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PEQUENO GLOSSÁRIO MUSICAL
Música
Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos
para produzir efeitos estéticos. Em seus aspectos
mais simples e primitivos, a música é manifestação
folclórica, comum a quase todas as culturas: nesse
caso, essencialmente anônima e apoiada na
transmissão oral, espelha particularidades étnicas
determinadas.
Historicamente, música
popular era qualquer forma não folclórica muito
difundida -- desde as canções dos menestréis
medievais e trovadores até peças musicais de grande
refinamento, originalmente compostas para uma
pequena elite. Na era vitoriana e no início do
século 20, era a música dos cabarés e vaudevilles,
mais tarde substituída pelas canções-tema das peças
musicais. Enquanto isso, as formas cultas da música
ocidental pertencem a uma linhagem européia cuja
origem remonta aos primórdios da civilização cristã.
Na prática, esses três grandes e diferentes
universos estiveram sempre sujeitos à troca de
influências, como no caso de algumas canções de
Schubert, onde se percebe bem o quanto pode ser
tênue a distinção entre a música culta e a
folclórica. Se os elementos folclóricos se infiltram
na tradição culta, também o oposto é verdadeiro. O
alto grau de erudição musical em uma cultura
influencia todos os níveis de criação.
Pode-se, também, afirmar que, em sentido mais amplo,
a música folclórica poderia ser chamada popular, mas
o uso associou o termo, atualmente, a uma produção
mais efêmera e comercialmente bem-sucedida,
divulgada através da indústria de entretenimento.
Grande parte dessa música possui alta qualidade e
sua produção envolve compositores, arranjadores e
executantes profissionais, que tendem à
especialização.
Orquestra
Orquestra é uma antiga palavra grega (Orkchéstra)
que significa "lugar para dançar". Na Grécia,
durante o século 5 a.C., os espetáculos eram
encenados em teatros (anfiteatros) ao ar livre e o
espaço situado em frente à área principal de
representação, destinado às evoluções do coro, que,
também cantava e dançava, era chamado de
"orquestra".
Mais tarde, no início do século 17, na Itália, com o
surgimento da Ópera as primeiras óperas, que,
originalmente, pretendiam ser imitações dos dramas
gregos, a mesma palavra "orquestra" foi usada para
descrever o espaço entre o palco e a audiência
ocupado pelos instrumentistas.
Porém, após algum tempo, "orquestra" passou a
designar o próprio grupo de músicos e, finalmente, o
conjunto de instrumentos que tocavam.
Assim, hoje usamos a palavra "orquestra" para
indicar um conjunto razoavelmente grande de
instrumentistas que, juntos, tocam um conjunto
também razoavelmente grande de instrumentos,
geralmente, conduzidos por um regente.
Instrumentos
Musicais
Instrumento musical é todo e qualquer "objeto" que
produz sons musicais.
Os instrumentos são
agrupados em famílias ou naipes que compartilham
certas características em comum. São eles: Cordas,
Madeiras, Metais e Percussão. Uma orquestra pode
apresentar-se fundamentalmente de três maneiras:
sozinha; acompanhando as vozes, como em uma ópera ou
em um oratório, ou acompanhando um instrumento
solista, como em um concerto. Pode, também,
acompanhar os bailarinos de um ballet ou, no teatro,
tocar a música incidental (que dá ênfase a certos
momentos do enredo ou que é tocada entre os atos de
uma peça).
As Cordas -
qualquer instrumento que soa através da vibração de
cordas dedilhadas, pinçadas, percutidas ou tangidas
com arco.
Desempenham o papel mais importante na maior parte
das músicas, são colocadas na frente e dispostas ao
longo de toda a plataforma no sentido de sua
largura. As cordas são a "espinha dorsal", pois elas
constituem mais de metade dos componentes de uma
orquestra. O naipe das cordas é formado por:
Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo e Harpa. A
parte tocada por estes instrumentos corresponde
aproximadamente às vozes que, num coro, pertencem ao
soprano, ao contralto, ao tenor, ao barítono e ao
baixo.
Os Sopros
Madeiras -
instrumentos de sopro, cuja coluna de ar é posta em
vibração através do fluxo de ar de encontro a uma
borda ou mediante uma palheta.
A estes instrumentistas cabem, muitas vezes, solos
importantes. Sentam-se no centro da orquestra,
diretamente em frente do regente, em um plano mais
elevado que o das cordas. O naipe das madeiras é
composto por: Flautas, Flautim, Oboé, Corne-Inglês,
Clarinete, Clarone ou Clarinete baixo, Fagote e
Contra Fagote.
Metais - instrumentos
de sopro vibrados por ação dos lábios contra um
bocal em forma de taça ou funil.
Estes instrumentos são dispostos atrás das madeiras
para não abafar os sons mais suaves destas e das
cordas com o seu som poderoso e de muito volume. O
naipe dos metais inclui: Trompa, Trompete, Trombone
e Tuba.
A Percussão -
produzem som quando sacudidos, percutidos por uma
membrana, placa ou barra de metal, madeira ou outro
material rígido
Esta seção oferece um fundo rítmico e efeitos
especiais de timbre. É composta de: Tímpanos, Bombo,
Caixa-Clara, Pratos, Triângulo, Glockenspiel,
Xilofone, Carrilhão e Tantã, entre outros.

Regência
Regência, na acepção
própria do termo, provém do latim dirigo - dirigir,
ordenar. Em música significa dirigir, conduzir um
grupo de executantes, músicos ou cantores, dentro de
uma certa unidade musical, guiada pelos gestos das
mãos, do corpo e, até certo ponto por expressões
fisionômicas.
A maneira mais elementar de guardar a unidade é a
marcação dos tempos, obrigando os cantores ou
instrumentistas a se submeterem a um determinado
movimento musical.
Dentro da prática de marcação de tempos, o tempo
forte, o primeiro do compasso, é representado sempre
por um movimento claro e preciso, descendente (para
baixo); o ultimo tempo, o fraco, sempre com um
movimento ascendente. Os acentos secundários são
marcados a partir do forte, sempre lateralmente,
afastando-se do corpo, ou sendo um movimento para
fora, dirigindo-se à direita, ou às vezes com um
movimento para dentro, à esquerda.
Maestro
O papel do maestro,
regente ou condutor é dar uniformidade a um grande
contingente instrumental ou vocal para que todos
sigam o tempo, a dinâmica e o andamento indicado na
partitura, pois sem ele cada músico ou cantor
perderia a marcação do tempo em relação aos outros.
Em síntese, ele é o chefe do grupo, aquele que dita
as ordens, impondo na maioria das vezes a sua
"interpretação" à obra musical. Porém a figura do
maestro ditador, prepotente e arrogante vem entrando
em decadência há um bom tempo, e as grandes
orquestras do mundo vêm preferindo assim regentes
que se coloquem no mesmo nível dos outros
integrantes da orquestra, sabendo que eles estão ali
juntos para fazer música e não impor ordens.
Mas Idade Média não
existia a figura do regente como conhecemos hoje; os
grupos eram pequenos e os músicos se entreolhavam
para conseguir tocar juntos. Geralmente, havia um
líder que coordenava os ensaios e espetáculos usando
o próprio instrumento. Depois os "líderes" começaram
a bater um bastão no chão para marcar o tempo
(prática adotada pelo compositor francês Lully que,
durante a execução de uma obra, atingiu o próprio pé
com um destes bastões,o que provocou-lhe a morte em
1687, vítima de uma gangrena). Isto causava um
grande incômodo, pois toda a platéia ouvia o ruído.
Para acabar com este inconveniente, alguns músicos
decidiram marcar o tempo com as mãos e braços, já
outros enrolavam a própria partitura e marcavam o
tempo.
Mais tarde, no início do século 19, o compositor
alemão C.M.V.Weber substituiu o rolo de partitura
por uma vareta ou pequeno bastão. A esta vareta
deu-se o nome de batuta e assim é chamada e usada
até os dias de hoje.
Spalla
Spalla (em italiano,
"ombro") ou concertino (termo utilizado em Portugal)
é o nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra.
Em italiano diz-se violino di spalla. Na orquestra,
fica na primeira estante, à esquerda do maestro. É o
último músico a entrar no palco, sendo o responsável
por afinar a orquestra, antes da entrada do maestro.
É também o responsável pela execução de solos e atua
como regente substituto, repassando aos outros
músicos as determinações do maestro.
O termo provém da gíria teatral italiana, em que
attore di spalla é aquele que apóia o comediante
principal, sobretudo nas cenas mais cômicas. Por
analogia, na orquestra, spalla é o violino que dá
apoio ao regente.
Até meados do século 19, muitas vezes as
apresentações eram regidas pelo spalla, que
utilizava o arco para marcar o tempo da música.
Música de câmara
No século 17, a
aristocracia européia reunia músicos em seus
aposentos particulares. A música executada nessas
circunstâncias foi aos poucos se distinguindo também
estilisticamente das obras sacras, compostas para a
igreja.
Música de câmara é aquela concebida para solistas e
pequenos conjuntos, principalmente instrumentais.
Destacam-se as suítes, os concerti grossi e outras
obras para grupos de dois a dez intérpretes, como as
de Vivaldi e outros da escola de Veneza. Impõe-se
ainda, pela freqüência, o trio-sonata, para dois
instrumentos de cordas acompanhados por um de teclas
como baixo-contínuo, como em Bach e Haendel.
O criador da moderna música de câmara foi Haydn, que
em meados do século 18 inventou a forma-sonata, base
da sonata clássica, da sinfonia e de todos os
gêneros camerísticos. Caíra em desuso o
baixo-contínuo -- tipo de acompanhamento executado
por instrumento de teclado -- e todos os
instrumentos passaram a ter idênticas oportunidades,
em diálogo constante. Nessa fase, em que também
Mozart contribuiu genialmente para o repertório, o
poder da nobreza e o mecenato estavam em declínio, o
que levou a música de câmara a sair dos palácios e
alcançar público maior. Também se deve a Haydn a
criação do gênero mais importante da música de
câmara, o quarteto de cordas (dois violinos, viola e
violoncelo). Com Beethoven e Schubert, no início do
século 19, a música de câmara e o quarteto de cordas
atingiram o nível mais alto da música instrumental
do Ocidente. Entre os compositores modernos e
contemporâneos, destacam-se César Franck, Debussy,
Maurice Ravel, Béla Bartók, Arnold Schoenberg, Alban
Berg, Anton Webern, e o brasileiro Villa-Lobos.
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Fontes: Compêndio de Regência
Enciclopédia Britânica
Wikipedia
Escolas Padre Vitor Melícias |
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