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BRASIL
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ESTADO DE SANTA CATARINA |
Uma terra de mil jeitos.
Jeitos de natureza e jeitos humanos. Situada ao Sul do Brasil, entre os
Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, Santa Catarina recusa definições.
Este pequeno Estado brasileiro, com pouco mais de 6 milhões de
habitantes, reúne em seus singelos 95,4 mil km² uma diversidade tal de
cenários e gentes que deslumbra os que o visitam. Praias de areia
branca, matas tropicais e serras nevadas. Pescadores açorianos,
agricultores italianos e industriais alemães. Uma terra de belos e
definitivos contrastes, e por isto mesmo tão fascinante.
Na economia, estes contrastes se repetem. Uma agricultura forte, baseada
em minifúndios rurais, divide espaço com um parque industrial atuante, o
quarto maior do país. Indústrias de grande porte e milhares de pequenas
empresas espalham-se pelo estado, ligadas aos centros consumidores e
portos de exportação por uma eficiente malha rodoviária. Estradas que
também incrementam o turismo, vocação inata do pequeno estado, hoje
terceiro maior pólo turístico nacional.
O equilíbrio e dinamismo da economia catarinense refletem-se nos
elevados índices de crescimento, alfabetização, emprego e renda per
capita, muito superiores à média nacional. Números que surpreendem e
complementam o perfil fascinante de um dos mais produtivos e belos
Estados brasileiros.
ROTEIROS CATARINENSES
Ilha de Santa Catarina
Florianópolis é uma cidade
excepcionalmente bela. Quem a visita, entrega-se a seus encantos e
sempre volta. Capital do estado de Santa Catarina, é formada por uma
grande ilha oceânica, com 424,4 km², e uma pequena península continental
com 12,1 km², totalizando 436,4 km². Aproximadamente 300 mil pessoas
moram na ilha e nos bairros do continente. Durante a temporada de verão,
esta população ultrapassa 1 milhão de pessoas, entre moradores e
visitantes. Floripa, como é conhecida pelos turistas, hoje, é um dos
mais importantes destinos turísticos do Brasil.
É uma cidade de contrastes. Sua face urbana, formada pelo centro, pela
região continental e pelos balneários turísticos, vive no ritmo do
século 21. Porém, nas comunidades rurais do interior da ilha e nas
pacatas povoações de pescadores à beira-mar, o tempo ainda obedece o
vaivém das marés, o passar das estações e as mudanças da lua.
Esses contrastes fazem com que Florianópolis tenha um estilo de vida
próprio, só seu, traduzido em qualidade de vida - a cidade detém o
segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano entre todas as mais de
5.000 cidades do país. Não por acaso, Florianópolis é apontada como a
capital com melhor qualidade de vida do Brasil.
Infra-estrutura turística completa
Florianópolis tem capacidade para realizar grandes eventos, como
congressos, convenções, competições esportivas, shows e espetáculos. Há
mais de 100 hotéis de categoria superior ou turística - são 16.000
leitos apenas na rede hoteleira. Existem, ainda, pousadas, muitas de
nível internacional. Ao todo, são aproximadamente 500 meios de
hospedagem. O Aeroporto Internacional Hercílio Luz é campeão em vôos
charters durante a temporada de verão. E os transatlânticos turísticos
começam a aportar na cidade. A infra-estrutura de serviços,
entretenimento e lazer é completa, com grandes shoppings, danceterias,
bares e centenas de restaurantes - a gastronomia local é baseada em
frutos do mar, mas existem casas especializadas em todo o tipo de
culinária.
Litoral Norte
O Litoral Norte catarinense é encantador. Destacam-se, na paisagem
paradisíaca, Balneário Camboriú, mais famoso e freqüentado balneário de
toda a região Sul do Brasil; São Francisco do Sul, terceira povoação
mais antiga do Brasil e a cidade mais antiga de Santa Catarina , e Bombinhas, capital regional do mergulho.
É um litoral com muitos contrastes. Cidades com infra-estrutura e
programação intensa para atender os visitantes, como Itapema e Itajaí,
dividem espaço com pacatos e tranqüilos vilarejos de pescadores, como
Barra do Sul, Barra Velha, Piçarras, Penha, Governador Celso Ramos.
O fluxo turístico está concentrado durante a temporada de verão. Mas há
opções de lazer e divertimento o ano inteiro. Especialmente no outono,
quando as paisagens ficam ainda mais luminosas e as águas permanecem
quentes, perfeitas para o mergulho. O Beto Carrero World, em Penha,
quinto maior parque temático do mundo, funciona todo o ano. E as cidades
portuárias de Itajaí e São Francisco do Sul, que têm recebido os grandes
navios de cruzeiro turísticos nos últimos anos, têm vida própria, com
destaque para as atividades culturais.
Litoral Sul: Surf e História
De Garopaba a Laguna, o verão
fervilha. Calmas e pacatas no inverno, quando a beleza natural se
acentua, Garopaba e Imbituba chegam a receber até 100 mil turistas na
temporada. Em Imbituba, fica a famosa Praia do Rosa.
Laguna é cidade histórica. Ali fica o Marco de Tordesilhas e a casa onde
nasceu a heroína brasileira Anita Garibaldi. Ao todo, 600 prédios e
monumentos já foram tombados pelo Patrimônio Histórico na cidade. Os
maiores atrativos são o Farol de Santa Marta, a Lagoa Imaruí e o
Carnaval. Ao Sul de Laguna, ficam balneários familiares como Rincão,
Arroio do Silva e Morro dos Conventos.
Próximo ao litoral, em direção ao interior, fica Gravatal, estância
hidromineral com boa estrutura hoteleira instalada.
O Caminho dos Príncipes
Maior cidade de Santa
Catarina, com quase 500 mil habitantes, Joinville abre o Caminho dos
Príncipes. Um roteiro bucólico que atravessa cidades como Jaraguá do
Sul, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Corupá. Percorrê-lo é descobrir a
simplicidade e a beleza do interior catarinense, temperadas pela rica
tradição germânica.
Situada entre a Serra do Mar e a Baía da Babitonga, Joinville é o maior
parque industrial e também o maior centro exportador de Santa Catarina.
Harmoniza avenidas largas e shopping centers com uma bela arquitetura
colonial germânica e o ar pacato de cidade do interior.
Tomando-se a SC-301, logo acima de Joinville, ingressa-se num roteiro
mágico que leva até Campo Alegre, São Bento do Sul e Rio Negrinho. São
cidadezinhas tipicamente alemãs, com casarões de madeira e ruas
impecavelmente limpas. São Bento é a mais próspera, mas seus 60 mil
habitantes conseguem harmonizar o progresso com a preservação dos
encantos do passado.
Partindo de Rio Negrinho pela Ferrovia das Cachoeiras, em uma antológica
Maria-Fumaça, ou mesmo pela moderna rodovia que serpenteia serra abaixo,
chega-se até Corupá. Ali, a atração são as cachoeiras que brotam das
encostas, mapeadas por trilhas ecológicas. Pouco mais abaixo, Jaraguá do
Sul é importante pólo industrial. Tem 100 mil habitantes, a cordialidade
de cidade pequena e a fama de excelente local para a prática de canoagem
e asa-delta.
O Vale Europeu
Um pedaço da Alemanha
encravado em plena Santa Catarina. Assim é o Vale do Itajaí, onde
cidades como Blumenau, Brusque e Pomerode preservam a cultura e as
tradições dos imigrantes que colonizaram a região. Esta reverência
germânica é visível na arquitetura e na culinária, no artesanato e nas
festas, nos olhos azuis e nos cabelos loiros da população.
Blumenau é o centro deste enclave germânico. Maior pólo têxtil do
Brasil, famosa por seus cristais e porcelanas, a cidade debruça-se bela
sobre o Rio Itajaí-Açu. Largas avenidas pontilhadas de construções
típicas, pontes que abraçam o rio e animadas cervejarias abrigam uma
gente hospitaleira. A Vila Itoupava, distante 25 Km do centro, é um
interessante conjunto de construções em estilo enxaimel, restaurantes
típicos e pontos de venda de produtos coloniais.
Com mais de 120 indústrias, Brusque é conhecida como a "Cidade dos
Tecidos". É o maior pólo de pronta-entrega de confecções do Sul do
Brasil. Possui uma renda per capita em torno de US$ 6.500,00 - bem acima
da média nacional - e atrações que vão desde sua arquitetura e culinária
tipicamente alemãs até o fascínio da Caverna de Botuverá, uma das mais
belas do país.
Embora menor, Pomerode é considerada a cidade mais alemã do Brasil.
Distante 32 Km de Blumenau, destaca-se por suas porcelanas, pelo
bilingüismo (95% da população fala fluentemente o alemão) e, como não
poderia deixar de ser, pela arquitetura e culinária tipicamente
germânicas.
A Pequena Itália
Quem percorre os caminhos do
Sul descobre, nas dobras do interior e no povo ímpar que as habita, um
jeito italiano que surpreende e agrada. Maior corrente migratória
recebida pelo estado, os italianos representam quase 65% da população
catarinense.
Existem colônias italianas ao norte e oeste do estado, mas o principal e
mais homogêneo reduto italiano de Santa Catarina fica no sul. Lá,
degustar um bom vinho, comprar produtos caseiros, apreciar dialetos e
canções tradicionais são prazeres simples que gratificam o visitante.
Urussanga é a capital da "Pequena Itália". Sede da Festa do Vinho, é uma
agradável cidadezinha, salpicada de casas coloniais e cantinas
transformadas em simpáticos restaurantes caseiros. A réplica da "Pietá"
de Michelangelo, doada pelo Vaticano e exposta no interior da Igreja
Matriz, é outra atração da localidade.
Em Orleans, o Museu ao Ar Livre preserva casas, engenhos e equipamentos
dos primeiros imigrantes e a Via Sacra foi arrancada da rocha pelo
escultor Zé Diabo. Em Nova Veneza, a atração é a antiga casa da Família
Bratti, o mais excepcional conjunto arquitetônico feito em taipa de
pedra da região.
Complementam o circuito os municípios de Criciúma, Pedras Grandes, Treze
de Maio, Sangão, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Siderópolis,
Forquilhinha, Maracajá, Morro Grande, Meleiro, Turvo e Jacinto Machado.
Jeitos e rostos de um mundo simples, com sabor italiano.
Planalto Serrano - O
caminho da neve
O Planalto Serrano
catarinense é a região mais fria do Brasil. E é o único lugar no país
onde a precipitação de neve é certa - todos os anos a paisagem
verde-amarelada de araucárias, coxilhas (campos ondulados) e taipas
(muros de pedra) torna-se branca, mesmo que por poucos dias, no inverno.
Nestes dias, até as águas das cachoeiras congelam.
É uma região de campos de altitude, florestas e grandes cânions. Nos
campos, ficam as fazendas, algumas com serviços de hospedagem. A região
é ideal para o turismo rural. Lages, maior cidade do Planalto Serrano,
há dois séculos era entreposto comercial no Caminho dos Tropeiros, no
qual era feito o transporte de gado entre Rio Grande do Sul e São Paulo.
Hoje, a cultura campeira, cujos ícones são o homem do campo, as fazendas
e o cavalo, é predominante na Serra Catarinense. Algumas das fazendas
que oferecem turismo rural são centenárias. O frio, as histórias de
tropeiros contadas ao pé do fogo de chão, o pinhão, o chimarrão, o
camargo (café misturado com o leite saído na hora, bebido ao pé da vaca)
criam uma atmosfera especial, repleta de calor humano e hospitalidade.
No inverno, o cenário de
neve, pinheiros e frio surpreende e torna ainda mais bela a natureza
agreste do Planalto Catarinense. Pequenas cidades e povoados rurais
emolduram e complementam o espetáculo natural de serras e planícies
cortadas por cânions e, mesmo estando-se a menos de 100 Km do litoral,
respira-se o revigorante ar gelado das montanhas.
Basta deixar a BR-101 e aventurar-se pela Serra do Rio do Rastro, ou do
Corvo Branco, para maravilhar-se com os cenários que se sucedem a cada
curva da sinuosa estrada. Montanhas cobertas de Mata Atlântica são
lentamente substituídas por araucárias seculares e cachoeiras pontuam
rios de água cristalina. No planalto, campos gramados, demarcados por
rústicas taipas de pedra, abrigam rebanhos de gado e são,
ocasionalmente, cobertos por fina camada de neve. Hotéis-fazenda
espalham-se pela região, recuperando a vida simples do interior, o trato
com os animais e as tradições que vieram do Sul.
Urubici, a 1.820 metros de altitude, é a cidade mais fria do estado, e
lá a temperatura chega aos zero graus no auge do inverno. São Joaquim -
segundo produtor regional de maçã - recebe maior incidência de neve e,
por conseqüência, o maior número de visitantes da região. Lages, mais
para o oeste, foi passagem dos tropeiros que ligavam o Rio Grande do Sul
a São Paulo e ainda hoje por lá predominam a cultura campeira, o pinhão,
o churrasco e o chimarrão.
Os encantos do Oeste
O Oeste é uma vasta região
que, geograficamente, pode ser situada entre a BR-116 e a divisa com a
Argentina. No centro desse território ficam Irani e outras cidades que
foram palco da Guerra do Contestado, episódio militar que marcou a
região e cuja história permanece viva nos museus, nos monumentos e na
memória das novas gerações.
Aconchegada entre as verdes
colinas do Meio-oeste catarinense, Treze Tílias é uma verdadeira viagem
aos Alpes austríacos. Uma cidade de 4 mil habitantes, recheada de
telhados pontiagudos, floreiras nas janelas e simpáticos olhos azuis.
Uma herança cultural tirolesa, que transparece também nas danças ao som
de bandinhas típicas e nos ateliês de escultura em madeira, um dos
maiores atrativos da cidade. Boa parte dos moradores tem dupla
nacionalidade e vota nas eleições austríacas através do vice-consulado
daquele país existente na cidade. Um pedacinho da Europa em terras
tropicais, onde analfabetos e desempregados praticamente não existem.
Já Fraiburgo teve colonização de alemães e italianos. Com 40 mil
habitantes, é considerada a Capital Nacional da Maçã, responsável por
45% da produção nacional. Tudo na região gira em torno do fruto
proibido, dos cenários verdes de pomares que sobem colinas ao prato mais
típico da região: torta de maçã.
Além dos europeus, o Meio-oeste catarinense também tem asiáticos. Perto
de Curitibanos, em Frei Rogério, uma intrigante comunidade japonesa
trabalha a terra, para dela extrair verduras, frutas e flores
multicoloridas. Com proverbial perseverança, colore os campos da região
com cravos e crisântemos. Muitos sequer falam português. Vivem bem
consigo mesmos, cultuando em silêncio a terra e a tradição dos seus
antepassados.
Águas de curam
Brota das profundezas da
terra, quente e cristalina, uma das maiores riquezas de Santa Catarina.
São as fontes termais, de qualidade só comparável às melhores do mundo,
e que atraem milhares de visitantes aos balneários construídos para seu
melhor aproveitamento. Muitos buscam apenas repouso e lazer, outros a
cura para seus males, já que as propriedades terapêuticas destas águas -
com temperaturas em torno de 38º graus - curam reumatismo, artrite,
problemas de estômago, intestino e pele, estafa, insônia e nervosismo.
As principais termas de Santa Catarina estão equipadas com completa
infra-estrutura turística, propiciando uma atmosfera de tranqüilidade
aos que nelas buscam a solução para seus males, ou apenas deliciosos
momentos de relaxamento e paz. Destacam-se Gravatal, Águas Mornas e
Santo Amaro da Imperatriz, próximas ao litoral, e Piratuba, Águas de
Chapecó, Palmitos e São Carlos, no Oeste do Estado. Além destas
principais, inúmeras pequenas fontes termais espalham-se por todo o
território catarinense, visitadas por turistas vindos de vários pontos
do país e até do exterior. Um complemento natural e saudável da
geografia privilegiada com que a região foi agraciada.
Aventuras naturais
Para quem gosta de natureza,
Santa Catarina é o paraíso. A diversidade geográfica do Estado, aliada a
uma cobertura vegetal rica e preservada, garante aos adeptos do ecoturismo opções fascinantes. Mergulho, vôo-livre, trekking,
montanhismo, canoagem e rapel são algumas das modalidades esportivas
praticadas com entusiasmo em terras catarinas.
Para mergulhar, nenhum local supera a Reserva Biológica do Arvoredo, um
conjunto de três ilhas situado entre Porto Belo e Florianópolis. Ali se
encontram a Corrente das Falklands, de águas geladas, com a tépida
Corrente do Brasil, produzindo uma notável miscigenação da vida marinha.
Outras ilhas, como a do Campeche, em Florianópolis, também propiciam
boas condições de mergulho, assim como costões e enseadas em quase toda
a costa catarinense, entre Laguna e São Francisco do Sul.
Nas encostas da Serra do Mar, quem gosta de sentir o sangue pulsar forte
nas veias não se decepciona. Descer cachoeiras em Presidente Getúlio,
atirar-se de bote nas correntes do Rio Itajaí-Açu, voar de asa-delta em
Jaraguá do Sul ou fazer trekking em Florianópolis ou na Serra do Corvo
Branco são alguns esportes ecológicos possíveis no cenário agreste da
Mata Atlântica catarinense.
As cachoeiras de Corupá e a fantástica Caverna de Botuverá também são
ícones do ecoturismo local, um segmento que representa nova e promissora
fonte de recursos para o Estado.
Visite Santa Catarina, com certeza, você vai
adorar!!!
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