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Casal Aino

 

Universidade de Tóquio

Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia do Japão (JAIST) - Ishikawa

Universidade Internacional do Japão - Niigata

 

 

 
     
 
 
 
     

 

 

  JAPÃO - A Terra do Sol Nascente

 

 

Sua Gente

 

O Japão possui a décima maior população do planeta, com 127,3 milhões de habitantes.

 

Com exceção dos ainos, povo indígena do qual há uma pequena população remanescente em Hokkaido, considera-se que os japoneses constituem um único grupo étnico. Classificam-se como um ramo da raça mongolóide, estreitamente relacionada com os povos da Ásia oriental. Suas características físicas gerais são cabelo negro, liso e forte; pele amarela, olhos escuros e oblíquos e corpo pouco piloso.

 

A língua nacional é o japonês, incluída no grupo lingüístico altaico e afim ligada ao coreano. A introdução de caracteres e textos chineses, no século 4 da era cristã, enriqueceu enormemente o idioma. Inicialmente empregaram-se os caracteres chineses para escrever, mas no século 9 desenvolveu-se um silabário, o kana, desde então usado para o japonês escrito, junto com cerca de quatro mil caracteres chineses, reduzidos a dois mil após a segunda guerra mundial. É grande a quantidade de dialetos, mas o de Tóquio difundiu-se pelo país ao longo do século 19 e se impôs graças ao sistema educativo e aos modernos meios de comunicação.

 

A partir do século 19 as mudanças sociais e econômicas se estenderam às mais distantes aldeias rurais, ainda que muitos costumes tradicionais tenham sobrevivido. Assim também ocorre com os sistemas cooperativos da agricultura e a assistência mútua entre os habitantes de um mesmo povoado. A unidade autônoma rural, conhecida como mura, consta de trinta a cinqüenta famílias. Os assentamentos rurais são em sua maioria bastante antigos, embora muitos tenham surgido no século 16. Nenhum núcleo populacional, porém, pode considerar-se exclusivamente rural, pois a comunicação com os centros urbanos é intensa e nos meses de inverno a população rural fornece mão-de-obra sazonal para as cidades. As aldeias de pescadores se multiplicaram a partir do século 17 e o mesmo ocorreu com os núcleos de montanheses, que surgiram quando a madeira, o carvão vegetal e outros produtos encontraram mercado nas cidades.

 

Visto que mais de oitenta por cento do país se constituem de montanhas e zonas inóspitas, a população se concentra nas grandes cidades e conurbações das planícies. Os assentamentos urbanos são de origem recente. À exceção das primeiras capitais (Nara, Quioto e Kamakura), não existia nenhuma cidade grande antes do século 16. Desde o final desse século, os poderosos templos e senhores feudais começaram a construir cidades que atraíram comerciantes e artesãos. O crescimento urbano se acelerou no século 19 com o desenvolvimento dos portos internacionais de Kobe, Yokohama, Niigata, Hakodate e Nagasaki e com as bases navais de Yokosuka, Kure e Sasebo.


A industrialização também influiu no crescimento de cidades como Yawatahama, Niihama, Kawasaki e Amagasaki. Nos aglomerados urbanos japoneses se misturam o antigo e o novo, pois neles um núcleo tipicamente oriental coexiste com os mais modernos centros comerciais e sofisticadas indústrias. Casas de construção frágil se erguem junto a imponentes arranha-céus. A capital nacional, Tóquio (denominada Edo até 1868), é uma das cidades mais populosas do mundo. Outras cidades importantes são Yokohama, Osaka, Nagoya e Sapporo.

 

Sociedade

 

O alto nível de vida, uma nutrição adequada e abundante, assim como o organizado sistema de saúde pública contribuíram para aumentar a expectativa de vida dos japoneses. Numerosos hospitais, clínicas e centros de saúde em toda a nação, aliados à educação sanitária nas escolas, tiveram como resultado a erradicação de doenças como o tifo, difteria e escarlatina. Em contrapartida, aumentaram as chamadas doenças da civilização moderna. Hipertensão, moléstias cardiovasculares e distúrbios psíquicos tornaram-se as principais causas de morte, junto com os acidentes de trânsito. As práticas médicas são predominantemente ocidentais, mas também se aplicam técnicas chinesas tradicionais.


Os serviços de previdência social aperfeiçoaram-se notavelmente depois da segunda guerra mundial e incluem pensões por doença, aposentadoria, viuvez e orfandade, desemprego e seguro de acidentes. Desde 1961, o sistema ampara todos os japoneses. Muitas instituições privadas proporcionam assistência complementar.


Antes da restauração Meiji, funcionavam diversas instituições educativas, muitas delas influenciadas pela cultura chinesa. As escolas privadas (terakoia), principalmente nas cidades, ministravam o ensino primário. Os senhores provinciais (daimios) também criaram escolas especiais para os filhos da classe guerreira. O sistema educativo moderno foi implantado a partir de 1868 e, quatro anos depois, abriram-se escolas primárias e secundárias em todo o país. A educação gratuita obrigatória foi promulgada em 1900 e em 1908 foi fixada em seis anos.


Desde 1947, a educação obrigatória compreende um período de nove anos, que começa aos seis anos de idade. O sistema educativo está organizado da seguinte maneira: os jardins de infância duram de um a três anos e são facultativos. A escola primária dura seis anos; a escola secundária três; e o bacharelado superior (não obrigatório), outros três. O ensino superior é ministrado em centros de ensino e universidades, em cursos de dois a quatro anos de duração. O doutorado exige três anos de especialização depois de obtido o título de graduação. Existem ainda escolas técnicas, em cinco modalidades. O Japão é um dos poucos países do mundo que proporcionam educação completa e gratuita para toda a população. A administração do ensino é descentralizada e o Ministério da Educação desempenha papel de mero coordenador. A responsabilidade sobre orçamento, planos de estudo e supervisão compete às autoridades locais.


Os sindicatos japoneses são relativamente recentes, pois embora as organizações operárias funcionassem antes da segunda guerra mundial, foi a partir da derrota que, por influência americana, se concedeu aos trabalhadores o direito de organização, de negociar com os patrões e declarar greves. As questões trabalhistas no Japão, julgadas em função dos dias de trabalho perdidos, são mais facilmente resolvidas que em outros países industrializados, como Estados Unidos, Reino Unido ou Itália.
 

Moradia

 

A escassez de habitação, um dos principais problemas políticos e sociais do Japão, tem como causas: (1) a destruição de setenta por cento das moradias nas principais cidades do país durante a segunda guerra mundial; (2) a constante elevação dos preços das residências nas grandes cidades; (3) o uso generalizado da madeira como material de construção, que exige substituição mais freqüente que o tijolo; (4) a freqüência de terremotos, tufões e inundações produzidas pelas chuvas; (5) a tendência do governo a incentivar mais o crescimento industrial do que a construção de edifícios e casas; e (6) a elevação do nível de vida, que provocou o aumento da demanda por casas melhores e maiores.


O estilo de vida do Japão mudou muito depois da 2ª Guerra Mundial, quando um grande número de pessoas deixou a região rural para se fixar nas cidades, trocando o campo pelo trabalho em escritórios. É costume dos lares japoneses que três ou mais gerações da mesma família vivam sob o mesmo teto.

Em geral, as casas tradicionais são feitas de madeira e sustentadas por pilares do mesmo material. As construções mais recentes, porém, já seguem o padrão ocidental representado pelos amplos prédios de apartamentos levantados com ferro e cimento. No entanto, o costume de se ter pelo menos um aposento em estilo japonês com piso de tatami e de não usar sapatos dentro de casa ainda é preservado. O genkan, ou entrada, serve como lugar para se tirar, guardar e calçar os sapatos. As pessoas normalmente colocam chinelos para usar dentro de casa.

O tatami é uma espécie de esteira feita com uma base de palha e é usada para forrar os lares japoneses há 600 anos. Cada peça mede entre 0,95 x 1,91m, e o tamanho dos quartos é normalmente medido pelo número de tatamis que se encaixam no aposento. O piso feito com esse material é fresco no verão e morno no inverno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Atualizado em: 12 novembro, 2008.