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como é feito
O cacaueiro é uma árvore
tropical frágil, delicada, sensível a extremos climáticos,
e muito vulnerável a pragas e fungos. Atinge uma altura entre 5 e 10
metros na maturidade, a os primeiros frutos podem ser colhidos mais ou
menos 5 anos após a plantação. A árvore torna-se adulta aos 10 anos, e
pode, em circunstâncias excepcionais, produzir até aos 50 anos de idade.
As flores pequenas nascem nos galhos e no tronco da árvore e precisam de 5
a 7 anos para se transformarem em frutos maduros. O tamanho da fruta
madura varia entre 15 a 30 centímetros de comprimento por 8 a 13 de
largura com formato ovalado. Cada fruto contém entre 20 a 40 sementes
envoltas numa polpa macia de cor castanha esbranquiçada. Na colheita o
cacau é aberto, as sementes são separadas, fermentadas e secas. A fruta
deve ser tratada imediatamente após a sua colheita, para evitar o
apodrecimento.
Vinte e quatro horas após a abertura da fruta começa o processo de
fermentação, cujo objetivo é retirar da semente a mucilagem (goma que se
encontra em quase todos os vegetais), destruir o embrião (para evitar a
germinação da semente) e provocar reações químicas e enzimáticas na parte
interna das sementes. O processo de fermentação é feito em barcaças de
madeira apropriadas, e dura entre 3 a 8 dias. É uma etapa muito importante
para se obter uma amêndoa de qualidade. Após a fermentação, o cacau ainda
contem demasiada água, cerca de 60%, e esta água precisa ser removida.
Na fase de desidratação o cacau é espalhado ao sol e mexido regularmente
para manter as sementes arejadas para não permitir a formação de bolor. A
desidratação natural, ao sol, propicia um cacau de qualidade. É totalmente
desaconselháveis (inclusive inaceitável) a desidratação artificial, tal
como calor do fogo a lenha, pois deixa a amêndoa com cheiro a fumo. Uma
vez seco, o cacau é ensacado em sacas de 60 quilos cada e despachado para
armazéns ou fábricas processadoras.
Processamento da Amêndoa
Quando chegam ás fábricas processadoras de cacau, as amêndoas passam por
um rigoroso controlo de qualidade. A operação de limpeza começa com a
eliminação de impurezas (1.0 a 1.5% do peso total), tais como impurezas
das sacas, galhos, pedrinhas, areia, etc.
Isto é feito mecanicamente através de um sistema de escovas e peneiras.
Limpas, as sementes são torradas, cujo objetivo principal é o
desenvolvimento do aroma. Também facilita o processo de descascar.
Este processo é totalmente automatizado e no fim as amêndoas passam por um
arrefecimento rápido para evitar que a parte interna das sementes se
queime. No próximo estágio as amêndoas são descascadas, e finalmente, o
NIB, ou seja, o cerne da semente, é limpo. Na seqüência, os nibs são moídos
quando passam por rolos de diversos tamanhos até se obter uma massa de
partículas finas (20 a 30 microns) chamada de pasta, massa, ou licor de
cacau.
Essa massa pode ter dois destinos diferentes: a produção de chocolate em
pó ou a produção de chocolate. No caso do chocolate em pó, a massa passa
por uma prensa hidráulica ( 350 a 530 bars ), que resulta, de um lado a
manteiga de cacau, e de outro uma torta de cacau. A manteiga de cacau,
considerada o subproduto mais nobre da prensagem, tem uma tonalidade
amarelo/clara, a possui um odor comparável ao chocolate, com a vantagem de
não se tornar rançoso e ter boas características de conservação.
Tem também a capacidade de passar do estado líquido ao estado sólido sem
alterações na sua natureza física. Liquidifica-se a cerca de 37 graus
centígrados. A torta é mais uma vez moida para se obter um pó fino de
variadas granulações. Este pó pode ser alcalinizado para torná-lo mais
solúvel.
Chocolate
Na produção do chocolate é usada a massa de cacau, açúcar, manteiga de
cacau, e, possivelmente, leite. Todos os fabricantes têm, para cada um dos
seus produtos, uma formula própria, onde a proporção dos ingredientes
varia conforme o produto final. A produção do chocolate é composta de
cinco etapas básicas:
malaxação,
refinação,
conching,
tempera,
modelagem.
Na malaxação a massa de cacau é misturada com as outras matérias primas
numa masseira. A mistura é malaxada até obter-se uma massa homogênea.
Na refinação esta massa passa por um processo de moagem transformando-a em
partículas de 15/ 20 microns.
Depois vem o conching, uma operação crucial pois dá ao chocolate toda a
sua firmeza a suntuosidade. É uma operação demorada : pode durar de 12
horas até 5 dias.
Na próxima fase, a tempera, o chocolate é temperado para passar do estado
líquido para o estado sólido, através de um processo de cristalização.
A última etapa é a modelagem, onde o chocolate é moldado e passa por um
túnel de refrigeração ( 10/12 graus centígrados ). Na saída do túnel o
chocolate é desmoldado.
Todo este processo é altamente delicado- qualquer descuido,
principalmente na fase de conching e tempera pode ocasionar a perda de um
lote.
Fonte: Iespana
Thenibble
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