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CERVEJA

 

Loiras, morenas, ruivas...

Tem cerveja para todos os gostos!!!
 

.É uma bebida de baixo teor alcoólico (3 a 8%), não destilada, e obtida geralmente da fermentação do malte da cevada (planta da família das gramíneas (Hordeum vulgare)), facultada a adição de outras matérias-primas, inclusive diferentes fontes de amido.

 

São compostas de água (88%), malte (extrato de cereal maltado), lúpulo (4,4%) e leveduras. O álcool (em média 4%), e o gás carbônico  (0,60%) são produzidos a partir da fermentação dos açúcares. O CO2 produzido é muito importante na formação de espuma e contribui na estabilização do sabor característico da cerveja e é um conservante natural.

 

O processo básico de fabricação consiste de várias etapas, sendo que qualquer variação nesses ingredientes e/ou processos produzirão diferentes tipos de cerveja.

 

É considerada uma bebida leve e saudável, possuindo valor nutritivo. É de rápida e fácil assimilação pelo organismo, sendo, portanto considerada um complemento alimentar.

 

Em sua composição encontra-se: vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e álcool que, sem exageros, pode ser benéfico. . Há milhares de tipos de cerveja no mundo. Só na Alemanha, são 1.250 cervejarias. Some-se a isso pelo menos seis tipos de cerveja cada uma (escura, clara, bock, stout, ice, etc).  São inúmeras possibilidades de sabores e texturas, cores e aromas que o homem vem desfrutando desde que conheceu o fenômeno da fermentação, há mais de 10 mil anos.

 

E Deus criou a mulher
E a mulher criou a cerveja


Desde a noite dos tempos ,a fabricação da cerveja, amada pelos homens era irrefutavelmente uma atividade ligada as mulheres. Isto se explica porque nas sociedades seminômades pré-históricas a divisão do trabalho contrapunha homens caçadores e colhedores a mulheres plantadoras e protetoras da prole e do lar.


Estudos sobre a genética dos cereais comprovam que durante o período neolítico uma mutação espontânea da cevada produziu uma nova variedade de grão muito mais produtiva e fecunda o que levou as pequenas sociedades tribais de então a produzir excedentes que por sua vez estimularam o florescimento da agricultura e do comércio. Ora, numa era marcada pela dificuldade e penúria era fundamental que todos os recursos fossem devidamente aproveitados .


A mulher primitiva logo aprendeu que a cerveja pré-histórica, que naqueles tempos se constituía apenas de uma decocção fermentada, não só fornecia à sua prole um rico alimento, como também a protegia do envenenamento advindo de fontes de água não potável.


A brassagem assim passa a ser, desde a pré-história até o nascimento das primeiras civilizações, uma tarefa exclusivamente feminina. Não é de admirar que desde a aurora da humanidade todas divindades ligadas à cerveja fossem divindades femininas, mas isto é outra história.

 

A Civilização conhece a cerveja

Suméria e Babilônia

A origem documentada da cerveja começa 6000 anos antes de Cristo numa região entre o Tigre e o Eufrates onde viviam Sumérios e Babilônios.

O famoso Código de Hamurabi, aquele do "olho por olho, dente por dente", já previa nesta época a condenação do cervejeiro incompetente a ser afogado na sua própria infusão ou enterrado vivo. Os cervejeiros talentosos por sua vez, obtiam a isenção do serviço militar á condição de abastecer o exército de pão e cerveja durante suas campanhas.

Estas civilizações mesopotâmias conferiam grande importância à cerveja e o número de infusão diferentes feitos na Babilônia é considerável: ele oscila entre 16 e 20 tipos diferentes de bebida, entre elas a Sikaru, a Kurunnu e também a Niud, aromatizadas com mel e suco de tâmaras para responder ao gosto mais refinado das mulheres de então.

A julgar pela presença constante nos escritos desta época, pode-se imaginar que além dos fabulosos jardins suspensos da Babilônia a região devia contar também com imensas plantações e silos para estocar sua produção, além do dízimo pago pelas regiões conquistadas.

Todo este capital cervejeiro era protegido pela Deusa Nidaba que se ocupava também dos Tsabitu, que eram os "gerentes" das casas de prazer, habilitadas também a fabricar e comercializar o saboroso pão líquido.

Texto Marcelo Carneiro da Rocha
 


Matérias sobre a cerveja:

 

As Flores do Malte  -  Marcelo Carneiro da Rocha

 

Tour  pelo mundo ALE  -  Marcelo Carneiro da Rocha

 
     
 

 

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Atualizado em: 22 julho, 2008.