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AGO/2008

 

 

 

 

 

 

PEQUENO GLOSSÁRIO MUSICAL


 

Música
Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos. Em seus aspectos mais simples e primitivos, a música é manifestação folclórica, comum a quase todas as culturas: nesse caso, essencialmente anônima e apoiada na transmissão oral, espelha particularidades étnicas determinadas.

Historicamente, música popular era qualquer forma não folclórica muito difundida -- desde as canções dos menestréis medievais e trovadores até peças musicais de grande refinamento, originalmente compostas para uma pequena elite. Na era vitoriana e no início do século 20, era a música dos cabarés e vaudevilles, mais tarde substituída pelas canções-tema das peças musicais. Enquanto isso, as formas cultas da música ocidental pertencem a uma linhagem européia cuja origem remonta aos primórdios da civilização cristã.
Na prática, esses três grandes e diferentes universos estiveram sempre sujeitos à troca de influências, como no caso de algumas canções de Schubert, onde se percebe bem o quanto pode ser tênue a distinção entre a música culta e a folclórica. Se os elementos folclóricos se infiltram na tradição culta, também o oposto é verdadeiro. O alto grau de erudição musical em uma cultura influencia todos os níveis de criação.
Pode-se, também, afirmar que, em sentido mais amplo, a música folclórica poderia ser chamada popular, mas o uso associou o termo, atualmente, a uma produção mais efêmera e comercialmente bem-sucedida, divulgada através da indústria de entretenimento. Grande parte dessa música possui alta qualidade e sua produção envolve compositores, arranjadores e executantes profissionais, que tendem à especialização.

 

Orquestra
Orquestra é uma antiga palavra grega (Orkchéstra) que significa "lugar para dançar". Na Grécia, durante o século 5 a.C., os espetáculos eram encenados em teatros (anfiteatros) ao ar livre e o espaço situado em frente à área principal de representação, destinado às evoluções do coro, que, também cantava e dançava, era chamado de "orquestra".
Mais tarde, no início do século 17, na Itália, com o surgimento da Ópera as primeiras óperas, que, originalmente, pretendiam ser imitações dos dramas gregos, a mesma palavra "orquestra" foi usada para descrever o espaço entre o palco e a audiência ocupado pelos instrumentistas.
Porém, após algum tempo, "orquestra" passou a designar o próprio grupo de músicos e, finalmente, o conjunto de instrumentos que tocavam.
Assim, hoje usamos a palavra "orquestra" para indicar um conjunto razoavelmente grande de instrumentistas que, juntos, tocam um conjunto também razoavelmente grande de instrumentos, geralmente, conduzidos por um regente.
 

 

Instrumentos Musicais
Instrumento musical é todo e qualquer "objeto" que produz sons musicais.

Os instrumentos são agrupados em famílias ou naipes que compartilham certas características em comum. São eles: Cordas, Madeiras, Metais e Percussão. Uma orquestra pode apresentar-se fundamentalmente de três maneiras: sozinha; acompanhando as vozes, como em uma ópera ou em um oratório, ou acompanhando um instrumento solista, como em um concerto. Pode, também, acompanhar os bailarinos de um ballet ou, no teatro, tocar a música incidental (que dá ênfase a certos momentos do enredo ou que é tocada entre os atos de uma peça).

 

As Cordas - qualquer instrumento que soa através da vibração de cordas dedilhadas, pinçadas, percutidas ou tangidas com arco.
Desempenham o papel mais importante na maior parte das músicas, são colocadas na frente e dispostas ao longo de toda a plataforma no sentido de sua largura. As cordas são a "espinha dorsal", pois elas constituem mais de metade dos componentes de uma orquestra. O naipe das cordas é formado por: Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo e Harpa. A parte tocada por estes instrumentos corresponde aproximadamente às vozes que, num coro, pertencem ao soprano, ao contralto, ao tenor, ao barítono e ao baixo.

 

Os Sopros

Madeiras - instrumentos de sopro, cuja coluna de ar é posta em vibração através do fluxo de ar de encontro a uma borda ou mediante uma palheta.
A estes instrumentistas cabem, muitas vezes, solos importantes. Sentam-se no centro da orquestra, diretamente em frente do regente, em um plano mais elevado que o das cordas. O naipe das madeiras é composto por: Flautas, Flautim, Oboé, Corne-Inglês, Clarinete, Clarone ou Clarinete baixo, Fagote e Contra Fagote.

Metais - instrumentos de sopro vibrados por ação dos lábios contra um bocal em forma de taça ou funil.
Estes instrumentos são dispostos atrás das madeiras para não abafar os sons mais suaves destas e das cordas com o seu som poderoso e de muito volume. O naipe dos metais inclui: Trompa, Trompete, Trombone e Tuba.

 

A Percussão - produzem som quando sacudidos, percutidos por uma membrana, placa ou barra de metal, madeira ou outro material rígido
Esta seção oferece um fundo rítmico e efeitos especiais de timbre. É composta de: Tímpanos, Bombo, Caixa-Clara, Pratos, Triângulo, Glockenspiel, Xilofone, Carrilhão e Tantã, entre outros.

 

 

 

 

Regência

Regência, na acepção própria do termo, provém do latim dirigo - dirigir, ordenar. Em música significa dirigir, conduzir um grupo de executantes, músicos ou cantores, dentro de uma certa unidade musical, guiada pelos gestos das mãos, do corpo e, até certo ponto por expressões fisionômicas.
A maneira mais elementar de guardar a unidade é a marcação dos tempos, obrigando os cantores ou instrumentistas a se submeterem a um determinado movimento musical.
Dentro da prática de marcação de tempos, o tempo forte, o primeiro do compasso, é representado sempre por um movimento claro e preciso, descendente (para baixo); o ultimo tempo, o fraco, sempre com um movimento ascendente. Os acentos secundários são marcados a partir do forte, sempre lateralmente, afastando-se do corpo, ou sendo um movimento para fora, dirigindo-se à direita, ou às vezes com um movimento para dentro, à esquerda.

 

Maestro

O papel do maestro, regente ou condutor é dar uniformidade a um grande contingente instrumental ou vocal para que todos sigam o tempo, a dinâmica e o andamento indicado na partitura, pois sem ele cada músico ou cantor perderia a marcação do tempo em relação aos outros. Em síntese, ele é o chefe do grupo, aquele que dita as ordens, impondo na maioria das vezes a sua "interpretação" à obra musical. Porém a figura do maestro ditador, prepotente e arrogante vem entrando em decadência há um bom tempo, e as grandes orquestras do mundo vêm preferindo assim regentes que se coloquem no mesmo nível dos outros integrantes da orquestra, sabendo que eles estão ali juntos para fazer música e não impor ordens.

Mas Idade Média não existia a figura do regente como conhecemos hoje; os grupos eram pequenos e os músicos se entreolhavam para conseguir tocar juntos. Geralmente, havia um líder que coordenava os ensaios e espetáculos usando o próprio instrumento. Depois os "líderes" começaram a bater um bastão no chão para marcar o tempo (prática adotada pelo compositor francês Lully que, durante a execução de uma obra, atingiu o próprio pé com um destes bastões,o que provocou-lhe a morte em 1687, vítima de uma gangrena). Isto causava um grande incômodo, pois toda a platéia ouvia o ruído. Para acabar com este inconveniente, alguns músicos decidiram marcar o tempo com as mãos e braços, já outros enrolavam a própria partitura e marcavam o tempo.
Mais tarde, no início do século 19, o compositor alemão C.M.V.Weber substituiu o rolo de partitura por uma vareta ou pequeno bastão. A esta vareta deu-se o nome de batuta e assim é chamada e usada até os dias de hoje.
 

 

Spalla

Spalla (em italiano, "ombro") ou concertino (termo utilizado em Portugal) é o nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra. Em italiano diz-se violino di spalla. Na orquestra, fica na primeira estante, à esquerda do maestro. É o último músico a entrar no palco, sendo o responsável por afinar a orquestra, antes da entrada do maestro. É também o responsável pela execução de solos e atua como regente substituto, repassando aos outros músicos as determinações do maestro.
O termo provém da gíria teatral italiana, em que attore di spalla é aquele que apóia o comediante principal, sobretudo nas cenas mais cômicas. Por analogia, na orquestra, spalla é o violino que dá apoio ao regente.
Até meados do século 19, muitas vezes as apresentações eram regidas pelo spalla, que utilizava o arco para marcar o tempo da música.

 

Música de câmara

 

No século 17, a aristocracia européia reunia músicos em seus aposentos particulares. A música executada nessas circunstâncias foi aos poucos se distinguindo também estilisticamente das obras sacras, compostas para a igreja.
Música de câmara é aquela concebida para solistas e pequenos conjuntos, principalmente instrumentais. Destacam-se as suítes, os concerti grossi e outras obras para grupos de dois a dez intérpretes, como as de Vivaldi e outros da escola de Veneza. Impõe-se ainda, pela freqüência, o trio-sonata, para dois instrumentos de cordas acompanhados por um de teclas como baixo-contínuo, como em Bach e Haendel.
O criador da moderna música de câmara foi Haydn, que em meados do século 18 inventou a forma-sonata, base da sonata clássica, da sinfonia e de todos os gêneros camerísticos. Caíra em desuso o baixo-contínuo -- tipo de acompanhamento executado por instrumento de teclado -- e todos os instrumentos passaram a ter idênticas oportunidades, em diálogo constante. Nessa fase, em que também Mozart contribuiu genialmente para o repertório, o poder da nobreza e o mecenato estavam em declínio, o que levou a música de câmara a sair dos palácios e alcançar público maior. Também se deve a Haydn a criação do gênero mais importante da música de câmara, o quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo). Com Beethoven e Schubert, no início do século 19, a música de câmara e o quarteto de cordas atingiram o nível mais alto da música instrumental do Ocidente. Entre os compositores modernos e contemporâneos, destacam-se César Franck, Debussy, Maurice Ravel, Béla Bartók, Arnold Schoenberg, Alban Berg, Anton Webern, e o brasileiro Villa-Lobos.
 

 

 

   

Fontes: Compêndio de Regência

Enciclopédia Britânica

Wikipedia

Escolas Padre Vitor Melícias

     
     

 

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Atualizado em: 22 agosto, 2008 .