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PALMITO
nobre iguaria
tropical
Virgínia Brandão
Ingrediente nobre, apreciado pelos mais variados e refinados paladares, o
palmito é um alimento saboroso, difundido em diversas cozinhas e que se
presta aos mais variados usos culinários, dos populares pastéis (quem
resiste?) ao sofisticado carpaccio.
Difícil
encontrar quem não goste de palmito. Mas, difícil também, quem o consuma
sem preocupação ou mesmo uma certa dose de culpa. A origem desses
dissabores está no caráter extrativista predatório e a conseqüente
"industrialização" clandestina que a coleta do palmito
tradicionalmente teve.
Seus apreciadores viviam o dilema de
consumi-lo e colaborarem com a destruição das reservas naturais e/ou,
tornarem-se vítimas da toxina botulínica. Tentando mimimizar o mal,
passavam horas na frente das prateleiras lendo todos os rótulos, buscando
um palmito digno de confiança. Ou um restaurante, cuja seriedade do
Chef
garantisse o prazer sem riscos.
Era
essa a realidade, até que apareceu no mercado o pupunha, logo chamado de
ecológico por ser um palmito cultivado, processado sob rígidos padrões de
higiene, e cuja comercialização não devasta o meio ambiente.
Não
exatamente a mesma coisa, mas quase igual, o palmito pupunha difere do
tradicional em relação ao sabor - mais doce, à coloração - mais
amarelada, e à consistência - mais firme, que permite que não se
desmanche com o cozimento. A inexistência da enzima peroxidase em sua
composição faz com que não escureça rapidamente após o corte,
possibilitando uma conserva sem aditivos químicos e tornando viável o seu
consumo "in natura".
E
assim, para felicidade geral dos "palmitólatras", o pupunha
resgatou o prazer (sem culpa) de desfrutar dessa iguaria única, deliciosa,
que traz em si o exotismo das florestas tropicais de onde se origina, e que
inflama a criatividade de Chefs
e aficionados do bem comer.
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