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BRASIL
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ESTADO DE SANTA CATARINA |
Uma terra de mil jeitos.
Jeitos de natureza e jeitos humanos. Situada ao Sul do Brasil, entre os
Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, Santa Catarina recusa definições.
Este pequeno Estado brasileiro, com pouco mais de 6 milhões de
habitantes, reúne em seus singelos 95,4 mil km² uma diversidade tal de
cenários e gentes que deslumbra os que o visitam. Praias de areia
branca, matas tropicais e serras nevadas. Pescadores açorianos,
agricultores italianos e industriais alemães. Uma terra de belos e
definitivos contrastes, e por isto mesmo tão fascinante.
Na economia, estes contrastes se repetem. Uma agricultura forte, baseada
em minifúndios rurais, divide espaço com um parque industrial atuante, o
quarto maior do país. Indústrias de grande porte e milhares de pequenas
empresas espalham-se pelo estado, ligadas aos centros consumidores e
portos de exportação por uma eficiente malha rodoviária. Estradas que
também incrementam o turismo, vocação inata do pequeno estado, hoje
terceiro maior pólo turístico nacional.
O equilíbrio e dinamismo da economia catarinense refletem-se nos
elevados índices de crescimento, alfabetização, emprego e renda per
capita, muito superiores à média nacional. Números que surpreendem e
complementam o perfil fascinante de um dos mais produtivos e belos
Estados brasileiros.
Geologia e relevo
Com 77% de seu território acima de
300m de altitude e 52% acima de 600m, Santa Catarina figura entre os
estados brasileiros de mais forte relevo. Quatro unidades, que se
sucedem de leste para oeste, compõem o quadro morfológico: a baixada
litorânea, a serra do Mar, o planalto paleozóico e o planalto basáltico.
A baixada litorânea compreende as terras situadas abaixo de 200m de
altitude. Ao norte, alarga-se bastante, penetrando no interior ao longo
dos vales dos rios que descem da serra do Mar. Para o sul, estreita-se
progressivamente. A serra do Mar domina a baixada litorânea a oeste.
Salvo no norte do estado, onde forma o rebordo escarpado de um planalto
mais ou menos regular, a serra tem caráter muito diverso do que
apresenta em outros estados, como Paraná e São Paulo. Em Santa Catarina,
forma uma faixa montanhosa, de aproximadamente mil metros de altitude,
constituída por um conjunto de maciços isolados pelos vales profundos
dos rios que drenam para o Atlântico.
Por trás da serra do Mar estende-se o planalto paleozóico, cuja
superfície plana encontra-se fragmentada em compartimentos isolados
pelos rios que correm para leste. O planalto paleozóico perde altura de
norte para sul; na parte meridional do estado confunde-se com a planície
litorânea, uma vez que a serra do Mar não chega até essa parte de Santa
Catarina.
O planalto basáltico ocupa a maior parte do estado. Formado por camadas
de basalto (derrames de lavas), intercaladas com camadas de arenito, é
limitado a leste por um rebordo escarpado a que se dá o nome de serra
Geral. No norte do estado, o rebordo do planalto basáltico se encontra
no interior; para o sul vai-se aproximando gradativamente do litoral até
que, no limite com o Rio Grande do Sul, passa a cair diretamente sobre o
mar. A superfície do planalto é regular e se inclina suavemente para
oeste. Os rios que correm para o Paraná abriram nele profundos vales.
Clima
Dois tipos climáticos caracterizam o
estado de Santa Catarina: o subtropical úmido com verões quentes (Cfa) e
o subtropical úmido com verões brandos (Cfb). O tipo Cfa ocorre na
baixada litorânea e nas partes mais baixas do planalto (extremo
ocidental e vale do rio Uruguai). Registra temperaturas médias anuais de
20°C, na baixada e no vale do Uruguai, e 18° C, no extremo ocidental; a
pluviosidade, bem distribuída no decorrer do ano, atinge 1.500mm anuais.
O tipo Cfb ocorre no resto do planalto. Registra temperaturas médias
anuais de 18°e 16°C. A diferença entre as temperaturas de inverno e
verão é bastante pronunciada, com uma amplitude térmica anual superior a
90°C. Os invernos são muito rigorosos: observam-se, em certas áreas,
mais de 25 dias de geada por ano. A pluviosidade é semelhante à do tipo
anterior. O fato singular, porém, é que uma pequena parte dela ocorre
sob a forma de neve (região de São Joaquim).
Hidrografia
Os rios que correm pelo território
catarinense pertencem a dois sistemas independentes, que têm como
divisores de águas a serra Geral e a serra do Mar. O sistema da vertente
do Atlântico é formado por bacias isoladas entre si, como as dos rios
Itajaí-Açu, Tubarão, Araranguá, Tijucas e Itapocu.
No interior do estado, duas bacias se unem para formar a bacia do Prata:
a do rio Paraná, que tem como principal afluente o rio Iguaçu, e a do
rio Uruguai, cujos afluentes mais importantes são o rio Pelotas, o
Canoas, o Chapecó e o do Peixe.
Vegetação
A cobertura vegetal original do
estado compreende dois tipos de formação: florestas e campos. As
florestas, que ocupavam 65% do território catarinense, foram bastante
reduzidas por efeito de devastação. Contudo, o plantio de árvores tem
crescido, graças aos incentivos governamentais e ao desenvolvimento da
indústria madeireira. No planalto, apresentam-se sob a forma de
florestas mistas de coníferas (araucárias) e latifoliadas e, na baixada
e encostas da serra do Mar, apenas como floresta latifoliada. Os campos
ocorrem como manchas dispersas no interior da floresta mista. Os mais
importantes são os de São Joaquim, Lajes, Curitibanos e Campos Novos.
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