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Dez/2007

 

INOX AISI 304

 A Matéria prima das Cozinhas ELVI

 

 

Segurança alimentar é o conceito básico que, nas últimas duas décadas, em todo o mundo, tem norteado o complexo universo da alimentação fora do lar ou foodservice. Não é por acaso, portanto, que o aço inoxidável tenha se tornado a principal matéria prima dos equipamentos e instalações tanto da indústria de alimentos quanto das cozinhas profissionais (ou industriais), indicado, inclusive, por legislações internacionais e nacionais.

 

Material  nobre, de alta resistência ao calor, à limpeza freqüente e à corrosão, o aço inoxidável tem uma superfície não porosa e lisa, similar ao vidro, de fácil limpeza e higienização, que impede a penetração de sujidades e microorganismos causadores de um grande número de doenças adquiridas por ingestão de alimentos contaminados durante o processo de produção e distribuição (retenção de microorganismos 10 vezes inferior em relação ao plástico ou aço esmaltado). Também, por não desprender partículas metálicas, mesmo por tempo prolongado de contato, não altera o aroma, cor e sabor dos alimentos e bebidas.

 

Diferente dos monolíticos (granitos, mármores, etc), as chapas de aço inox, por sua elasticidade, têm capacidade de absorção de choques e impactos instantâneos, e a sua utilização em mesas e tampos reduzem os índices de quebra de louças e vidrarias, e os danos em utensílios em geral.

 

Além de um eficiente instrumento para a qualidade na manipulação dos alimentos, a aplicação do aço inoxidável nos projetos de cozinhas profissionais e pontos de venda, permite soluções inovadoras e criativas que aumentam sua produtividade, com um excelente custo/benefício e baixo custo de manutenção.

 

O tipo de aço inox ideal

 

Entretanto, existem vários tipos de aço inoxidável, cada qual com uma composição química, um processamento termo-mecânico e uma aplicação diferentes (clique aqui e saiba mais sobre eles). A seleção correta do tipo de inox e de seu acabamento superficial é importante para assegurar uma longa vida útil ao material. Então, qual é, afinal, o mais adequado para os equipamentos e instalações das indústrias de alimentos e das cozinhas profissionais?

 

Tradicionalmente, por conta de suas características intrínsecas, os tipos mais utilizados nos utensílios, equipamentos e instalações da indústria alimentícia e das cozinhas industriais são o Aço Cromo-Níquel Inoxidável Austenítico AISI 304 e o Aço Cromo Inoxidável Ferrítico AISI 430.

 

O AISI 304 é um aço austenítico não magnético com pelo menos 18% de Cromo (Cr) e 8% de Níquel (Ni), elemento que lhe confere superioridade  no que tange à sua propriedade anti-corrosiva em relação ao AISI 430, um aço ferrítico magnético com 16% de Cromo (Cr) na sua composição.

 

Além da resistência à corrosão, os aços austeníticos e ferríticos apresentam outras diferenças no comportamento: o AISI 304 tem boa conformabilidade e boa soldabilidade, enquanto o AISI 430, embora tenha uma boa conformabilidade (ainda que inferior a do 304), apresenta fragilidade nas regiões soldadas. Entretanto, embora de forma geral apresente propriedades inferiores ao AISI 304, o AISI 430 pode ser utilizado num grande número de aplicações, como por exemplo, cestos de máquinas de lavar roupa, gabinetes de lavadoras de louça, pias e cubas com cavidades não muito profundas, etc.

 

É por essa superioridade que profissionais categorizados, com compromisso com a saúde dos seus clientes - engenheiros, arquitetos e consultores, que especificam os equipamentos; chefs e nutricionistas, que operam as cozinhas; compradores profissionais das grandes empresas e, claro, os bons empresários que fabricam os equipamentos de alta qualidade - são unânimes em afirmar que o Aço Cromo-Níquel Inoxidável Austenítico AISI 304 é mais adequado para atender às demandas de um ambiente onde os equipamentos trabalham duro e a limpeza tem que ser agressiva para evitar a proliferação de bactérias, caso das cozinhas profissionais e das indústrias alimentícias.

 

Por isso, na hora da compra, é importante estar atento às especificações de seus equipamentos, solicitando aos fabricantes que conste claramente da Ordem de Compra a utilização do aço inoxidável AISI 304 – 18.8. Também é preciso estar atento ao recebê-los, pois, infelizmente, como em todos os segmentos de mercado, há empresários inidôneos que, inescrupulosamente, não hesitam em entregar equipamentos produzidos com aços inoxidáveis mais baratos, o que, além de um desrespeito à confiança de quem compra dele, coloca em risco a saúde do consumidor final do alimento produzido com seus equipamentos.

 

Na Elvi, a qualidade começa com a escolha rigorosa da matéria prima, elemento fundamental para garantir que todos os nossos produtos atendam da melhor maneira possível às necessidades e exigências de nossa clientela, da legislação e do mercado.

 

 

Principais Atributos do Aço Inox

 

  • Resistência à corrosão

  • Resistência mecânica superior aos aços baixo carbono

  • Facilidade de limpeza / baixa rugosidade superficial

  • Aparência higiênica

  • Material inerte: não modifica cor, sabor ou aroma dos alimentos

  • Facilidade de conformação

  • Facilidade de soldagem / união

  • Mantém suas propriedades numa faixa muito ampla de temperatura, inclusive muito baixas (criogênicas)

  • Acabamentos superficiais variados

  • Forte apelo visual (modernidade, leveza e prestígio)

  • Relação custo/benefício favorável

  • Baixo custo de manutenção

  • Material 100% reciclável

 

 

Saiba como proceder a manutenção os seus equipamentos e instalações em aço inoxidável, clique aqui.

 


 

 

 

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O que é aço inoxidável

 

Aço comum é uma liga de ferro e carbono que reage com o oxigênio do ar, formando uma camada superficial de óxido de ferro. Essa camada é extremamente porosa e permite a contínua oxidação do aço produzindo a corrosão, popularmente conhecida como ferrugem (mistura de óxido de ferro e de hidróxido de ferro).
O aço inoxidável, por sua vez, é uma liga de ferro e cromo e, apesar do que diz seu nome, ele também oxida em contato com oxigênio, só que de forma diferente. Isso acontece, justamente, por conta do cromo presente na liga, que, em contato com o oxigênio, ao invés da "ferrugem", gera uma película impermeável que isola o metal abaixo dela em relação ao meio agressivo, protegendo-o dos processos corrosivos e garantindo ao material a sua elevada resistência. A esse fenômeno, dá-se o nome de passividade e o processo é conhecido em metalurgia como passivação. Por ser muito fina a película tem pouca interação com a luz e permite que o material continue apresentando seu brilho característico.
Essa película,  um oxi-hidróxido de cromo e ferro, é chamada de camada passiva. Apesar de invisível, estável e com espessura finíssima, essa película é muito aderente ao inox e tem sua resistência aumentada à medida que é adicionado mais cromo à mistura.
Outros elementos como níquel, molibdênio e titânio por exemplo permitem que o inox seja dobrado, soldado, estampado e trabalhado de forma a poder ser utilizado nos mais variados produtos.

 

O aços inoxidáveis, segundo a sua microestrutura, são classificados em: Ferríticos, Austeníticos e Martensíticos (clique aqui e saiba mais sobre elas).
 

 

Aço AISI 304 X Aço AISI 430

 

A principal diferença entre eles é que, em função da presença do Níquel em sua composição, o aço AISI 304 é muito mais nobre no que tange à sua propriedade anti-corrosiva.

 

Composição:

 

Aço Cromo-Níquel Inoxidável Austenítico AISI 304
Carbono (C) = 0,08%máx.
Manganês (Mn) = 2%máx.
Silício (Si) = 1%máx.
Fósforo (P) = 0,045%máx.
Enxofre (S) = 0,030%máx.
Cromo  (Cr) = 18 a 20%
Níquel  (Ni) = 8 a 10,5%

e o restante de Ferro (Fe)

 

Aço Cromo Inoxidável Ferrítico

AISI 430

Carbono (C) = 0,12%máx.
Manganês (Mn) = 1%máx.
Silício (Si) = 1%máx.
Fósforo (P) = 0,040%máx.
Enxofre (S) = 0,030%máx.
Cromo  (Cr) = 16 a 18%.

e o restante de Ferro (Fe)

 

Harry Brearley (1871-1948)

 

Breve História do aço inox

Foi por acaso que, em 1912, o inglês Harry Brearley (1871-1948), descobriu o aço inoxidável ao investigar, a pedido dos fabricantes de armas, uma liga metálica que apresentasse uma resistência maior ao desgaste que ocorria no interior dos canos das armas de fogo como resultado do calor liberado pelos gases.
Inicialmente, sua pesquisa investigava uma liga que apresentasse uma maior resistência à erosão. Porém, ao realizar o ataque químico para revelar a microestrutura desses novos aços com altos teores de cromo que estava pesquisando, Brearley notou que o ácido nítrico - um reativo comum para os aços - não surtia efeito algum.
Harry, que começou a trabalhar como operário numa produtora de aço de Sheffield, sua terra natal, aos 12 anos, não obteve uma liga metálica que resistisse ao desgaste, mas obteve uma liga metálica resistente à corrosão. A aplicação imediata de sua descoberta foi para a fabricação de talheres, que, até então, eram fabricados a partir de aço carbono e se corroíam com facilidade devido aos ácidos presentes nos alimento.

 

 

 

Fontes: Acesita

Mecanochemie

Nucleoinox

Notemaque

Enciclopédia Britânica

Pepisystem

Zamprogna

 

 

   

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Atualizado em: 19 outubro, 2008 .