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BRASIL
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Festas Populares
Festas Juninas
Homenageando três santos -
Santo Antônio, no dia 13, São João, no dia 24, e São Pedro, no dia 29,
junho é o mês das
alegres e coloridas Festas Juninas, também conhecidas como
Festas dos Santos Populares ou, simplesmente, Festa
de São João, como acontece no Nordeste
brasileiro. Neste período, praticamente em todo
o Brasil, são construídos os chamados arraiais.
História
Entender o
porquê das festas juninas terem se tornado uma tradição e parte
importante da cultura do nosso povo é montar um quebra-cabeça de
histórias e culturas ancestrais.
Segundo alguns
estudiosos, as antes chamadas festas "joaninas" têm sua origem na Europa católica do século 4
em homenagem a São João Batista
.
No século 13 os portugueses incluíram São Pedro,
fundador da Igreja Católica, e Santo Antônio,
conhecido pela fama de casamenteiro, às
comemorações. No Brasil, a data é celebrada desde 1583. Antônio é um
santo português, sendo, por isso, especialmente cultuado naquele país e
também no Brasil colonial. É atribuído a ele, ainda, poderes de reparar causas
perdidas.
Origens pagãs
Mas registros históricos mostram que as festas realizadas nesta época do
ano são muito mais antigas e vêm de muito antes da era cristã. De
fato, remontam aos
primórdios da civilização, quando, em junho, no hemisfério Norte, o
início do verão ensejava inúmeros rituais de invocação de fertilidade,
necessários para se garantir o crescimento da vegetação, fartura na
colheita e clamar por mais chuvas. Estes rituais foram praticados pelas
mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do
planeta.
Os antigos celtas -- povos que habitavam a região da atual Grã-Bretanha, por exemplo, já comemoravam a chegada do verão com danças em volta
da fogueira e oferendas aos deuses (em especial à deusa-Mãe), com
pedidos para uma boa colheita e fertilidade para as mulheres da aldeia.
Ao longo dos séculos,
nas mesmas datas
ou épocas do ano, a
Igreja Católica foi sobrepondo suas próprias festas aos ritos pagãos
e fornecendo um pretexto cristão para atividades festivas
ancestrais. Assim, para os ritos do Solstício de Verão, vieram as festas
dos três santos católicos mais importantes.
No Brasil
Por aqui, os
festejos juninos se intensificaram depois da chegada da corte portuguesa, em 1808,
passando a ser mais um reflexo do misto de culturas que traduz o povo brasileiro.
A quadrilha, por exemplo, vêm da "quadrille" francesa e fez um sucesso
enorme nos salões da alta sociedade carioca do século 19. Com o passar
do tempo, a dança caiu no gosto popular e foi sendo alterada até chegar
na versão que conhecemos hoje, tendo o típico forró como música de base
(mas os comandos em um francês adaptado permaneceram na dança: "anavam",
"anarriê", "changê"...).
Seja pela tradição católica ou pelos ritos pagãos, as festas juninas
sempre estiveram relacionadas ao meio rural, ao homem da terra e, no
Brasil, não poderia ser diferente: a figura do caipira, do vigário, o
baile na roça e o casamento são ícones da cultura popular que, com a
ajuda de escolas, igrejas e centros culturais de todo o País, continuam
vivos no imaginário popular e fazem de junho um mês tão especial.
Tradições
As tradições fazem parte das comemorações juninas, são muitas e variadas.
Conheça algumas:
As fogueiras servem como centro para a dança das quadrilhas.
Os balões, também, sempre compuseram este cenário, mas hoje são cada vez
mais raros por conta do perigo
de incêndio
que representam e das leias que proíbem
essa prática. Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de
cinco a sete balões para se identificar o início da festança.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes
grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas
casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade
de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas
festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e
empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os
visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a
quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as
simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho,
as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a
tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da
casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a
tradição, devem comer deste pão.
Iguarias juninas
A culinária é marca registrada das festas juninas. A tradição pede
mesas fartas com guloseimas das mais variadas. No Norte e no Nordeste do
Brasil come-se ainda muita castanha-do-pará ou de caju e guloseimas
feitas de coco ou de macaxeira. No Sul e no Sudeste, muito pinhão e
amendoim. Mas,
como o mês de junho é a época da colheita do milho,
é ele quem impera nas festas juninas. Um
dos alimentos mais antigos do mundo, originado aqui mesmo nas Américas
há pelo menos 7 mil anos,
é base para delícias como
pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de
milho, entre outras.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época:
arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá,
cocada, pé-de-moleque, batata doce e muito
mais. E
para acompanhar tudo isso, muitas pessoas não dispensam um tradicional
quentão
ou o vinho quente,.
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