concha, o que as formas terrestres
também fazem ao entrarem em letargia para enfrentar o
inverno. Neste último caso, a abertura da concha é tapada
com muco que se solidifica ao secar, impedindo, assim, a
perda de umidade. Certas espécies aperfeiçoaram ainda mais o
sistema e formam uma pequena placa calcária, em forma de
disco, com a qual vedam completamente a abertura.
A concha se dispõe em espiral, se bem que em determinadas
espécies terrestres ela tenha desaparecido de todo (lesmas
vaginulídeas) ou se reduza a uma casca achatada, fina e
oculta sob o manto (lesmas limacídeas). Caramujos e caracóis
se distinguem pelas formas elaboradas e beleza de suas
conchas. O primeiro nome, no Brasil, designa todos os
gastrópodes de água doce ou salgada, quer pulmonados, quer
providos de brânquias, enquanto o segundo se restringe aos
pulmonados terrestres com concha fina e de pequenas
dimensões. Representantes dos dois grupos são extremamente
comuns na fauna brasileira. Citam-se entre os caramujos os
aruás do gênero Ampullarius, os bulimos do gênero
Strophocheilus, o linguarudo (Lintricula auricularia), o
preguari (Strombus pugilis) e búzios como Cassis tuberosa.
Entre os caracóis, sobressaem os dos gêneros Bradybaena,
Leptinaria e Subulina. Gastrópodes marinhos bem conhecidos
no Brasil e em várias partes do mundo são as lapas do gênero
Patella, os múrices do gênero Murex, a litorina (Littorina
littorea), as porcelanas e chaves do gênero Cypraea.
Bivalves - Em sua maior parte, os bivalves -- ou
pelecípodes -- são marinhos. Sua concha se constitui de duas
valvas que se fecham como tampas graças à contração dos
chamados músculos adutores; a articulação das valvas se
processa mediante a charneira, freqüentemente denteada, que
as mantém unidas.
A respiração se efetua por meio de brânquias laminares,
razão pela qual esses animais também são conhecidos como
lamelibrânquios. Tais lâminas, ao mesmo tempo, filtram
partículas alimentícias em suspensão na água. Algumas
espécies, como as amêijoas, dispõem de estruturas
tubuliformes -- os sifões branquial e cloacal -- pelas quais
absorvem substâncias nutritivas e eliminam os resíduos
oriundos da atividade metabólica.
Entre os bivalves acham-se espécies muito utilizadas na
alimentação humana, entre elas o mexilhão da Europa (Mytilus
edulis) e seus correspondentes brasileiros, os mariscos
conhecidos por nomes como sururu ou bacucu, a ostra (Ostrea
edulis), a navalha européia (Ensis ensis), a unha-de-velha
alagoana (Tagelus gibbus) ou a famosa coquille Saint-Jacques
francesa (Pecten jacobeus), conhecida também como
concha-de-romeiro. Referência à parte merece a enorme
Tridacna gigas do Pacífico, que alcança 1,30m e cujas
conchas foram usadas em igrejas antigas como pias batismais.
Cefalópodes. A classe dos cefalópodes congrega espécies
habituais em alto-mar, capazes de se deslocarem por
propulsão, até mesmo em águas profundas, graças à forte
emissão de líquido através de um sifão. Cefalópodes como os
polvos e lulas são dotados de uma glândula produtora de
tinta escura, que pode ser esguichada para turvar a água e
assim prejudicar a visão de seus eventuais predadores.
Algumas espécies, como os náutilos, possuem concha externa
espiralada, ao passo que em muitas outras, entre as quais os
polvos, lulas e sépias, a concha tornou-se vestigial,
reduzida a uma pequena lâmina cartilaginosa ou coriácea no
interior do corpo. Traço característico dos cefalópodes
desprovidos de concha é a presença de tentáculos terminados
em ventosas ao redor da cabeça, em número variável, mas na
maioria das vezes entre oito e dez. Animais como os polvos
são por isso chamados de octópodes, cabendo às lulas e
sépias a designação de decápodes. Os argonautas configuram
um grupo à parte, por associarem a existência de tentáculos
à de uma concha bem constituída, embora fina e frágil, que
serve entre outras coisas para a incubação de seus ovos.
Nas espécies do gênero Nautilus, que ocorrem sobretudo nos
oceanos Índico e Pacífico, a concha nacarada e de grande
valor ornamental consiste de cerca de 36 câmaras, na última
das quais o animal vive. Todas as câmaras se comunicam por
um tubo, o sifúnculo, pelo qual há uma intensa circulação de
gases, para dentro e para fora dos diversos compartimentos.
Em decorrência disso, a concha funciona como uma bóia ou
órgão hidrostático, que facilita ao molusco a ascensão e a
descida na água. Os náutilos possuem também dezenas de
pequeninos tentáculos contráteis, que utilizam para a
captura de camarões e outras presas de que se nutrem.
Outras classes - Os moluscos incluem também outras
classes, com menor número de espécies. Os monoplacóforos,
como os do gênero Neopilina, são muito primitivos, enquanto
os escafópodes (gênero Dentalium) possuem concha de forma
tubular. Na classe dos anfineuros incluem-se os
poliplacóforos (tipificados pelo gênero Chiton) e os
solenogastros (aplacóforos), semelhantes a vermes e sem
concha, mas incluídos entre os moluscos pelas
características de seus estágios larvares.
Fonte: Enciclopédia Britânica
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