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Luteína é aliado da mulher para retardar catarata

 

 

 

LUTEÍNA

 

A luteína é um carotenóide, ou seja um corante ou pigmento natural, presente nos legumes de folha verde escuro, como no espinafre, em várias frutas e no milho. A gema do ovo é igualmente uma fonte de luteína.


A luteína está relacionada a uma melhor saúde da visão—pois reduz o risco de degeneração macular—e à uma pele saudável.


Por que é que a luteína é importante na nossa alimentação? Em termos simples, a luteína é um antioxidante que diminuiu ou reduz os radicais livres nocivos presentes nas várias partes do corpo. Os radicais livres desempenham um papel em várias doenças crônicas.

A luteína também filtra os comprimentos de onda azuis, de alta energia, do espectro de luz visível. Julga-se que a luz azul, tanto da iluminação interior como a do sol, provoca stress oxidante e possivelmente lesões causadas pelos radicais livres nos órgãos humanos expostos à luz, como os olhos e a pele. A luz azul não é a mesma que conhecemos como comprimentos de onda ultravioleta A e ultravioleta B do espectro invisível.

O regime alimentar de grande parte das pessoas não inclui luteína em quantidade suficiente. A investigação sugere que a quantidade de luteína necessária para se obter benefícios para a saúde é de 6 a 20 mg por dia.

 

Embora seja depositada em muitas regiões do organismo susceptíveis às lesões provocadas pelos radicais livres - como os olhos e a pele - a luteína não pode ser fabricada pelo corpo.

A única maneira de usufruir dos benefícios antioxidantes da luteína é consumi-la - ou, no caso de um crescente número de produtos para os cuidados da pele, aplicando-a na pele.

 

Além de vários alimentos naturais, a luteína, também, pode ser encontrada em alimentos enriquecidos e funcionais e, também, em vitaminas e suplementos nutricionais.

 

 

Fonte: Lutein Information Bureau

 

 

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e conheça os alimentos naturais ricos em luteína.

 

 

 

 

 

Brasília, 6/3/2009 - A relação benéfica entre a luteína - substância encontrada em frutas como a maçã e a laranja, bem como vegetais verdes - e a desaceleração do processo de evolução da catarata tem mostrado-se favorável à mulher em diferentes estudos científicos. De acordo com o especialista em catarata do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Leonardo Akaishi, ocorre que os antioxidantes, como é o caso da luteína, podem realmente retardar o aparecimento da catarata, porque entre as razões multifatoriais que levam à sua manifestação está o envelhecimento do organismo. "Faz sentido o resultado de recentes pesquisas que mostram antioxidantes como inibidores da opacificação do cristalino, que é o diagnóstico da catarata", avalia Akaishi.

Em março de 2008, a publicação Arquivos da Oftalmologia divulgou o resultado de uma avaliação da ingestão de luteína em 1.802 mulheres com idade entre 50 e 79 anos em Iowa (EUA). As mulheres foram divididas em dois grupos na pesquisa. Aquelas integrantes do grupo que usou uma dieta rica em níveis de luteína demonstraram 23% menos prevalência de catarata, comparadas aquelas que consumiram níveis mais baixos. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Wisconsin (EUA).

Já o relatório de um projeto de investigação denominado "Beaver Dam eye study", que abrangeu adultos com idades compreendidas entre 43 e 84 anos, sugere que a ingestão de luteína e zeaxantina tem a capacidade de reduzir a incidência de catarata. A luteína e a zeaxantina são os únicos carotenóides presentes no cristalino. O estudo foi realizado com 77.466 mulheres com idades entre 45 e 71 anos no período de 1980 e 1992. Os resultados mostram que aquelas que tiveram consumo mais elevado de luteína e zeaxantina apresentaram um risco 22% inferior de extração de cataratas, índice semelhante ao estudo de Wisconsin. A avaliação demonstrou também que o consumo elevado de espinafre e couves, legumes ricos em luteína, pode igualmente reduzir o risco de extração de cataratas.

Em conseqüência desses resultados, mostra-se cada vez mais freqüente a prescrição de suplementos nutricionais à base de luteína, por parte dos médicos, para prevenir e combater a degeneração da parte posterior da retina, provocada pela idade e pelo excesso de sol.

Retardar - "Catarata é envelhecimento - a não ser que se manifeste antes do esperado como conseqüência de exposição exagerada aos raios ultravioleta, de diabetes e variações de glicemia, de doenças como viroses infantis, choques elétricos, alto índice de colesterol, longo período de utilização de corticóides, consumo de cigarros e bebida alcoólica em demasia" -, explica o médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

Akaishi salienta o resultado da pesquisa norte-americana que mostra a luteína e os antioxidantes contidos em alimentos, como fatores capazes de contribuir com o adiamento da catarata. "Atualmente a sociedade científica internacional tem demonstrado preocupação com o fato de que, nos países em desenvolvimento, o número e cirurgias de catarata realizado é insuficiente diante da necessidade da população, por falta de procura de atendimento, ou porque a saúde pública não supre a demanda", comenta.

Mas para Akaishi, a expressão reduzir o aparecimento da catarata não é a mais indicada, pois o cristalino vai ficar opaco com o tempo, o que é mais apropriado, para não criar falsa expectativa, é falarmos em "retardar" as manifestações incômodas da catarata.

Mulheres

De acordo com o oftalmologista brasiliense, as mulheres procuram tratamento para a catarata mais cedo que os homens, "talvez por vaidade, pois atualmente, com a possibilidade de substituição do cristalino por lentes intra-oculares multifocais, em 96% dos casos, o paciente pode se ver livre dos óculos após a cirurgia". Já os homens, observa, aguardam enfrentar alguma dificuldade por causa da catarata para procurar tratamento. Mas normalmente a opacificação do cristalino, que torna as cores menos vivas, começa a se manifestar por volta de 55 anos de idade em ambos os sexos.

Linhaça

Akaishi destaca além da luteína e de outros antioxidantes, a carnosine, a sinvastatina e também o óleo de linhaça entre os protetores da saúde visual. A carnosine, por exemplo, impede os radicais livres de ataque ao cristalino e a sinvastatina reduz o mau colesterol, atuando como agentes que contribuem com o retardo no aparecimento da catarata. Fonte vegetal do Ômega-3, substância que tem poder antioxidante no combate aos radicais livres e promove o equilíbrio orgânico, o óleo de linhaça tem se mostrado eficiente também na prevenção da catarata precoce e como auxiliar do tratamento, acrescenta.

Tamanho do problema

Cataratas são líderes em causas de cegueira, respondem por cerca de 47,8% de todos os casos no mundo, de acordo com levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A principal forma de catarata diagnosticada é a senil e se manifesta após os 50 anos de idade. Conforme dados do CBO, a prevalência de catarata senil é de 17,67% em pacientes com até 65 anos de idade e passa para 47,1% entre 65 e 74 anos. A partir dos 75 anos, o índice é de 73,3%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a incidência anual de catarata é estimada em 0,3% ao ano, isto é, três novos casos para cada mil habitantes por ano. Transferindo-se o dado ao cenário brasileiro, a estimativa é de que, a cada ano, surjam 552 mil casos novos de catarata.

Registros mostram que o sistema privado de saúde responde por aproximadamente 165 mil cirurgias de catarata por ano, enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza cerca de 387 mil cirurgias no mesmo período.

Solução

Para quem já sentiu a manifestação da catarata, há soluções que podem trazer de volta a qualidade de vida do paciente com a possibilidade de livrá-lo da dependência dos óculos, na grande maioria dos casos, quando se trata de cirurgia de facoemulsificação com a substituição do cristalino por lentes intraoculares multifocais. "Uma das alternativas é a técnica Mix & Match que substitui o cristalino (a lente natural dos olhos) por uma lente artificial específica para as necessidades funcionais da rotina do paciente - também melhora a visão noturna, corrige a miopia e o astigmatismo", explica o oftalmologista Leonardo Akaishi

 

 

 

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Atualizado em: 01 abril, 2013.